Capitulo 10 – Desvendando o passado.
Rosemary
Clary continuava desaparecida.
Nenhum sinal dela.
Isso começa a me apavorar... onde ela poderia estar? Não conseguira mais entrar em contato... era como se sua mente estivesse bloqueada...
Jake, Jeff e Mel estavam me encarando, esperando resultados.
- Nada. – murmurei, exausta – Não consigo nada.
Ela olhou para os próprios pés, suspirando. Estava quase desistindo e eu também.
- Eu vou tentar uma última vez.
Foquei minha mente em Clary e somente nela. Pensei em todas as coisas boas que ela fizera por nós e como a amava, então pensei em Rodolfo a maltratando e...
Fui sugada para uma mente diferente, uma mente mais complexa.
Eu estava na cabeça de Rodolfo, vendo suas lembranças.
Demorei a perceber isso, mas o fiz assim que reconheci Clary – uma garota de quinze anos, eu supus, com os cabelos cor de fogo tão brilhosos e vívidos que me deu inveja; aqueles cachos voavam com o vento que passava pela sala de aula. Rodolfo, eu percebi depois de um tempo, era um jovem atraente, na mesma faixa etária. Ele sentava-se do outro lado da sala e parecia nem notar Clary.
Mas isso mudou naquele dia.
O professor estava ensinando história, uma matéria que eu sempre odiei, assim como Mélody. Estavam na parte de Bruxas de Salém. Clary ergueu a mão, sem saber como esse gesto mudaria sua vida, e disse:
- Isso não era preconceito? – sua voz estava doce e melódica. Suspeitei que ela fosse vampira, mas conhecia Clary o suficiente para saber que não era. Clary era apenas uma humana que sabia demais sobre nosso mundo; uma humana muito especial. – Porque qualquer um pode fazer as, hum, bruxarias.
Ela passou a mão pelos cabelos cor de fogo (que posteriormente ela tingiria de pretos, para fugir de Rodolfo. Quando ele a encontrasse, a cor voltaria ao normal porque Clary pararia de se preocupar em não se parecer consigo mesma) e fechou os olhos. Concentrada, ela fez com que a caneta do professor flutuasse dois metros acima de sua cabeça. Rodolfo arregalou os olhos e coçou o queixo, achando aquela jovem extremamente inteligente e talentosa para uma humana comum. O professor observou tudo, muito curioso, e perguntou o que mais Clary poderia fazer.
- Eu posso... – ela, sem perceber, estava flutuando dez centímetros acima da cadeira escolar – Ler mentes. As mais variadas e obscuras. Dependendo do pensamento. Se ele estiver palpitando na mente de tão... Urgente que é, ou se estiver freqüentemente lá, eu posso captá-lo facilmente. Mas se for um pensamento que estiver oculto nas profundezas da mente, eu não posso lê-lo.
- Interessante.
Rodolfo estava sorrindo, satisfeito. Com um estalo de dedos, fez a sala congelar diante de si, deixando apenas Clary móvel. Ele tocou a testa de cada um dos presentes na sala, fazendo-os se esquecer do ocorrido do dia. Clary ficou imóvel ao vê-lo ali, olhando para ela. Seu coração estava acelerado – percebi pelas bochechas que coravam.
- Clarissa, estou certo? – ele murmurou, sedutor, segurando seu rosto pelo queixo – Temos muito em comum, você e eu, sabia? Nós dois... Podemos fazer... Coisas extraordinárias.
Ele colocou-a sobre os ombros e carregou-a para fora da sala rapidamente. Levou-a para um lugar isolado de tudo: a torre onde era seu atual esconderijo.
Então tudo foi um borrão de tão rápido: Rodolfo prendeu Clary numa parede e segurou seus pulsos, comprimindo seu corpo no dela, e cravou os dentes em seu pescoço, sugando não só seu sangue, como também seu conhecimento mágico. Depois pressionou seus lábios sangrentos nos dela. Meu estômago revirou de nojo.
- Interessante. – ele lambeu os lábios – Clarissa, você é muito... Útil. – ele sorriu, limpando os lábios com as costas da mão. – Agora que seus poderes são meus, gostaria de lhe apresentar o meu mundo. Venha comigo.
Clary pareceu não ter escolha a não ser ir. Ela então concordou com a cabeça, seu rosto decepcionado consigo mesma e remotamente atraída pelo que Rodolfo poderia lhe proporcionar. Ele então lambeu a ferida da mordida e...
Rosemary
Clary continuava desaparecida.
Nenhum sinal dela.
Isso começa a me apavorar... onde ela poderia estar? Não conseguira mais entrar em contato... era como se sua mente estivesse bloqueada...
Jake, Jeff e Mel estavam me encarando, esperando resultados.
- Nada. – murmurei, exausta – Não consigo nada.
Ela olhou para os próprios pés, suspirando. Estava quase desistindo e eu também.
- Eu vou tentar uma última vez.
Foquei minha mente em Clary e somente nela. Pensei em todas as coisas boas que ela fizera por nós e como a amava, então pensei em Rodolfo a maltratando e...
Fui sugada para uma mente diferente, uma mente mais complexa.
Eu estava na cabeça de Rodolfo, vendo suas lembranças.
Demorei a perceber isso, mas o fiz assim que reconheci Clary – uma garota de quinze anos, eu supus, com os cabelos cor de fogo tão brilhosos e vívidos que me deu inveja; aqueles cachos voavam com o vento que passava pela sala de aula. Rodolfo, eu percebi depois de um tempo, era um jovem atraente, na mesma faixa etária. Ele sentava-se do outro lado da sala e parecia nem notar Clary.
Mas isso mudou naquele dia.
O professor estava ensinando história, uma matéria que eu sempre odiei, assim como Mélody. Estavam na parte de Bruxas de Salém. Clary ergueu a mão, sem saber como esse gesto mudaria sua vida, e disse:
- Isso não era preconceito? – sua voz estava doce e melódica. Suspeitei que ela fosse vampira, mas conhecia Clary o suficiente para saber que não era. Clary era apenas uma humana que sabia demais sobre nosso mundo; uma humana muito especial. – Porque qualquer um pode fazer as, hum, bruxarias.
Ela passou a mão pelos cabelos cor de fogo (que posteriormente ela tingiria de pretos, para fugir de Rodolfo. Quando ele a encontrasse, a cor voltaria ao normal porque Clary pararia de se preocupar em não se parecer consigo mesma) e fechou os olhos. Concentrada, ela fez com que a caneta do professor flutuasse dois metros acima de sua cabeça. Rodolfo arregalou os olhos e coçou o queixo, achando aquela jovem extremamente inteligente e talentosa para uma humana comum. O professor observou tudo, muito curioso, e perguntou o que mais Clary poderia fazer.
- Eu posso... – ela, sem perceber, estava flutuando dez centímetros acima da cadeira escolar – Ler mentes. As mais variadas e obscuras. Dependendo do pensamento. Se ele estiver palpitando na mente de tão... Urgente que é, ou se estiver freqüentemente lá, eu posso captá-lo facilmente. Mas se for um pensamento que estiver oculto nas profundezas da mente, eu não posso lê-lo.
- Interessante.
Rodolfo estava sorrindo, satisfeito. Com um estalo de dedos, fez a sala congelar diante de si, deixando apenas Clary móvel. Ele tocou a testa de cada um dos presentes na sala, fazendo-os se esquecer do ocorrido do dia. Clary ficou imóvel ao vê-lo ali, olhando para ela. Seu coração estava acelerado – percebi pelas bochechas que coravam.
- Clarissa, estou certo? – ele murmurou, sedutor, segurando seu rosto pelo queixo – Temos muito em comum, você e eu, sabia? Nós dois... Podemos fazer... Coisas extraordinárias.
Ele colocou-a sobre os ombros e carregou-a para fora da sala rapidamente. Levou-a para um lugar isolado de tudo: a torre onde era seu atual esconderijo.
Então tudo foi um borrão de tão rápido: Rodolfo prendeu Clary numa parede e segurou seus pulsos, comprimindo seu corpo no dela, e cravou os dentes em seu pescoço, sugando não só seu sangue, como também seu conhecimento mágico. Depois pressionou seus lábios sangrentos nos dela. Meu estômago revirou de nojo.
- Interessante. – ele lambeu os lábios – Clarissa, você é muito... Útil. – ele sorriu, limpando os lábios com as costas da mão. – Agora que seus poderes são meus, gostaria de lhe apresentar o meu mundo. Venha comigo.
Clary pareceu não ter escolha a não ser ir. Ela então concordou com a cabeça, seu rosto decepcionado consigo mesma e remotamente atraída pelo que Rodolfo poderia lhe proporcionar. Ele então lambeu a ferida da mordida e...
- Rose! – Mel gritou, me tirando da cabeça de Rodolfo – O que diabos aconteceu com você? – atrás dela, vi que Jeff e Jake me observavam, preocupados.
- Eu... Eu estava... Na cabeça de Rodolfo. Estava vendo uma lembrança de quando ele conheceu Clary. Ai, meu, foi horrível!
- Como assim? Clary nunca mencionou conhecer Rodolfo antes. – ela parecia perplexa, traída. Vi que ela cravava as unhas no braço, tentando compreender. (um habito meu que ela pegou)
- Eu não sei, mana, mas ela conheceu.
Nós duas nos entreolhamos por um momento, pensando a mesma coisa. Então, de repente, falamos, juntas:
- O diário!
Mel e eu subimos para o quarto que Clary estava hospedada antes de Rodolfo seqüestrá-la. Vasculhamos por toda parte; no guarda-roupa, criado-mudo, escrivaninha, embaixo do travesseiro... até encontrarmos um caderno de couro preto, aparentemente sem-graça e uma agenda de estudante com a data do ano de 1999 – quando Clary tinha apenas dezessete anos.
- Eu odeio fazer isso... – murmurou Mel, mordendo o lábio.
- ... mas é preciso. Talvez encontremos motivos para o seqüestro de Clary ou até onde ela está.
- Certo. – ela suspirou, me puxando para fora do quarto. Voltamos para perto de Jake e Jeff. – Abra.
Havia algumas anotações apenas, porém muito reveladoras. Clary narrava seus incríveis poderes sobrenaturais e paranormais com detalhes. Sua vida cotidiana estava mais que presente, porém com menos detalhes. A menção de nossos pais apareceu uma ou duas vezes e Rodolfo estava em pelo menos todas as páginas.
- Posso ver? – murmurou Mel, curiosa.
Estendi a mão com o diário à ela. Mel absorveu todas as palavras rapidamente, folheando nervosamente em busca do paradeiro possível de Clary. O que encontramos, porém, nos deixou boquiabertas. (devo observar que fiquei mais do que furiosa, mas não sabia exatamente com quem: Clary – a pobre e inocente Clarissa – ou Rodolfo – o bad boy sedutor e provocante)
- Eu... Eu estava... Na cabeça de Rodolfo. Estava vendo uma lembrança de quando ele conheceu Clary. Ai, meu, foi horrível!
- Como assim? Clary nunca mencionou conhecer Rodolfo antes. – ela parecia perplexa, traída. Vi que ela cravava as unhas no braço, tentando compreender. (um habito meu que ela pegou)
- Eu não sei, mana, mas ela conheceu.
Nós duas nos entreolhamos por um momento, pensando a mesma coisa. Então, de repente, falamos, juntas:
- O diário!
Mel e eu subimos para o quarto que Clary estava hospedada antes de Rodolfo seqüestrá-la. Vasculhamos por toda parte; no guarda-roupa, criado-mudo, escrivaninha, embaixo do travesseiro... até encontrarmos um caderno de couro preto, aparentemente sem-graça e uma agenda de estudante com a data do ano de 1999 – quando Clary tinha apenas dezessete anos.
- Eu odeio fazer isso... – murmurou Mel, mordendo o lábio.
- ... mas é preciso. Talvez encontremos motivos para o seqüestro de Clary ou até onde ela está.
- Certo. – ela suspirou, me puxando para fora do quarto. Voltamos para perto de Jake e Jeff. – Abra.
Havia algumas anotações apenas, porém muito reveladoras. Clary narrava seus incríveis poderes sobrenaturais e paranormais com detalhes. Sua vida cotidiana estava mais que presente, porém com menos detalhes. A menção de nossos pais apareceu uma ou duas vezes e Rodolfo estava em pelo menos todas as páginas.
- Posso ver? – murmurou Mel, curiosa.
Estendi a mão com o diário à ela. Mel absorveu todas as palavras rapidamente, folheando nervosamente em busca do paradeiro possível de Clary. O que encontramos, porém, nos deixou boquiabertas. (devo observar que fiquei mais do que furiosa, mas não sabia exatamente com quem: Clary – a pobre e inocente Clarissa – ou Rodolfo – o bad boy sedutor e provocante)
- ELA ESTAVA APAIXONADA POR ELE! – berrei, batendo com força na parede mais próxima. Jake recuou alguns passos ao ver minha fúria e Jeff se aproximou para me acalmar, mas ergui um braço para barrá-lo.
- Rose, acalme-se... Eles eram adolescentes...
- ELE A USOU, MEL! – rosnei, entre dentes. Sentia a raiva subir pela cabeça e sair pelos ouvidos e narinas – Olhe aqui, ele a usou! – apontei para a página onde dizia:
Rodolfo me levou à sua mansão secreta – é assim que gosto de me referir à ela quando ele não está perto... me lembra algo tipo um super-herói, embora Rodolfo esteja na categoria BAD BOY BONITÃO. Juntos, estudamos runas antigas e os druidas. Depois fomos à parte da família dele – vampiros. Isso me dá calafrios, é claro. Mas ele tem sido um perfeito cavalheiro. Depois dos estudos, me leva para passear em seu carro – um Mustang 1980 preto – e voltamos à mansão, apenas para recomeçar tudo de novo. Às vezes, ele me surpreende com um beijo rápido ou um toque caloroso, mas isso é bem raro. Contudo, não posso deixar de pensar o quanto eu sou sortuda por ele ter me escolhido.
- FILHO DA MÃE! – dessa vez quem berrou foi Mel, totalmente enfurecida – Ele a usou e depois a tornou uma escrava pessoal!
- Mel, amor, você poderia se acalmar um pouco...?
Jake estava aparentemente assustado; ele quase nunca via Mel a ponto de explodir assim – eu era quem o assustava. Mel respirou fundo e seu rosto tornou-se um misto de compreensão e, paradoxalmente, confusão.
- Espere aí, Rose... Se Rodolfo e Clary tiveram um caso, então...
- ... Clary pode ser mãe de Felix e Drake. – completei, pasma. Senti um soco no estômago. – Mas... eles tiveram um caso também... ela e Felix, quero dizer. Como podem...?
- Rodolfo jamais permitiria que o filho tivesse um caso com a própria mãe, certo?
- Nunca duvide da crueldade de um maníaco, Mel.
- Você conseguiria... invadir a cabeça dele de novo? Só para ver se encontramos mais detalhes. Eu vou investigar o diário.
- Rose, acalme-se... Eles eram adolescentes...
- ELE A USOU, MEL! – rosnei, entre dentes. Sentia a raiva subir pela cabeça e sair pelos ouvidos e narinas – Olhe aqui, ele a usou! – apontei para a página onde dizia:
Rodolfo me levou à sua mansão secreta – é assim que gosto de me referir à ela quando ele não está perto... me lembra algo tipo um super-herói, embora Rodolfo esteja na categoria BAD BOY BONITÃO. Juntos, estudamos runas antigas e os druidas. Depois fomos à parte da família dele – vampiros. Isso me dá calafrios, é claro. Mas ele tem sido um perfeito cavalheiro. Depois dos estudos, me leva para passear em seu carro – um Mustang 1980 preto – e voltamos à mansão, apenas para recomeçar tudo de novo. Às vezes, ele me surpreende com um beijo rápido ou um toque caloroso, mas isso é bem raro. Contudo, não posso deixar de pensar o quanto eu sou sortuda por ele ter me escolhido.
- FILHO DA MÃE! – dessa vez quem berrou foi Mel, totalmente enfurecida – Ele a usou e depois a tornou uma escrava pessoal!
- Mel, amor, você poderia se acalmar um pouco...?
Jake estava aparentemente assustado; ele quase nunca via Mel a ponto de explodir assim – eu era quem o assustava. Mel respirou fundo e seu rosto tornou-se um misto de compreensão e, paradoxalmente, confusão.
- Espere aí, Rose... Se Rodolfo e Clary tiveram um caso, então...
- ... Clary pode ser mãe de Felix e Drake. – completei, pasma. Senti um soco no estômago. – Mas... eles tiveram um caso também... ela e Felix, quero dizer. Como podem...?
- Rodolfo jamais permitiria que o filho tivesse um caso com a própria mãe, certo?
- Nunca duvide da crueldade de um maníaco, Mel.
- Você conseguiria... invadir a cabeça dele de novo? Só para ver se encontramos mais detalhes. Eu vou investigar o diário.
Concordei com a cabeça e me sentei no chão, como fizera antes para tentar encontrar Clary. Cruzei as pernas e pensei CLARISSA – RODOLFO – FELIX – DRAKE, esperando que um desses nomes me levasse à algo. Foquei-me em diversas lembranças: Felix e eu nos nossos momentos românticos e felizes, Drake e Mel, lutando e se odiando, apesar de serem prometidos um ao outro, Rodolfo e Clary (tentei reviver as lembranças) e imaginei Felix e Clary casados, apaixonados um pelo outro. No fundo de meu coração, desejei que ele fosse feliz com seja lá quem fosse. Felix não dera mais sinal algum de vida, então eu imaginei que ele encontrara alguém no mundo espiritual ou não podia mesmo fazer contato.
Um clarão rápido apareceu e desapareceu. Vi imagens nítidas. Novamente, na cabeça de Rodolfo.
- E você tem certeza de que sua criadazinha não vai nos pegar? – murmurou uma voz maliciosa, estridente e estranhamente familiar. (não para mim, percebi minutos depois. Era familiar à Rodolfo e a reconheci por estar na mente dele)
- Clarissa? – ele riu, alto e divertido – Não, querida, hoje somos só nós dois.
A mulher de cabelos claros deslizou uma perna sobre as de Rodolfo e envolveu seu pescoço com o braço, puxando-o para ela. Senti o estômago revirar de nojo ao ver suas línguas se entrelaçando (ao sentir a língua dela na minha, que na verdade era conseqüência de invadir uma mente) e aquelas unhas se cravando nas costas dele (minhas!) e depois uma mordida na orelha...
Quando achei que poderia piorar, ouvi passos. Rodolfo claramente percebera, mas não ligou – ou fingiu que não percebera. Um AAAAAAAH abafado e triste. Reconheci aquela voz chorosa; a ouvira tantas vezes que era impossível não reconhecê-la.
Clary estava parada, observando o momento íntimo de Rodolfo, os olhos cheios de lágrimas.
- Você...
- Clarissa, olá! – ele sorriu, sedutor – Achei que estaria fora hoje e resolvi me divertir... mas não se preocupe, já chego em você.
Um clarão rápido apareceu e desapareceu. Vi imagens nítidas. Novamente, na cabeça de Rodolfo.
- E você tem certeza de que sua criadazinha não vai nos pegar? – murmurou uma voz maliciosa, estridente e estranhamente familiar. (não para mim, percebi minutos depois. Era familiar à Rodolfo e a reconheci por estar na mente dele)
- Clarissa? – ele riu, alto e divertido – Não, querida, hoje somos só nós dois.
A mulher de cabelos claros deslizou uma perna sobre as de Rodolfo e envolveu seu pescoço com o braço, puxando-o para ela. Senti o estômago revirar de nojo ao ver suas línguas se entrelaçando (ao sentir a língua dela na minha, que na verdade era conseqüência de invadir uma mente) e aquelas unhas se cravando nas costas dele (minhas!) e depois uma mordida na orelha...
Quando achei que poderia piorar, ouvi passos. Rodolfo claramente percebera, mas não ligou – ou fingiu que não percebera. Um AAAAAAAH abafado e triste. Reconheci aquela voz chorosa; a ouvira tantas vezes que era impossível não reconhecê-la.
Clary estava parada, observando o momento íntimo de Rodolfo, os olhos cheios de lágrimas.
- Você...
- Clarissa, olá! – ele sorriu, sedutor – Achei que estaria fora hoje e resolvi me divertir... mas não se preocupe, já chego em você.
Clary irrompeu em lágrimas e saiu, cambaleando, dali. Uma porta bateu; ela despenca na cama e desata a chorar, soluçando. Rodolfo bufa, pede desculpas à sua companheira (para minha eterna felicidade momentânea) e vai de encontro à Clary.
- Clarissa, por favor, não faça drama.
- Você mentiu para mim! – ela falou, fungando, atrás da porta. – Você disse que me amava...
- Ora essa, e eu não posso me divertir?
A porta se abriu. Clary parecia furiosamente triste – uma combinação incrivelmente estranha, mas ficou perfeitamente compreensível nela – e deu uma bofetada no rosto de Rodolfo. Ele segurou com força seu braço, mas ela pisou em seu pé com o salto agulha, o que o fez uivar de dor e desviar sua atenção dela. Clary correu para fora da torre do castelo. A chuva lá fora estava forte demais, seu corpo logo ficou encharcado. Os cabelos cor de fogo colaram-se no pescoço e nos ombros. Seu vestido ficou incrivelmente colado e sexy nela.
Rodolfo a observava da janela, satisfeito e revoltado. Ele sabia que ela voltaria.
- Mélody! – gritei, saindo da mente de Rodolfo – Mel, Clary não é mãe de Felix e Drake! Rodolfo a traiu! Ele a enganou e ela fugiu.
Mel largou o diário de lado e olhou para mim. Deixei que ela visse tudo que eu vislumbrara até então. Dolorosamente, ela assistiu Clary tingir os cabelos vermelhos de preto para fugir de Rodolfo e viu ele a encontrando logo depois de um tempo. Viu Clary se comunicando conosco e nos revelando a verdade sobre nossos pais. Viu Clary tingir os cabelos de ruivo novamente, voltando à cor natural vermelho-fogo. Viu Rodolfo seduzindo-a e depois a traindo. Após todas essas imagens, o rosto de Mel estava em uma fúria total.
- Vamos encontrá-la. – ela rosnou, cerrando os punhos – Nem que seja a última coisa que façamos.
Jake e Jeff se posicionaram atrás dela, como se dissessem CONTE CONOSCO.
- Então precisamos nos apressar. A torre antiga de Rodolfo fica à uns cinqüenta quilômetros daqui.
- Clarissa, por favor, não faça drama.
- Você mentiu para mim! – ela falou, fungando, atrás da porta. – Você disse que me amava...
- Ora essa, e eu não posso me divertir?
A porta se abriu. Clary parecia furiosamente triste – uma combinação incrivelmente estranha, mas ficou perfeitamente compreensível nela – e deu uma bofetada no rosto de Rodolfo. Ele segurou com força seu braço, mas ela pisou em seu pé com o salto agulha, o que o fez uivar de dor e desviar sua atenção dela. Clary correu para fora da torre do castelo. A chuva lá fora estava forte demais, seu corpo logo ficou encharcado. Os cabelos cor de fogo colaram-se no pescoço e nos ombros. Seu vestido ficou incrivelmente colado e sexy nela.
Rodolfo a observava da janela, satisfeito e revoltado. Ele sabia que ela voltaria.
- Mélody! – gritei, saindo da mente de Rodolfo – Mel, Clary não é mãe de Felix e Drake! Rodolfo a traiu! Ele a enganou e ela fugiu.
Mel largou o diário de lado e olhou para mim. Deixei que ela visse tudo que eu vislumbrara até então. Dolorosamente, ela assistiu Clary tingir os cabelos vermelhos de preto para fugir de Rodolfo e viu ele a encontrando logo depois de um tempo. Viu Clary se comunicando conosco e nos revelando a verdade sobre nossos pais. Viu Clary tingir os cabelos de ruivo novamente, voltando à cor natural vermelho-fogo. Viu Rodolfo seduzindo-a e depois a traindo. Após todas essas imagens, o rosto de Mel estava em uma fúria total.
- Vamos encontrá-la. – ela rosnou, cerrando os punhos – Nem que seja a última coisa que façamos.
Jake e Jeff se posicionaram atrás dela, como se dissessem CONTE CONOSCO.
- Então precisamos nos apressar. A torre antiga de Rodolfo fica à uns cinqüenta quilômetros daqui.
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