terça-feira, 26 de julho de 2011

Capitulo 16 – Isso é completamente estranho


Felix


Se tem uma coisa que aprendi ao longo de minha vida observando Rose é que ela se irrita fácil se não sabe do que está acontecendo. Ela sente-se incapacitada e odeia isso profundamente. Mas eu não podia fazer nada para ajudá-la dessa vez.
Ela estava com Jeff, chorando em seus ombros. Ele beijava seus cabelos e dizia palavras reconfortantes, mas nós dois sabíamos que isso não adiantaria nada. Mélody sabia como bloquear sua mente.
– Irmãozinho, já te disse para não espionar essas... Garotas. Uh. – Drake fez uma careta de nojo, como se ver os vivos causasse repulsa nele. – Não podemos fazer nada, e você sabe. É tudo plano de Mélody.
– Sabe o que eu acho? – falei, me levantando da grama onde estava escondido (eu sabia que Rose poderia me ver caso se concentrasse muito) e olhando para meu irmão mais velho. – Que você realmente gostava da Blood Sister. A outra.
– Ouch. – ele colocou a mão onde ficaria seu coração e balançou a cabeça – Ela realmente magoou meu coração. Tudo por um... humano. Desprezível. Argh.
– Drake, conheço você. Sei que em algum lugar desse seu coração...
– ... existe amor. – ele completou, rindo. – Sabe, Felix, eu admiro sua inteligência. Mas isso foi estúpido! Pensar que eu me apaixonaria... Pobre maninho!
– Você herdou isso do papai. – inclinei a cabeça ao ouvir um barulho – Vamos lá, Mel nos chama. Eu sinto.
– Mel? Você disse Mel? Nunca vi você dizer o apelido. – ele explodiu em gargalhadas. Sarcásticas, percebi depois. – Tudo bem, eu vou com você. Mas só porque não tenho nada mais divertido pra fazer.
– Um dia, Drake, vai acabar acreditando em suas próprias mentiras.
– E enquanto isso você continuará pensando na vida que poderia ter tido. Nah, isso é tão mundano, maninho.
Ignorando Drake e suas lições de moral pós-morte, segui meu caminho para a “prisão” temporária de Mélody. O que mais me doía era ter de guardar esse segredo de Rose.
Se pelo menos eu pudesse contar a ela...
Jeff
Senti a presença dele antes mesmo se ouvir sua voz.
Eu não sei, talvez depois de passar todo esse tempo aturando Felix eu simplesmente estivesse sensível a ele – o que me dá muito nojo. Mas aproveitei a oportunidade – ele parecia querer dar notícias, então quis ouvi-las.
– Espere. – murmurei, observando Rose adormecida em meus braços. Coloquei-a na nossa cama e beijei seus cabelos. Depois saí do quarto pela janela, sabendo que Felix viria também – Pode dizer.
– Jeffrey, eu não tenho muito tempo. – ele falou, sua voz estava mais fraca. – Eu não posso te contar nada que os coloque em risco. – ele suspirou – Então ajudaria se você descobrisse sozinho.
Ah, claro! Eu faria isso facilmente.
– Tem a ver com Mélody.
– E sua aparente traição. – bufei, cruzando os braços – Sabe que não quero sua ajuda. Eu não gosto de você.
– Eu digo o mesmo. – ele sorriu, estendendo a mão – Trégua?
– Feito. – apertei a mão dele – Mas eu não acredito em nada disso. Quero dizer, sobre Mel ter nos traído. Não é a cara dela.
– Ponto. – ele riu. – Ela não traiu. Digamos que faz parte de um plano, mas se Rose souber estamos todos ferrados.
– E eu posso saber desse plano por quê?
– Você é mais velho e experiente. Sabe esconder seus pensamentos. Rose não. Ela vai ter uma crise de nervos e os pensamentos ficarão expostos para quem quiser ler.
Segurei o riso. Era verdade, e nós dois sabíamos, mas não queria mostrar pra ele que concordávamos em algo.
– Muito
bem. – respirei fundo – Qual é o plano?

– Converter Rodolfo para o bem? Isso é impossível! – exclamou Jake, enquanto eu contava para ele. – Tudo bem, não é impossível. É extremamente difícil. – ele suspirou, passando a mão pelos cabelos – Como você descobriu, afinal?
– Felix. E você foi por Mélody, eu suponho.
Ele mordeu o lábio, o que pra mim era um grande “sim”. Era meio complicado entender o plano de Mélody, mas Felix só disse isso: ela queria uma maneira de descobrir a fraqueza de Rodolfo e assim convertê-lo para nosso lado, mas NINGUÉM que não conseguisse controlar os pensamentos poderia fazer isso. Eu tinha anos de experiência e Jake tinha Mélody para ajudá-lo através da ligação mental.
– Agora escute. – falei, fazendo com que ele olhasse para mim – Ninguém, absolutamente NINGUÉM, vai saber disso, certo?
– Você age como se eu não soubesse disso.
– Só estou checando. E aí, como vai sua vida de solitário?
– Jeffrey, e faça um favor?
– Claro.
– Cale a boca!



Kirie


Deixei os outros para trás e fui ver como Rose estava. Eu me sentia péssima por vê-la assim, mesmo que não fosse minha culpa. Não gosto de ver os outros tão pra baixo, isso me deixa sentir a dor deles.
Jeff estava abraçando Rose e Jake estava olhando, os olhos vazios e distantes. Desde que Mel nos traíra (algo que me parecia muito estranho), Jake estava assim.
– Vai ficar tudo bem, Rose. – falei, abaixando-me (mas não muito) para tocar seu ombro. – Você vai ver.
– Obrigada. Kirie, não é? – ela sorriu. – Obrigada mesmo.
Sorri de volta. Eu gostaria de ser como Rose: morena, alta e o corpo magro, mas atlético. Era e Mélody para mim eram como modelos. Eu sempre fui baixa, frágil e loira, cabelos cacheados que me deixam com o rosto mais novo do que é.
Ninguém quer uma garota assim, nem mesmo há duzentos anos queriam. Uma garota assim é vista como delicada e doce, mas nunca é a mulher amada e desejada.
Senti outra tristeza enquanto observava Rose e me virei para encontrar o dono dela. Não encontrei ninguém, então fui andando floresta adentro (mais uma vez nos transportáramos para uma cabana mais perto da floresta) até encontrar alguém.
Eu esperava encontrar alguém vivo, mas tudo que senti foi uma energia luminosa. Apertei os olhos, sabendo que se me esforçasse poderia vê-lo.
Era um fantasma.
– Príncipe Felix, eu presumo. – sorri, segurando na minha saia e fazendo uma reverência.
Ele sorriu, triste.
– Você me conhece?
– Conheço qualquer um que viveu nos últimos duzentos anos. – mordi o lábio, passando a mão pelos cabelos. – Sou Kirie.
– Encantado. – ele se curvou, pegou minha mão e beijou-a carinhosamente, seus olhos fixos nos meus. Senti cócegas onde ele tocou. Devia ser porque ele era um fantasma.
– Por que você parece tão triste?
Ele desviou o olhar do meu. Nem precisou dizer mais nada, eu já entendera: ele estava apaixonado por Rose. Ainda.
– Não é bem isso. – ele respondeu ao meu pensamento, fazendo com que eu arregalasse os olhos e corasse. – É mais como saudade e sentir dor pela dor dela. Rose e eu éramos ligados, como diriam vocês, vivos.
– Me desculpe. Eu não queria... eu não devia...
– Tudo bem. – ele sorriu, segurando minha mão e afagando-a. tentei não corar ao sentir aquilo. Ninguém nunca me tocara assim. – Você só estava preocupada. Eu... admiro isso. É uma qualidade linda. Ninguém nunca se importou antes. Além de Rose. Para ser sincero, não sei se ela se importava. – ele suspirou. – Estou sendo dramático, não é?
– Ela se importava. – respondi, automaticamente. – E ainda se importa. Mas ela só quer que você seja feliz. Ela tem o Jeff agora e meio que não precisa de você. Sinto muito. – acrescentei, do fundo do coração, ao perceber o que tinha dito.
– Tudo bem. – ele continuou segurando minha mão e olhava fixamente para ela. – Obrigado pela conversa, Kirie. Sério mesmo. Fazia tempo que...
– ... ninguém ligava pros sentimentos tolos dele. – outro fantasma apareceu, fazendo Felix soltar minha mão (e particularmente isso me irritou). Drake, é claro. O irmão dele. Mais velho e (preciso confessar) mais bonito. – Não fomos apresentados ainda.
– Drake, esta é Kirie. – comentou Felix, calmamente. – E você devia parar de ser sarcástico, isso assusta as mulheres.
Drake fez um gesto arrogante, tipo “eu nunca assusto mulheres, querido!” e eu revirei os olhos. Pensei em lembrar-lhe como ele e Mélody nunca deram certo, mas achei melhor não. Nunca se sabe o que fantasmas podem fazer.
– Se me permite dizer, – Drake pegou minha mão e beijou-a também – foi um prazer conhecê-la, madame. Mas agora meu irmão e eu precisamos ir.
– Prometo que nos veremos de novo. – Felix disse, sorrindo, e acenou para mim antes de desaparecer.
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May aqi: tentei ser o mais fofa possível com a Kirie *-* isso que dá as pessoas te chamarem de fofa xP

aah e tb o Felix e a Rose foram iguais ao agradecer a Kirie e eu só vi isso agr kk <3

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Capítulo 15 – Traição?

Mélody
Eu me escondi nas árvores. Jake dormia no quarto, como uma pedra. Rose e Jeff estavam ocupados, e ninguém parecia me perceber ali.
Kirie apareceu do nada.
-Onde você está indo?
Olhei em volta.
-É um segredo, ninguém pode saber que estou saindo! Entendeu?
Ela me olhou confusa, mas concordou, voltando para o acampamento.
Eu me deixei guiar pela minha visão interna, que me levaria exatamente a Ela!
O castelo estava fechado, mas eu sentia o perfume dela saindo da janela. Clary estava sentada na cama com Rodolfo logo ao lado.
-Clarissa – começou ele – Você sabe que nunca senti por ela o que sinto por você!
-Cale a boca seu idiota!- brandiu ela levantando da cama – Eu já lhe disse que não quero mais nada com você!
Pulei na árvore, subindo até a pequena janela. Rodolfo virou para encarar-me.
-O que a pequena Blood Sister faz aqui?
-Preciso falar com Clary!
Ele sorriu com desdém.
-E se arriscou vindo até aqui só para isso? Você tem coragem!
Fitei-o.
-Não quer minha ajuda? Rosemary tem um exercito muito maior que o seu!
-Não preciso de sua ajuda!
Pulei para dentro do quarto.
-Tem certeza disso Rofo?
-Como... Como você sabe esse apelido?
-Eu sei de muito mais coisa do que você pensa!
Rodolfo continuou a me encara.
-Onde está Rafael?
Ele sorriu torto enquanto Clary pareceu perdida.
-Podem, por favor, me deixar a par do que estão falando?
Olhei para ela e a abracei.
-Lhe explicarei tudo mais tarde, ok?
Enganchei meu braço ao de Rodolfo e saímos do quarto.
-Como descobriu sobre Rafael?
-Você me contou isso!
Agora eu tinha acesso a tudo que ele pensava. Eu tinha todos os segredos dele em minha mente... Eu o tinha em minhas mãos.
-Quando lhe contei?
-Agora mesmo! No instante em que eu entrei no quarto.
Ele continuou a me conduzir pelo castelo. Passei pelo quarto que fora de Drake. Percebendo para onde eu estava olhando, Rodolfo abriu a porta.
-Imagino que quer saber um pouco mais sobre seu antigo noivo.
-Acho que eu sou a que mais tem haver com as primeiras Blood Sisters não é?- perguntei meio fora da realidade.
Ele assentiu e sentou-se em uma poltrona de veludo verde.
-Drake sempre me disse que você tinha mais a oferecer do que eu pensava.
-Não sei o que ele queria dizer com isso.
-Rosemary herdou poderes mais... Como posso dizer... Mentais!
-E eu herdei os físicos?
-Isso!
Olhei as coisas de Drake até... O seu espírito aparecer.
-Olá Mél!
-Acho que deveria ter mais respeito a falar comigo Drakerin! Afinal, eu matei você querido!
-Tudo pelo seu querido Jake!
Ele sorriu.
-O que faz em meu quarto?
-Você esteve tantas vezes no meu, por que não posso olhar o seu?
-Tem coisas pessoais demais...
-Como os truques de magia negra?
Havia uma mesa cheia de perfumes e ingredientes que lembravam aqueles desenhos de bruxas. O quarto em si lembrava uma masmorra.
-Você me parecia sociável demais para alguém que passou toda a adolescência trancado nesse quarto mexendo com magia!
-Aprendi com papai.
Rodolfo se levantou.
-Vamos até Rafael... Ou mudou de ideia?
Segui-o até a porta, onde ele ofereceu o braço novamente a mim.
Foram três andarem, até um ultimo quarto escuro, na torre que parecia a segunda mais alta. Drake continuou a nos acompanhar.
Rodolfo abriu a porta e eu entrei. É claro que ele usou a situação para me trancar lá dentro, mas era o que eu queria.
Rafael se levantou no fundo do quarto.
-Quem é?
-Sou Mélody Livingstone!
-Mélody... Já ouvi falar de você!
-Drake lhe contou sobre mim!
-Sim, sim! Drake falava muito de você!
-Seu sobrinho me contou uma coisa sobre você, uma coisa que pode mudar todo o destino!
Rafael se aproximou. O rosto idêntico ao de Rodolfo. Eram irmãos gêmeos. Mas a diferença era de Rafael não era vampiro... Rodolfo fora transformado.
-Preciso que me conte a verdadeira história sobre Rodolfo.
-Mas um de seus dons é...
-Eu sei que você pode sentir os dons, mas eu só consigo ver a vida vampiresca dele!
-Bom... Acho que você deve estar se perguntando como continuo vivo e jovem depois de tantos séculos!
-Drake me disse que ele testava magia em você!
-Sim, Rodolfo o obrigava a usar magia em mim, tentando me manter vivo para ajudá-lo com uma coisa.
-Mas Drake não era bruxo, vocês usavam o poder de Clary, não é?
-Sim, meu irmão roubava o poder dela a cada encontro. Disse que transformá-la em vampira seria o pagamento pelo uso da magia dela.
-Mas isso está a matando...
-E ele sabe disso!
Respirei fundo.
-Ele quer matá-la!
-Na verdade, ele a ama, mas não gosta da fraqueza que isso lhe causa!
-Você é o único que conhece verdadeiramente Rodolfo. Quem ele era antes de tudo isso?
-Éramos filhos do cozinheiro do rei da Espanha!
-Por que ele quis ir para a Itália?
-Havia algo dentro dele que dizia que lá ele encontraria o que o tornaria grande.
-E então ele conseguiu se tornar o rei!
-Graças a uma mulher!
-A mãe de Clarissa!

Jake
Quando acordei Mélody não estava mais ao meu lado. No lugar dela havia penas um bilhete. Peguei-o e li calmamente. No final tinha instruções:
“Ps: Amasse e queime! Ninguém deve saber!
Com amor, Mélody”
Não era muito do estilo dela, mas segui as instruções.
Rose e Jeff me chamaram. Vesti calças jeans largas e uma camiseta preta. Mélody estava em minha mente, simplesmente o sorriso dela reproduzindo como um filme.
-Onde está Mél?
Olhei para Rose, meio confuso.
-Não estava no quarto quando acordei.
Ela fechou os olhos, como se estivesse procurando a irmã na mente dos outros.
-Parece que ninguém a viu hoje.
Engoli em seco e sai para caçar. É claro que ela devia ter deixado um bilhete para Rose também, era apenas questão de tempo ela achar.
Meus instintos eram tão fortes já, que quando notei já estava sugando o sangue de uma velinha que estivera estendendo roupas no varal a poucos segundos, e agora se debatia em meus braços. Podia senti-la se agarrando ao resto de vida que tinha.
Suguei a ultima gota e a deitei no chão.
Ela tinha um sorriso, como se dissesse: Se é para morrer, que seja sorrindo!
Sorri e fechei seus olhos, lambendo para que as feridas se fechassem.
John parecia desconfiado de que algo estava acontecendo, pois assim que voltei puxou-me pelo braço para dentro da casa, onde estavam Jeff e Rose.
-Parece que Mélody nos traiu!- disse John.
-O que?
Rose me encarou.
-Não se faça de bobo.
-Não sei do que estão falando!
Rose suspirou e Jeff me alcançou um pequeno papel.
Era o bilhete de Mél... Ela dizia que estava se juntando a Rodolfo, pois ali iria perder, e outras coisas idiotas.
-Vocês não acreditam nisso não é?- esnobei.
Rose virou o rosto.
-Mélody nunca diria algo assim se não fosse verdade!
Pensei em Mél nos últimos dias. Ela realmente estivera fria... Mas nos trair? Não! Isso não!
-Eu sei que você a ama, mas ela é inimiga agora!
Peguei o pescoço de John.
-Nunca mais repita isso! Nunca!
Soltei-o.
-Ela não nos traiu! Ela deve ter um plano e apenas não quer que Rodolfo saiba! Ele pode nos usar contra ela! Temos de PENSAR que ela é inimiga, é isso...
Desabei no chão.
-Por que não acreditam?
E nesse instante, uma lágrima correu em meu rosto, fugindo pelas bochechas, se escondendo no colarinho da camiseta.
“Eu te amo!”- disse Mél em minha mente – “Eles não podem saber o que estou fazendo! É mais seguro assim! Apenas confie em mim meu amor!”.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Capítulo 14 - Desejo


Rose


Dei uma folga ao Jeff – da patrulha noturna, quero dizer. Eu não sei o porquê, mas sinto falta dele – tanta que chega até a ser uma dor física. Desde que trocamos sangue e ligamos nossas almas, eu sinto mais falta dele do que o normal e sei que ele sente o mesmo. Por isso, resolvi mudar o turno de Jeff para o dia e John, para noite. Modéstia a parte, não foi tão difícil; nem precisei usar meu poder de controlar pessoas. E também, John não tinha uma namorada que sentia falta dele!
Mel estava dominando minha cabeça por sua raiva – sim, eu ainda tinha a ligação com ela, embora pensasse que por estar ligada com Jeff eu perderia a ligação com Mel – e seus pensamentos estavam muito explosivos. Saí da mente dela e me concentrei no presente, em Jeff.
- Oi.
– ele sorriu, me abraçando por trás (eu sabia que estava sorrindo; conheço bem meu namorado) e mordendo minha orelha. Depois plantou um beijo em meu pescoço, seguido de uma mordidinha – O que você negociou?
- Como assim?
- John nunca cedeu uma noite. Aposto que você negociou algo.
- Ou ele ficou encantado com minha beleza. – sorri, provocando.
- Ele que tente algo com você e eu arrancarei o coração dele. – Jeff fez uma careta.
- Não sei por que a violência se sabe que meu coração é seu. – sorri, beijando-o levemente no rosto e depois na boca.
- Há alguns anos, você não diria isso.
Dei um soco em seu ombro, mordendo o lábio. O pior é que ele estava certo.
Mas isso não me abalaria: Jeff é todo meu hoje e ninguém vai nos separar.
- Eu senti sua falta. – ele murmurou, sorrindo ao ler meus pensamentos. – Vamos?
- Eu preciso responder? – sorri, segurando sua mão e entrelaçando nossos dedos.
- Não. Já vi a resposta mesmo.
- Em minha mente?
- Não, em seus olhos.


Rodolfo

Clarissa estava me enlouquecendo. Suas rejeições à meus toques me deixavam nervoso. Nem mesmo Marilyn sabia fazer isso comigo, mas Clarissa... Meu Deus, ela realmente está mexendo comigo!
Observo sua reação, escondido na árvore de frente para sua janela. Sei que ela não pode me ver, então me sinto confortável.
Ela pegou o vestido verde-esmeralda com delicadeza, como se sentisse lentamente a textura. Ela levou-o ao rosto, sentindo a maciez e o cheiro, depois virou-se para ver como ficava nela no espelho. Sorriu.
- Eu sei que está olhando, Rodolfo.
Recolhi meu sorriso – que se formara repentinamente – aos poucos. Droga! Pensei.
- Como?
- Eu te vi pelo espelho. O que você quer? Me deu um vestido, me chamou de linda... O que você quer?
- Tem certeza que não sabe? – falei, pulando na janela e entrando no quarto, rapidamente estando com a mão no rosto dela – Você, Clarissa, eu só quero você.
- Você tem a Marilyn. – ela falou, abaixando a cabeça, tentando não olhar para mim. ergui seu rosto com meu dedo.
- Mas você é...
- Você só me quer porque eu não sou sua. – ela afastou minha mão de seu rosto – Me deixe em paz, por favor.
- Ele não desiste, Clarissa. Você não aprendeu isso ainda? – Marilyn disse, sorrindo ao entrar. Bufei.
- Marilyn, eu não me lembro de ter te chamado.
- Mas eu não preciso que me chame, querido. Sou sua ESPOSA. – ela olhou para Clary, sorrindo ao destacar bem a palavra.
- Não sei por que diz isso, Marilyn. – Clary sorriu também, sarcástica. – Tem medo de seu querido marido, que aliás está dando em cima de mim, esqueça que vocês são casados?
- Rodolfo só dá em cima de você porque é um canalha e adora ver uma mulher bonita.
- Ah, então você me acha bonita?
- E porque ele tem pena de você! – continuou Marilyn, como se não ouvisse Clary. Ela bateu o pé no chão, furiosa.
- Não é o que parece!
Eu estava mesmo vendo Clarissa e Marilyn disputando meu amor? Isso estava ficando bom, exatamente como eu queria.
- Rodolfo não tem pena de mim, ele acabou de confessar que me ama, sua... PUTA!
Marilyn a encarou, furiosa. Segurou-a pelos cabelos e tentou bater a cabeça de Clary contra a porta, mas Clary fechou os olhos e um poder bruxo fez Marilyn e ela flutuarem. Clary bateu na cabeça de Marilyn com a sua, fazendo-a desmaiar.
O corpo de Marilyn desabou no chão e eu corri para pegá-la nos braços. Clary não deve ter gostado disso porque pousou na cama, emburrada, e disse:
- Agora caia fora daqui!
- Por que? – perguntei, confuso.
- Já conseguiu o que queria, não é? Eu bati nela por sua culpa. Me deixe em paz!
Soltei o corpo de Marilyn e me aproximei de Clarissa, mas ela se esquivou. Consegui segurá-la pelo braço.
- Eu dei o vestido à você porque eu escolhi você.
- Ah, é? Então por que se casou com ela? – seu rosto estava a centímetros do meu, sua respiração em minha bochecha.
- Eu... Eu não sei... Só o que eu sei é que...
- Você é um canalha mesmo! – ela me cortou, tentando se soltar.
- Eu quero você, Clarissa. Eu te amo.
Ela me deu um tapa e saiu do quarto.

Jeff


A luz do sol entrou pelo quarto, batendo em meu rosto. Abri meus olhos e vi Rose dormindo ao meu lado. Passei a mão por seu rosto, relembrando de nossa noite juntos. O rosto dela estava sereno, sem preocupação alguma, e eu adorei isso.
Mas de repente Rose se levanta num salto, a respiração ofegante. Seus olhos estão fora de foco. Ela está tendo uma visão – e esse é o único momento em que não posso entrar na mente dela.
- Rose? Rose, fale comigo! – pedi, sacudindo seus ombros.
- Mélody! – ela gritou. Mel apareceu correndo, preocupada, Jake logo atrás.
- O que foi? O que você vê? – perguntou Mel, a preocupação visível em seu rosto.
- Um calendário. O calendário da mamãe. – a voz não era a de Rose, não podia ser. Estava mais sombria. – Marca o dia da formatura. Daqui a três dias. E eu vejo... um vulto, uma capa escura. Cabelos escuros e um corpo atlético.
- Rodolfo. – murmurou Mélody, trincando os dentes – Continue.
- Clary está com ele. Ela está roendo as unhas. Rodolfo está numa festa, é isso. Vejo pessoas dançando sob um globo de luz. E nossos pais adotivos estão lá. Rodolfo os viu também. Ele vai atacá-los. E então nós duas aparecemos com uma... – ela parou abruptamente, parecendo apavorada.
- Uma o que? – Mel pressionou, olhando-a nos olhos sem foco.
- Uma espada antiga, horrorosa. Está toda obscura e tem dragões incrustados no cabo. Você está sorrindo, sombria, e eu estou... – ela parou outra vez.
- Você está o que?
- Eu estou sugando o sangue de Ingrid, aquela garota que você odiava na escola e que dava em cima do Jake. É nojento, Mel, ela é sombria por dentro.
- O que você faz depois?
Rose fez uma longa pausa, chocada.
- Eu a transformo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Capítulo 13 - Mudanças

Clary
Eu fechei meus olhos quando Rodolfo entrou no quarto.
-Por que está me evitando?- ele disse pegando meu braço.
-Porque eu vejo você com "a outra" e sei que não posso competir. Ela é linda, graciosa, elegante, esbelta... E é perfeita! E eu vejo como vocês se olham- eu ainda sentia algo forte por ele... Mesmo depois de tantas traições.
-Não há competição,- começou ele rindo - pois eu só amo você!
-Eu já ouvi isso antes e você me magoou. Como posso confiar em você agora?- encarei-o.
-Me dê mais uma chance...
Virei-me, ignorando-o. Mais chances? Eu já dera chances de mais a ele!
- Eu te amo- admiti, mesmo sabendo que era inútil. Rodolfo me encarou, parecendo perplexo - E eu já cansei de sofrer por você.
- Clarissa... - ele murmurou, afrouxando o aperto em meu braço.
- Não, Rodolfo. Eu amo você, mas não aguento mais perder você. Por favor, me deixe!
O que eu estava dizendo? É claro que eu o amava, mas por que estava dizendo isso agora?
Ver a expressão de surpresa em seu rosto era pior do que ele dizendo algo, pois assim eu via que ele não me amava; ele apenas me queria - e tem diferença-, então se assustou ao ouvir que eu o amo.
- Olha se não for sair, eu...
Rodolfo segurou-me pelo braço e me beijou, impossibilitando-me de dizer algo.
Libertei-me dele e balancei a cabeça tentando voltar ao meu normal...
-Por que está mandando-a me controlar?- fuzilei seus olhos.
Rodolfo sorriu mais.
-Ela apenas quis testar se tinha melhorado seus poderes.
Uma garota baixa e loira entrou no quarto. Tinha a aparência de uma criança de pouco mais de 7 anos de idade. Seus cachos, seus olhos vermelhos, seus gestos... Vanya me lembrava Mélody.
Rodolfo usou controle mental em Vanya e a tirou dali, congelando o tempo a nossa volta. Ele me puxou para mais perto de novo e me beijou, mais forte e faminto do que antes.
-Eu sempre quis você...
Nesse momento, Marilyn entrou no quarto
-Oi querido, abusando da prisioneira de novo?- ela sorriu maldosa.
Me afastei de Rodolfo, limpando meus lábios com as costas da mão, como se ele fosse imundo. Marilyn manteve o sorriso arrogante nos lábios.
-Marilyn, oi. - Rodolfo manteve os olhos em mim, como se eu o mantivesse presa. Marilyn não gostou de ser ignorada. Ela andou até Rodolfo e o puxou pela mão.
-Precisamos conversar querido!
Ele mantinha os olhos em mim ainda. Parecia que a minha atitude de nojo perante seu beijo o incomodava de alguma maneira, bem forte.
-Rodolfo, vamos querido
- Marilyn, me deixe em paz! - ele rosnou, livrando-se dela, e continuou me fitando.
Virei meu rosto indo para a janela, que mal conseguia iluminar o quarto de pequena que era. Ouve um estouro e me virei.
Marilyn tinha tentado puxá-lo, mas Rodolfo a empurrará contra a porta, ainda me fitando, mas visivelmente se dirigindo a ela.
-Depois nós conversamos- disse ele ríspido.
Ela tremia. Mal pude ver o seu vulto saindo e fechando a porta. Ela soluçava do outro lado da porta.
-Clarissa, não quero mais que sejamos interrompidos.
Ele veio em minha direção e eu me esquivei, indo para a porta. Então eu a abri e olhei fria para ele.
-Saia!
Ele parecia não querer acreditar no que ouvirá! Seus olhos diziam que ele nunca tinha pensado na nossa situação comigo mandando-o embora.
-Rodolfo!
Ele bufou e caminhou até a porta me encarando. Seus olhos tinham um desejo que eu nunca havia visto antes. E ele estava tão sexy quanto em seus dias de bad boy na juventude!

Mélody
Nós estávamos atrasados. Precisávamos alcançar Rodolfo antes que... Não, ele não podia machucar nossos pais. Eu sabia que não era culpa de Clary, mas me deu uma raiva repentina dela. Se ela não tive-se sido pega outra vez, nossos pais não estariam em perigo!
Rosnei.
-Você está muito nervosa Mél!
Jake estava preocupado. Apesar de nossa ligação, eu conseguia jogá-lo para fora quando queria pensar em estratégias e tudo mais.
Era como se um de meus dons fosse a força de jogar para fora qualquer mente que entra-se na minha.
Envolvi Jake em um abraço, me pendurando em suas costas.
Deixei-o entrar em minha mente outra vez, mostrando o quanto o amo com imagens nossas.
Enquanto o deixava vendo tudo, no fundo de minha mente continuei a pensar em maneiras de derrotar Rodolfo. Eu tinha as informações que precisava no que tirará da mente de Fernando.
Os planos de Rodolfo estavam em minha mente, todos com contra-ataque formado.
Nós venceríamos! Eu sentia.
Sorri e girei em Jake, beijando-o calorosamente enquanto via Rose e Jeff finalmente se juntarem para uma noite juntos, o que não tinham a tempos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Capítulo 12 - A guerra está próxima

Jeff

Acabamos de nos acomodar nessa cabana, no meio da floresta. Eu não sei dizer onde nós estamos – minha noção da localização geográfica se perdeu há muito tempo. Rose está se saindo cada vez melhor no lance de portais – ela é um usuário de espírito, é claro, duh!
Jake arrumou um colchonete para dormirmos por enquanto. Mel está orgulhosa de nossa evolução: temos mais de cem ajudantes na grande batalha. Alguns vão ficar de vigia – eu sou um deles – e outros vão caçar alimentos e buscar roupas para ficarmos na cabana – que é bem grande para cem pessoas.
Minha única decepção é não ficar perto de Rose nesse tempo. E o pior de tudo é que ela quem me obrigou a ir.
- Será melhor para você. – ela dissera, sorrindo, me empurrando – Você precisa treinar.
- Mas eu quero ficar perto de você. – argumentara eu. Mas foi só olhar naqueles olhos que eu descobri perder a batalha.
- Acredite em mim, Jeff, eles precisam de você mais do que eu. Oriente-os e ganharemos a batalha.
E aqui estou eu, junto com uma dúzia de homens, rondando a casa. Jake, sortudo como é, está (com certeza) na cama com Mélody – duh! E Rose está lá, em sua cama – nossa ligação me permite saber dizer onde ela está. (tomar o sangue dela foi tão incrivelmente sexy!) Como eu queria estar perto dela...
Mas sei que preciso ser forte; os momentos com Rose serão valiosos e raros, isso se sobrevivermos!
- Quando é que eu fiquei tão negativo? – murmurei, bufando. Olhando pela janela, vi Rose vestindo sua camisola de algodão (meu coração acelera) e deslizando-a pelo corpo (adrenalina jorrando em meu interior). Ela senta-se na cama e suspira, passando a mão pelos cabelos. Sei que ela me sente ali e lê minha mente, então penso nela e como a amo. Ela sorri.
- Oi Jeff. Sei que está aí.
Sorrio, sem desviar meus olhos de suas curvas bem visíveis na camisola.
- Preste atenção à sua volta. Os pensamentos de seus companheiros são... Uh, você não ia gostar! – ela ri; o som é tão maravilhoso que me deixa elétrico.
- Certo. Eu vou patrulhar. Até mais, gatinha.
Jogo um beijo para ela e saio.

Rodolfo
- Quer ajuda com o vestido?
Clary corou – senti entusiasmo ao ver que ainda provoco isso nela – e assentiu. Deslizei meus dedos por suas costas enquanto fechava o zíper do vestido novo que eu lhe presenteara. Ela estremeceu quando rocei meus lábios em sua pele.
- Rodolfo...
- Clarissa, você não vai usar os brincos de brilhante que eu te dei? – murmurei, sorrindo. Uma chama acendeu em mim, eu não sentia isso desde meus dezoito anos.
- Eu... vou, claro.
Seus cabelos estavam elegantemente presos em um coque e seus olhos faiscavam de desejo. Era empolgante causar isso em Clary.
- Por
que você faz isso?
- O que? – perguntei, em meu sorriso mais sedutor.
- Isso: me dá presentes, me seqüestra, tenta fazer com que tudo seja igual à antes... Mas não é, Rodolfo. Não somos mais adolescentes e eu... – ela engoliu em seco – Não estou mais apaixonada por você.
- Se repetir isso mais uma vez, você vai acreditar. – sorri, acariciando sua bochecha com meu polegar – Clarissa, eu sei que não somos mais adolescentes, mas... Você continua tão... – APETITOSA, pensei, mentalmente lambendo os lábios, mas o que eu disse foi – Incrivelmente atraente e sedutora.
- Por favor, pare. – ela pediu, olhando-me nos olhos. – Eu não quero você assim...
- Você sabe que o lance com Marilyn foi apenas um passatempo, não é? – murmurei, roçando meu rosto no dela – E você sempre foi tudo que eu quis?
- Diz isso porque ela está morta e seus filhos te traíram e morreram! Felix me amou mais do que você!
- Felix era um ingrato que só queria saber daquela Blood Sister idiota! – rosnei, me afastando bruscamente dela – Eu sempre fui leal à você!
Ela cobriu o rosto com as mãos e soluçou. Abracei-a pelos ombros, trazendo seu rosto para meu peito, e beijei seus cabelos. Clarissa sempre fora atraente e soubera usar isso contra mim, mas agora estava indefesa.
- Clarissa. – murmurei. Só isso, apenas seu nome, a fez parar e olhar para mim.
- Rodolfo, por que você tem que fazer isso? Por que tem de me usar tanto?
De repente, parece que somos dois adolescentes novamente e eu estou num bar, fumando cigarro, enquanto ela trabalha de garçonete, para conseguirmos dinheiro e fugir dali. Íamos nos casar (esse era o plano inicial, que falhou), mas aí conheci Marilyn e tudo foi pelos ares.
- Se me der uma chance, eu prometo nunca mais usá-la novamente.
Ela pareceu acreditar em mim por um momento. Vi em seus olhos que ela realmente queria que eu e ela tivéssemos um futuro juntos. Mas aí algo em seus olhos (seria amor maternal?) brilhou como um fogo queimando e ela me afastou bruscamente:
- Eu serei sua serva de boa vontade, mas não confio em você.

Jeff


No
dia seguinte, Rose e Mel nos trouxeram “lanches” – humanos tolos que se candidataram à fornecedores. Eles sentaram-se numa cadeira e nós – vampiros – fizemos fila para nos alimentarmos.
- Ei! – passei meus braços pela cintura de Rose quando ela passou por mim – Quem são eles? – perguntei, apontando para os fornecedores com o queixo.
-Humanos tolos que acham que são espectadores de luta livre! – disse Mélody pouco empolgada.
Pelo seu rosto eu podia saber que ela havia se alimentado bem, e pelo visto Rose também. Ainda era estranho vê-la de olhos vermelhos, que ainda não chegavam perto do ódio que passavam os de Mélody.
- Hã, amor, seus olhos...
- Relaxa. – ela sorriu – Eu preciso ficar forte, lembra? Me sinto ótima! E já que não poderei usar meu dom de convencer pessoas, preciso lutar!
Eu ainda sentia repulsa em pensar nela lutando; eu precisava protegê-la.
- Se algo acontecer com você, eu...
- Relaxa, Jeff. – repetiu ela, sorrindo – Eu ficarei bem.
- Certo. – falei, mesmo com meu coração dizendo NÃO! – Eu vou... Me alimentar!
- Isso. Vai lá. Eu e Mel vamos patrulhar.
- O que?
Ela e Mélody riram.
- Relaxa um pouco, Jeff! É brincadeira!
Suspirei, aliviado. Ela ainda me deixa louco!
Segui em direção à fila dos alimentadores. Jake estava na minha frente, junto com mais uns três caras que patrulharam comigo. Quando chegou minha vez de me alimentar, escolhi a mulher mais velha – aparentemente, era a mais velha – que parecia não ter mais do que alguns anos de vida. Ela sorriu quando me aproximei e tentei sorrir de volta. Fiquei surpreso com sua reação ao ver minhas presas – ela devia se assustar (porque mesmo depois de servir de fonte de alimento, os humanos se assustam com as presas), mas ela corou e inclinou a cabeça, deixando o pescoço visível.
- Isso só vai doer um pouquinho. – prometi, lambendo os lábios antes de roçá-los na carne do pescoço da mulher. Ela agarrou-me pela camisa e gemeu enquanto eu sugava-lhe a vida. Quando seus olhos pararam de brilhar e seu sangue acabou, larguei seu corpo flácido e me retirei, limpando a boca com as costas da mão.
Depois de sugar a vida humana, uma sensação de vazio me abateu, e era paradoxalmente irônico, pois eu estava mais que satisfeito.
- Jeff? Você está bem? – perguntou Jake, alcançando-me enquanto eu corria até o quarto de Rose e Mélody.
- Ótimo. Apenas preciso ver Rose.
Logo atravessei a distância entre mim e a porta de seu quarto. Não bati; abri-a e entrei. Rose estava sentada na cama, ao lado de Mélody, e elas pareciam pensar com uma cabeça só – o que se dissipou quando Rose me viu. Sim, nós realmente ficamos ligados depois que trocamos sangue, mas eu não estou ligado com Mélody (achei que estaria, pois se Mel tem um laço com Rose, e eu tenho um laço com Rose também, pensei que Mel e eu estaríamos ligados).
Eu realmente acabo de chamá-la de Mel?
- O que aconteceu? – perguntou Rose, levantando-se da cama e vindo me abraçar.
- Eu percebi que não quero que acabe.
- O que?
- Tudo isso. – murmurei, enterrando o rosto em seu cabelo – Não quero que nossa vida acabe tão cedo. Eu não sei explicar, mas... Depois de sugar a vida e sentir como é a guerra, eu sinto como se estivéssemos por um fio...
- Não diga isso. – ela pediu, me afastando para olhar em meus olhos – Nós vamos ganhar, Jeff. Você vai ver.
- Eu espero, Rose. Eu espero.

sábado, 14 de maio de 2011

Capitulo 11 – Novos poderes

Mélody
Estávamos nos arrumando para partir quando me veio do nada na mente, uma coisa que não havia pensado até agora, quando estava com meus sentimentos descontrolados.
-Rose, quero que você me prometa, não vai usar seu poder de controle nessa batalha!
Ela me olhou confusa.
-Por que isso agora Mél?
Balancei a cabeça. Jeff e eu tínhamos mais experiência com lutas, ele sabia do que eu falava!
-Mél tem razão!
Eu podia sentir a relutância na voz dele em concordar comigo. Nós nos dávamos bem, melhor do que com Félix, concerteza, mas ainda havia algo que não deixávamos inteiramente próximos. E eu também sabia que Jeff tinha medo de mim, algo que nunca entendi muito bem!
-Mas porque eu não poderei usar?- insistiu Rose.
-Porque estará descontrolada em suas emoções, então pode acabar machucando nossos companheiros...
Parei abruptamente me virando para a janela. Eu apenas pulei e comecei a correr.
-Rose!-xinguei-a.
Mas eu sentia que não era ela. Era meu próprio corpo se movendo sozinho.
Era um novo poder, eu sentia. Mas como controlar um poder que me controlava?
A minha frente, em um penhasco, vi uma garota sendo agarrada por um homem. Eu ia ajudá-la, mas que motivo eu tinha para isso?
O broxe! Eu o reconhecia. Ela era uma das nossas. Umas das que estava no bar.
Lembro perfeitamente de seus olhos vermelhos assustados, de seus cabelos loiros em cachos, de quão pequena e frágil ela sempre me parecerá. Kirie! Era esse seu nome. O único nome de que ela se lembrava de sua vida mortal. 15 anos quando fora transformada.
Um homem grande e musculoso a segurava.
Gritei saltando, arrancando a cabeça dele com as garras. Grudei-me em seu corpo, sugando o pouco de sangue que nele havia.
Outro poder surgiu.
Eu pude ver a vida toda dele. Até mesmo a vida de humano que ele tivera. Uma vida normal, até mesmo trabalhando para Rodolfo em uma pequena fazenda. Um camponês com uma vida normal de idade média, com sua esposa e filhos – que ele assassinou nas primeiras semanas de transformado.
Mas o que realmente me prendeu foi o quão importante ele era na guarda de Rodolfo. Seu braço direito, eu até diria.
O poder que eu tinha agora, de ver a vida toda de quem eu tocasse, eu havia sugado dele. Claro que eu tinha o poder dentro de mim muito antes, mas o seu sangue havia o “despertado” dentro de mim.
Ok, mas agora voltando a ligação dele e de Rodolfo, ele sabia onde Rodolfo estava, e não era o castelo! Nem mesmo no país ele estava.
-Viajamos até aqui por nada?- disse a mim mesma.
Kirie olhou-me confusa, mas sorriu, agradecendo por ter a salvado.
-Não se preocupe!- eu disse afagando seus cabelos.
O que eu estava fazendo? Ela parece frágil, mas é mais velha do que eu!
-Mas por que você não se defendeu?
Ela se encolheu.
-Meu poder é de distância. Eu só consigo acertar pessoas a no mínimo 10 metros de mim!
-Hummmm....
Peguei-a pelo braço e puxei-a, fazendo-a correr junto comigo de volta a casa.
-Rose,- comecei pulando a janela- precisamos de um portal para todos ! AGORA! De volta para a nossa casa!
Rose me encarou irritada.

Clary
Eu havia vestido o que Rodolfo colocara em minha cama pela manhã.
Era um vestido bege, de decote u bem grande. Havia renda sobre a parte do busto e abaixo da cintura, onde também era de um tom de bege mais escuro.
Virei-me quando a porta s abriu. Rodolfo chutou um homem para dentro, que caiu de joelhos, implorando por piedade.
Eu na me alimentava direito há três dias. O pequeno rasgo no braço do homem me fazia estremecer. Atirei-me de joelhos ao seu lado, sugando-lhe, com minhas presas em seu pescoço, tão rápido que mal prestei atenção em Rodolfo se movendo pelo quarto.
Larguei o homem, flácido, para o lado.
-Querida Clarissa, conte-me sobre elas mais um pouco.
A voz de Rodolfo era suave, romântica. Mas ele já arrancará tudo o que eu sabia, o que mais ele podia querer?
-Vamos, ao menos os dons que eles tem!
-Eu não sei nada sobre os dons, passei pouco tempo com elas.
-Alguma coisa você deve saber.
-Está bem!- pausei – Rosemary pode falar com os mortos.
Ele batia as unhas sobre a cama, onde estava sentado, pensativo.

Rodolfo
Eu precisava de mais informações, por isso mandará Fernando, meu braço direito, para conseguir informações, mas...
Ele estava demorando mais que o normal para voltar.
-Você lembra-se de Fernando, Clarissa?
Ela me encarou.
-Claro que me lemb...
-Eu o mandei atrás delas!- interrompia.
Ela permaneceu boquiaberta por um tempo, enquanto eu sorria. Quando ela fechou a boca seus olhos estavam sem foco. Clarissa sabia exatamente o poder que cada um de meu exercito tinha.
Então ela sorriu e disse:
-Elas acabaram com ele!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Capitulo 10 – Desvendando o passado.

Capitulo 10 – Desvendando o passado.


Rosemary

Clary continuava desaparecida.
Nenhum sinal dela.
Isso começa a me apavorar... onde ela poderia estar? Não conseguira mais entrar em contato... era como se sua mente estivesse bloqueada...
Jake, Jeff e Mel estavam me encarando, esperando resultados.
- Nada. – murmurei, exausta – Não consigo nada.
Ela olhou para os próprios pés, suspirando. Estava quase desistindo e eu também.
- Eu vou tentar uma última vez.
Foquei minha mente em Clary e somente nela. Pensei em todas as coisas boas que ela fizera por nós e como a amava, então pensei em Rodolfo a maltratando e...
Fui sugada para uma mente diferente, uma mente mais complexa.
Eu estava na cabeça de Rodolfo, vendo suas lembranças.
Demorei a perceber isso, mas o fiz assim que reconheci Clary – uma garota de quinze anos, eu supus, com os cabelos cor de fogo tão brilhosos e vívidos que me deu inveja; aqueles cachos voavam com o vento que passava pela sala de aula. Rodolfo, eu percebi depois de um tempo, era um jovem atraente, na mesma faixa etária. Ele sentava-se do outro lado da sala e parecia nem notar Clary.
Mas isso mudou naquele dia.
O professor estava ensinando história, uma matéria que eu sempre odiei, assim como Mélody. Estavam na parte de Bruxas de Salém. Clary ergueu a mão, sem saber como esse gesto mudaria sua vida, e disse:
- Isso não era preconceito? – sua voz estava doce e melódica. Suspeitei que ela fosse vampira, mas conhecia Clary o suficiente para saber que não era. Clary era apenas uma humana que sabia demais sobre nosso mundo; uma humana muito especial. – Porque qualquer um pode fazer as, hum, bruxarias.
Ela passou a mão pelos cabelos cor de fogo (que posteriormente ela tingiria de pretos, para fugir de Rodolfo. Quando ele a encontrasse, a cor voltaria ao normal porque Clary pararia de se preocupar em não se parecer consigo mesma) e fechou os olhos. Concentrada, ela fez com que a caneta do professor flutuasse dois metros acima de sua cabeça. Rodolfo arregalou os olhos e coçou o queixo, achando aquela jovem extremamente inteligente e talentosa para uma humana comum. O professor observou tudo, muito curioso, e perguntou o que mais Clary poderia fazer.
- Eu posso... – ela, sem perceber, estava flutuando dez centímetros acima da cadeira escolar – Ler mentes. As mais variadas e obscuras. Dependendo do pensamento. Se ele estiver palpitando na mente de tão... Urgente que é, ou se estiver freqüentemente lá, eu posso captá-lo facilmente. Mas se for um pensamento que estiver oculto nas profundezas da mente, eu não posso lê-lo.
- Interessante.
Rodolfo estava sorrindo, satisfeito. Com um estalo de dedos, fez a sala congelar diante de si, deixando apenas Clary móvel. Ele tocou a testa de cada um dos presentes na sala, fazendo-os se esquecer do ocorrido do dia. Clary ficou imóvel ao vê-lo ali, olhando para ela. Seu coração estava acelerado – percebi pelas bochechas que coravam.
- Clarissa, estou certo? – ele murmurou, sedutor, segurando seu rosto pelo queixo – Temos muito em comum, você e eu, sabia? Nós dois... Podemos fazer... Coisas extraordinárias.
Ele colocou-a sobre os ombros e carregou-a para fora da sala rapidamente. Levou-a para um lugar isolado de tudo: a torre onde era seu atual esconderijo.
Então tudo foi um borrão de tão rápido: Rodolfo prendeu Clary numa parede e segurou seus pulsos, comprimindo seu corpo no dela, e cravou os dentes em seu pescoço, sugando não só seu sangue, como também seu conhecimento mágico. Depois pressionou seus lábios sangrentos nos dela. Meu estômago revirou de nojo.
- Interessante. – ele lambeu os lábios – Clarissa, você é muito... Útil. – ele sorriu, limpando os lábios com as costas da mão. – Agora que seus poderes são meus, gostaria de lhe apresentar o meu mundo. Venha comigo.
Clary pareceu não ter escolha a não ser ir. Ela então concordou com a cabeça, seu rosto decepcionado consigo mesma e remotamente atraída pelo que Rodolfo poderia lhe proporcionar. Ele então lambeu a ferida da mordida e...
- Rose! – Mel gritou, me tirando da cabeça de Rodolfo – O que diabos aconteceu com você? – atrás dela, vi que Jeff e Jake me observavam, preocupados.
- Eu... Eu estava... Na cabeça de Rodolfo. Estava vendo uma lembrança de quando ele conheceu Clary. Ai, meu, foi horrível!
- Como assim? Clary nunca mencionou conhecer Rodolfo antes. – ela parecia perplexa, traída. Vi que ela cravava as unhas no braço, tentando compreender. (um habito meu que ela pegou)
- Eu não sei, mana, mas ela conheceu.
Nós duas nos entreolhamos por um momento, pensando a mesma coisa. Então, de repente, falamos, juntas:
- O diário!
Mel e eu subimos para o quarto que Clary estava hospedada antes de Rodolfo seqüestrá-la. Vasculhamos por toda parte; no guarda-roupa, criado-mudo, escrivaninha, embaixo do travesseiro... até encontrarmos um caderno de couro preto, aparentemente sem-graça e uma agenda de estudante com a data do ano de 1999 – quando Clary tinha apenas dezessete anos.
- Eu odeio fazer isso... – murmurou Mel, mordendo o lábio.
- ... mas é preciso. Talvez encontremos motivos para o seqüestro de Clary ou até onde ela está.
- Certo. – ela suspirou, me puxando para fora do quarto. Voltamos para perto de Jake e Jeff. – Abra.
Havia algumas anotações apenas, porém muito reveladoras. Clary narrava seus incríveis poderes sobrenaturais e paranormais com detalhes. Sua vida cotidiana estava mais que presente, porém com menos detalhes. A menção de nossos pais apareceu uma ou duas vezes e Rodolfo estava em pelo menos todas as páginas.
- Posso ver? – murmurou Mel, curiosa.
Estendi a mão com o diário à ela. Mel absorveu todas as palavras rapidamente, folheando nervosamente em busca do paradeiro possível de Clary. O que encontramos, porém, nos deixou boquiabertas. (devo observar que fiquei mais do que furiosa, mas não sabia exatamente com quem: Clary – a pobre e inocente Clarissa – ou Rodolfo – o bad boy sedutor e provocante)
- ELA ESTAVA APAIXONADA POR ELE! – berrei, batendo com força na parede mais próxima. Jake recuou alguns passos ao ver minha fúria e Jeff se aproximou para me acalmar, mas ergui um braço para barrá-lo.
- Rose, acalme-se... Eles eram adolescentes...
- ELE A USOU, MEL! – rosnei, entre dentes. Sentia a raiva subir pela cabeça e sair pelos ouvidos e narinas – Olhe aqui, ele a usou! – apontei para a página onde dizia:

Rodolfo me levou à sua mansão secreta – é assim que gosto de me referir à ela quando ele não está perto... me lembra algo tipo um super-herói, embora Rodolfo esteja na categoria BAD BOY BONITÃO. Juntos, estudamos runas antigas e os druidas. Depois fomos à parte da família dele – vampiros. Isso me dá calafrios, é claro. Mas ele tem sido um perfeito cavalheiro. Depois dos estudos, me leva para passear em seu carro – um Mustang 1980 preto – e voltamos à mansão, apenas para recomeçar tudo de novo. Às vezes, ele me surpreende com um beijo rápido ou um toque caloroso, mas isso é bem raro. Contudo, não posso deixar de pensar o quanto eu sou sortuda por ele ter me escolhido.
- FILHO DA MÃE! – dessa vez quem berrou foi Mel, totalmente enfurecida – Ele a usou e depois a tornou uma escrava pessoal!
- Mel, amor, você poderia se acalmar um pouco...?
Jake estava aparentemente assustado; ele quase nunca via Mel a ponto de explodir assim – eu era quem o assustava. Mel respirou fundo e seu rosto tornou-se um misto de compreensão e, paradoxalmente, confusão.
- Espere aí, Rose... Se Rodolfo e Clary tiveram um caso, então...
- ... Clary pode ser mãe de Felix e Drake. – completei, pasma. Senti um soco no estômago. – Mas... eles tiveram um caso também... ela e Felix, quero dizer. Como podem...?
- Rodolfo jamais permitiria que o filho tivesse um caso com a própria mãe, certo?
- Nunca duvide da crueldade de um maníaco, Mel.
- Você conseguiria... invadir a cabeça dele de novo? Só para ver se encontramos mais detalhes. Eu vou investigar o diário.
Concordei com a cabeça e me sentei no chão, como fizera antes para tentar encontrar Clary. Cruzei as pernas e pensei CLARISSA – RODOLFO – FELIX – DRAKE, esperando que um desses nomes me levasse à algo. Foquei-me em diversas lembranças: Felix e eu nos nossos momentos românticos e felizes, Drake e Mel, lutando e se odiando, apesar de serem prometidos um ao outro, Rodolfo e Clary (tentei reviver as lembranças) e imaginei Felix e Clary casados, apaixonados um pelo outro. No fundo de meu coração, desejei que ele fosse feliz com seja lá quem fosse. Felix não dera mais sinal algum de vida, então eu imaginei que ele encontrara alguém no mundo espiritual ou não podia mesmo fazer contato.
Um clarão rápido apareceu e desapareceu. Vi imagens nítidas. Novamente, na cabeça de Rodolfo.
- E você tem certeza de que sua criadazinha não vai nos pegar? – murmurou uma voz maliciosa, estridente e estranhamente familiar. (não para mim, percebi minutos depois. Era familiar à Rodolfo e a reconheci por estar na mente dele)
- Clarissa? – ele riu, alto e divertido – Não, querida, hoje somos só nós dois.
A mulher de cabelos claros deslizou uma perna sobre as de Rodolfo e envolveu seu pescoço com o braço, puxando-o para ela. Senti o estômago revirar de nojo ao ver suas línguas se entrelaçando (ao sentir a língua dela na minha, que na verdade era conseqüência de invadir uma mente) e aquelas unhas se cravando nas costas dele (minhas!) e depois uma mordida na orelha...
Quando achei que poderia piorar, ouvi passos. Rodolfo claramente percebera, mas não ligou – ou fingiu que não percebera. Um AAAAAAAH abafado e triste. Reconheci aquela voz chorosa; a ouvira tantas vezes que era impossível não reconhecê-la.
Clary estava parada, observando o momento íntimo de Rodolfo, os olhos cheios de lágrimas.
- Você...
- Clarissa, olá! – ele sorriu, sedutor – Achei que estaria fora hoje e resolvi me divertir... mas não se preocupe, já chego em você.
Clary irrompeu em lágrimas e saiu, cambaleando, dali. Uma porta bateu; ela despenca na cama e desata a chorar, soluçando. Rodolfo bufa, pede desculpas à sua companheira (para minha eterna felicidade momentânea) e vai de encontro à Clary.
- Clarissa, por favor, não faça drama.
- Você mentiu para mim! – ela falou, fungando, atrás da porta. – Você disse que me amava...
- Ora essa, e eu não posso me divertir?
A porta se abriu. Clary parecia furiosamente triste – uma combinação incrivelmente estranha, mas ficou perfeitamente compreensível nela – e deu uma bofetada no rosto de Rodolfo. Ele segurou com força seu braço, mas ela pisou em seu pé com o salto agulha, o que o fez uivar de dor e desviar sua atenção dela. Clary correu para fora da torre do castelo. A chuva lá fora estava forte demais, seu corpo logo ficou encharcado. Os cabelos cor de fogo colaram-se no pescoço e nos ombros. Seu vestido ficou incrivelmente colado e sexy nela.
Rodolfo a observava da janela, satisfeito e revoltado. Ele sabia que ela voltaria.
- Mélody! – gritei, saindo da mente de Rodolfo – Mel, Clary não é mãe de Felix e Drake! Rodolfo a traiu! Ele a enganou e ela fugiu.
Mel largou o diário de lado e olhou para mim. Deixei que ela visse tudo que eu vislumbrara até então. Dolorosamente, ela assistiu Clary tingir os cabelos vermelhos de preto para fugir de Rodolfo e viu ele a encontrando logo depois de um tempo. Viu Clary se comunicando conosco e nos revelando a verdade sobre nossos pais. Viu Clary tingir os cabelos de ruivo novamente, voltando à cor natural vermelho-fogo. Viu Rodolfo seduzindo-a e depois a traindo. Após todas essas imagens, o rosto de Mel estava em uma fúria total.
- Vamos encontrá-la. – ela rosnou, cerrando os punhos – Nem que seja a última coisa que façamos.
Jake e Jeff se posicionaram atrás dela, como se dissessem CONTE CONOSCO.
- Então precisamos nos apressar. A torre antiga de Rodolfo fica à uns cinqüenta quilômetros daqui.

Capitulo 9 – As memórias de um apaixonado

Mélody
Jake e eu subimos para o quarto. Ele estava tenso. Não mais do que eu, claro.
Pensar em Clary sofrendo nas mãos de Rodolfo por nossa causa... Era doloroso.
Ela sempre fora mais nossa mãe do que uma simples amiga. O amor que ela nos dava... Eu sabia que nunca conseguiria expressar aquilo!
Jake puxou minha mão, me sentando na cama. Nos últimos dias ele estava carente. Tanto ele quanto eu estávamos com medo. Era uma guerra afinal!
-Mél, tem umas coisas que quero lhe mostrar, mas...
Ele mordeu meu pescoço, me arrepiando e sugando sangue.
Após ele me soltar, fiz o mesmo com ele. Nunca me imaginei sugando o sangue de Jake! Nem mesmo quando ele era humano. Era bom, me sentia completamente ligada a ele agora.
Eu podia ler seus pensamentos!

Jake
Eu estava sentado em um balanço, sozinho como sempre. Duas garotas novas haviam chegado. Suas peles eram claras, principalmente em contraste ao meu tom bronzeado.
Elas eram iguais, gêmeas.
Uma tinha um vestido rosa, com detalhes em dourado, que combinavam com seus olhos. E tinha o cabelo preso por uma fita.
A outra garota xingou-a quando ela quis correr atrás da fita que havia voado. Essa garota tinha roupas escuras, como se fosse mais velha, o cabelo amarrado em rabo de cavalo e olhos vermelhos.
Meu coração pulou forte quando aqueles olhos tocaram os meus, apesar da distancia de um parque inteiro.
Eu estava com medo. Meu coração parecia querer saltar!
Corri em direção ao pátio de trás da escola. Não é fácil se apaixonar aos sete anos!
Na adolescência tive varias paixões, mas... Havia sempre aquela garota estranha, que era a única que fazia eu me sentir completo, apenas com um olhar.
Abri meus olhos. Mélody sorria para mim.
-Eu te amo!- sussurrei colando-me a ela.
-Também te amo!
Ela me beijou ardentemente. Eu podia ouvir Rose preocupada, conversando com Jeff no outro quarto. Mas eu não me importava. Eu tinha Mélody logo a minha frente.
Depois pensei em nosso primeiro BEIJO.
-Mas eu não faria mal a você Jake, eu amo você e isso não muda por eu ser vampira ou não.
Olhei-a naquele instante. Ela passou a mão por seu rosto, estava chorando. Colei meu corpo ao dela e levantei seu rosto.
Mélody enxugando suas lágrimas enquanto olhava fixamente para baixo.
-Mélody, olha pra mim, eu também te amo, isso não vai mudar, eu só preciso me acostumar com essa vida sua, isso não estava em mente – eu havia dito.
E então nós nos beijamos. Simples e Perfeito!
Rose me puxou pra realidade batendo a porta.
-Mélody!
Suspirei soltando Mélody. Ela sorriu pra mim e me beijou rapidamente, partindo para a porta.
Tive de me jogar no chão para segurar Mélody. Nós a levamos para baixo porque estava fraca, mas a carta de Clary havia nos prendido.
-Você está bem?
Que pergunta besta a minha, é claro que ela não estava! Eu sentia isso!
-Só preciso de sangue!
Levei-a para baixo. Minha cabeça continua cheia. Uma guerra, companheiros e adversários, o desaparecimento de Clary, ou melhor, o rapto de Clary... Acho que aos poucos estou ficando louco!
Mas se for preciso ficar louco para vencer e viver feliz com Mélody, eu pago esse preço!

Mélody
Eu podia sentir os braços tensos de Jake ao redor de mim. Minha cabeça estava confusa. O pesadelo, a ligação, Clary... Acho que é um pouco do que está passando na cabeça de Jake. Preciso ser forte para ajudá-lo! Apesar de ele ser o homem, eu sempre tive mais força do que ele. Não estou dizendo pelo fato de ser vampira, mas por eu saber a hora de agir com a mente e não os sentimentos.
Tudo bem é meio impossível perto de Jake, mas é exatamente por ele que faço isso!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Capítulo 8 - Estamos sozinhos?

Rose

Mel correu para ficar sozinha com Jake e não precisei entrar em sua mente para saber que eles iriam para a cama. Minha mente e meu coração estavam atordoados. Eu não poderia perder Jeff, não depois de tudo que passamos – de tudo que passei por Felix e por ele – e não queria virar uma arma por meus poderes. Se fosse possível, eu desistiria de ver o futuro e ler mentes e até controlar pessoas para ser... normal. Eu não queria perder o que me era mais precioso: Mel, Jeff, Clary e Jake (ele é meu cunhado e atual vampiro recém-formado. É divertido ver as ações dele e meio que me acostumei à tê-lo na família). Eu já perdera meus pais biológicos, os que me criaram e Felix. Não queria perder mais ninguém.
- Rose... – Jeff murmurou, me puxando para seu peito. – Eu senti você; senti suas emoções. Vamos para o quarto?
Assenti, me sentindo um zumbi enquanto ele me guiava para o quarto. Houve uma época que dormir com Jeff me era estranho e impossível, mas eu admitira estar apaixonada por ele há tempos. Mel sempre teve razão: Felix era predestinado à mim, mas teve que morrer para meu verdadeiro amor aparecer. E esse era Jeff.
Só percebi onde estávamos quando suas mãos desceram por minha barriga, parando nos quadris, e seus lábios se uniram aos meus, pressionando seu corpo no meu. Eu estava seminua e Jeff usava apenas um short. Enterrei minhas mãos em seu cabelo, puxando-o para mais perto. Eu estava de costas na cama, seu corpo estava em cima do meu. Seus lábios desceram por meu pescoço, demoraram-se no ombro direito, percorreram meu braço e depois todo meu corpo. Cravei minhas unhas em suas costas, beijando seu pescoço e roçando as presas ali. Senti uma linha fina de sangue escorrer para minha boca. Aquilo era tão delicioso!
- Eu amo você. – murmurei, sentindo fogo se alastrando em minha pele. – Se eu perder você, não sei o que será de mim.
- Eu ouvi tudo. – ele respondeu, voltando os lábios para meu rosto. – Nunca nos separaremos. – e colou sua boca na minha.


Jeff

Depois que Rose conseguiu se entregar à mim novamente, fiquei observando-a dormir. Seu peito subia e descia sob os lençóis. Ela estava terrivelmente linda daquele jeito. Sem deixar de sorrir, vesti meu short e procurei uma camisola de algodão no guarda-roupa de minha namorada. Quando a encontrei, ergui Rose com um braço e vesti a camisola nela com o outro. Sua pele macia e pálida contrastou com a camisola preta. Era tanta perfeição que eu não achava palavras para expressar o que sentia.
Enquanto ela dormia, peguei-a nos braços e beijei seus cabelos cor de chocolate. Ela soltou um suspiro e enterrou o rosto em meu peito.
Mas depois ela abriu os olhos, assustada, e pulou da cama.
- O que foi?
- Mélody! Eu preciso ajudá-la!
Corremos para o quarto onde Mel (não acredito que estou chamando ela desse jeito) e Jake dormiam (isso foi tão... argh! Não quero saber a vida amorosa de meu primo), mas eu tive que parar na porta. Eles estavam completamente nus! Rose jamais me deixaria ver isso – e eu jamais gostaria, é claro! (apesar das semelhanças entre Rose e Mel, eu sabia muito bem que eram diferentes. Eu me apaixonara por Rose, não por Mel – ela me dava calafrios!) Rose sacudiu os ombros da irmã gêmea, enquanto Jake pulou da cama e se vestiu rapidamente.
- O que aconteceu? – perguntei, sussurrando.
- Eu não sei. Estávamos... Naquele momento íntimo e então ela começou a gritar e se contorcer. Não ouviu?
- Não. Acho que você esteve na mente dela. Rose também ouviu.
Mélody acordara e estava chorando, soluçando, escondendo o rosto nas mãos. Não podia acreditar que Rose me deixara para isso, mas entendia sua preocupação com a irmã. Se Jake e eu tivéssemos tal ligação, provavelmente eu faria a mesma coisa.
- Foi só um sonho. Está tudo bem. Eu estou com você nessa.


Rosemary

Tudo começou depois do prazer e a sensação de bem-estar.
Eu estava me sentindo uma intrusa em tal cena. Eu estava sentindo as mãos dele por meu corpo e seu corpo quente no meu. Mas ele não era Jeff. Era Jake. Eu não estava na minha mente. Tentei sair de lá o mais rápido possível, mas não consegui. Depois que Mel e Jake fizeram... ARGH! Sexo. Depois que fizeram sexo, ela entrou em uma espécie de sonho causado por outro vampiro. Mas, depois que examinei bem seu sonho, vi que era um sonho normal.
Não era a primeira vez que eu estava na cabeça de minha irmã vendo seus sonhos. Mas esse era bem diferente.
- Eu amo você, Mélody. – Jake sorriu, passando a mão pelo rosto dela.
Mel abriu a boca, mas não emitiu som algum. Ela pareceu chocada e tentou falar de novo, mas não saía som de seus lábios. Jake repetiu sua declaração e esperou pela resposta, mas Mel não conseguia dizer nada.
Era mais do que isso: ela não sentia nada.
Exatamente como Clary dissera que aconteceria.
- Mel, você tem que acordar! – berrei, correndo até ela no sonho. – É só um sonho!
- Eu não quero perder a capacidade de amar, Rose! – ela soluçou, agarrando-me pelos ombros. – Eu não quero!
Abri meus olhos e pulei para fora da cama. Corri para o quarto de Mel e Jake para acordá-la. Jeff não sabia o que eu tinha, mas entendeu que se tratava de Mel, então me acompanhou. Parou assim que viu Mélody nua. Evitei olhar para seu corpo e fixei meu olhar em seu rosto. Ela estava ardendo e corando. Jake saiu do quarto, dando-nos privacidade, e eu sacudi os ombros de minha gêmea. Ela acordou e enterrou o rosto nas mãos, soluçando freneticamente. Disse à ela que era só um sonho, mas fora real demais. Mel conseguiu vestir seu jeans e camiseta e desabar na cama de novo.
- Vamos para a cozinha. Beba alguma coisa. Tem sacos de sangue reserva na geladeira. – Jake falou, se aproximando dela e tomando-a nos braços. – Vamos lá, eu te ajudo.
Jake a levou para a cozinha enquanto Jeff e eu trocamos olhares. Abracei-o, preocupada com meu destino, e segui minha gêmea e seu noivo. Em cima da mesa, encontrei um envelope branco com letras estampadas – R & M + J & J. Peguei o envelope nas mãos e tirei um papel de dentro. Era uma carta. Reconheci a caligrafia de Clary. Mel se uniu à mim para ler tudo, sem largar seu saco de sangue.


Queridas Rose e Mélody,
Se estiverem lendo isso agora, de alguma forma algo terrível aconteceu. Odeio deixá-las assustadas, mas tudo o que fiz foi para protegê-las. Se Rodolfo me pegou, vocês quatro correm perigo. Fujam, não venham atrás de mim!
Rose, eu confio em seu instinto do que é certo ou não e em seus poderes para salvar a todos. Jeff pode fazer vocês desaparecerem para Rodolfo; se misturem aos humanos.
Mel, confio em sua inteligência e em seu poder incrível para derrotar Rodolfo. Juntas, você e Rose serão invencíveis.
(Jake e Jeff, se estiverem lendo isso, saibam que também considero vocês!)
Com amor, Clary.


- Isso não faz sentido! Por que é que ela nos escreveria uma carta e não entraria em contato? – Mel estava aflita. Roera todas as suas unhas.
- Eu não sei! Quem tem um laço com ela é você! Faça contato!
- Mas só você pode descobrir onde ela está, Rose! Você pode ver o que vai acontecer!
- Entre na minha mente! – exclamei – Vamos, faça isso! Se eu me concentrar, posso ver o que Rodolfo fará e impediremos.
- Só funciona quando suas emoções estão muito fortes...
- Vamos, Mélody, faça isso agora!
Não sei como descrever o que aconteceu depois, mas um clarão me fez apagar e de repente Mel e eu estávamos na mente de Clary. Ela estava com dor, muita dor. Rodolfo puxava seus cabelos – aqueles sedosos e lindos cabelos cor de sangue que eu brincava quando era mais nova. Ele segurava uma faca em seu pescoço, apertando-a contra a parede.
- Pela última vez, onde estão elas?
- Baile da escola! É a formatura delas! – Clary chorava, não acreditando no que tinha dito.
“Espere! Não estamos na escola! Ela está mentindo!” Mel gritou, respirando com dificuldade “Ela quer nos proteger. Ah, Clary!”
“Vamos até ela!” respondi, saindo da cabeça de Clary e voltando à realidade.
Um estrondoso NÃO ecoou em nossas mentes, nos derrubando. Clary, de algum modo, conseguira se comunicar conosco ao sentir nossa presença.
- Como ela não pode querer ajuda? – exclamou Mel, roendo unhas. – Eu não posso deixá-la sozinha com aquele vigarista!
- Mel, se ela não quer nossa ajuda, deve ter algum motivo.
- Desde quando você desiste sem lutar?
- Desde que eu morri! – berrei, sentindo um aperto no coração ao gritar com ela. Mélody se culpava por me deixar morrer nas mãos de Rodolfo e jogar isso na cara dela não era bom, mas foi mais forte que eu. – Morrer não é legal e eu não quero morrer de novo!
Ela concordou com a cabeça, sem dizer uma palavra, virando o rosto para Jake. Beijou-o rapidamente e apaixonadamente. Senti meu estômago se contorcer. Não queria que nossa união acabasse.
- Mélody, deixe-me tocar em você. – pediu Jeff, estendendo a mão.
- VOCÊ ENLOUQUECEU? – gritou Jake, superprotetor. – Como se atreve a...?
- Jake. – ele pediu, calmo demais para o Jeff que eu conhecia. Cogitei usar meu dom para convencer Jake a ceder, mas também não entendia o que Jeff queria. Seus pensamentos eram um mistério para mim; ele conseguia bloquear facilmente. – Eu quero ver o futuro de vocês. Posso fazer isso da maneira fácil, que é um aperto de mão, ou da difícil, beijando ela a força. Qual você prefere? A segunda é mais precisa.
- Se você encostar nela de uma maneira que não seja casual, eu juro que...
- Ei, foi brincadeira. – ele sorriu, segurando a mão de Mélody. Seus olhos se fecharam automaticamente. Sua expressão se tornou séria e concentrada. O aperto durou apenas dois segundos. – Mélody, vocês duas vão matar Rodolfo. O que vem depois disso é meio confuso, mas eu vejo amor, felicidade e casamentos. E uma família. Mas o caminho para a vitória será doloroso. Quando você achar que é o fim, vai conseguir a vitória. Rose, isso também depende de você.
- De mim? – perguntei, confusa. – O que eu tenho que fazer?
- Vocês duas são lendárias. Se unirem seus poderes, podem derrotar Rodolfo.
- Isso já sabemos. – retrucou Mel, pegando sua mão de volta, como se sentisse nojo ou medo. – Seja específico.
- Ok, vou especificar. Mélody, você pode voar. Rose, você tem telepatia, vidência, controla as pessoas e fala com mortos. Mas não tem poderes físicos. Tem apenas meios de saber o que o oponente fará e agir antes dele. Mesmo assim, se beber sangue humano diariamente, terá capacidade na luta corporal muito maior. Jake, você tem poderes com a mente. Como Clary disse, ela confia em nós. Se Mel e Jake criarem uma espécie de laço espiritual, além de estarem unidos com a mente etc., vocês terão mais chance de vencerem, pois os dois unirão poderes. Porém, se alguém atingir Jake, Mel vai ser atingida também. Com Rose, você não corre esse risco, pois vocês duas são irmãs. Mas, como precisamos de todo poder possível no momento, vamos arriscar.
- Você falou demais para resumir nisso? – Mel parecia nervosa. – E como nos unimos espiritualmente?
- Fácil. – Jeff não parava de sorrir. – Trocando sangue. Como acha que Felix se uniu à Rose? – ele fez uma careta. – BLOOD SISTERS nada mais são do que bebês gêmeos vampiros unidos por sangue de vampiros reais. Seus pais eram da realeza, por isso vocês são poderosas. Além de nascerem gêmeas, o que já dá muita dose de poder, vocês são reais, então são classificadas como lendárias. O mundo inteiro teme às BLOOD SISTERS, pois são letais.
- Ignorando o conhecimento vampírico, tudo que tenho que fazer é beber o sangue de Jake e deixá-lo beber o meu? Depois você e Rose farão o mesmo?
- Isso. E eu e você também teremos que trocar sangue.
- Jeffrey, você está querendo morrer? – Jake rosnou, exibindo as presas para mim.
- Ok, eu não troco nada com Mélody. – ele ergueu as mãos, fingindo medo. – Então, quando querem fazer a troca?
- Que tal agora? Assim, quando encontrarmos Clary e Rodolfo, estaremos mais poderosos que nunca!
- Boa ideia. – Jeff piscou para mim.
Por um momento, pensei que tudo realmente poderia dar certo.

Capitulo 7 – As primeiras Blood Sisters!

Clary

 
Juntei Mélody e Rosemary na manhã seguinte.
-Acho que está na hora de contar a vocês uma história, que pode dar muito sentido a vida de vocês!
Pensei cuidadosamente nas palavras a noite toda, e mesmo assim, agora fico imaginando qual será a reação delas!
-Alguém já deve ter comentado com vocês sobre as primeiras Blood Sisters!
As duas se encararam!
-Não!- respondeu Mélody meio confusa.
Suspirei pesado.
-Bom, há muito tempo...
Deixei as imagens tomarem conta do quarto. Seria melhor mostrar a elas, do que falar!
Duas mulheres, formadas já, aparentemente iguais, olhavam em torno de si a montanha de humanos sem vida.
-Me sinto culpada por isso às vezes!- disse Samanta.
-Não se culpe, é nossa natureza!- replicou Alice.
Samanta tinha olhos tristes e cabelos negros cacheados. Enquanto Alice tinha eles lisos e presos. Vestiam-se de modo diferente também.
Samanta usava um lindo vestido marfim, enquanto Alice usava calças de couro preto, uma camiseta que lhe destacava o busto e um corpete lhe afinando a cintura.
-As Blood Sisters sempre foram vistas como armas, tanto para a sociedade humana quanto para os próprios vampiros – comecei a narrar – Quem as tivesse, ganhava a guerra, já que com todos os poderes controlados elas podiam fazer o que quisessem.
Deixei as duas olhando a cena. Agora Alice e Samanta estavam em um lago, olhando os humanos na outra margem. Homens muito atraentes. Logo depois elas haviam matado todos.
-Elas não podiam amar. Seus parceiros, predestinados ao nascerem, tinham de morrer! Era uma maldição! Elas não conseguiram amar mais ninguém.
Deixei a cena das duas mortas pairando enquanto repensava as palavras.
-Por fim, elas se suicidaram, por não conseguir se tornarem felizes, e por estarem cansadas de serem vistas como arma!
Tirei as imagens.
-Vocês conseguiram driblar a falta de amor e nem são vistas como arma ainda. Mas quero que saibam que um dia serão vistas como elas, e temidas como elas foram.

Mélody

 
Eu não sabia o que estava passando na cabeça de Rose, não queria saber! Mas na minha mente eu vi tudo aquilo acontecendo com nós duas, de uma maneira diferente, mas tudo ocorreu.
Diferente das originais, nós temos controle sobre nossa sede, e conseguimos amar. Mas será que isso poderá durar pra sempre?
Saí do quarto e puxei Jake escada a cima, para o NOSSO quarto.
Eu o amava e precisa ter certeza de que duraria para sempre. Meu corpo ardeu ao simples toque de sua boca eu meu ombro.
Eu podia sentir meu corpo se fundindo ao dele. Cada vez que nos tocávamos dessa maneira sentia que nada iria nos separar.
-Eu te amo Mélody!- ele sussurrou em meu ouvido.
Beijei-o ardentemente, fundindo meu corpo ao dele por completo. A cama era nosso refúgio, o lugar onde nós podíamos ser quem nós realmente éramos: o complemento um do outro.




Ps: *--* Mél muito fofa quando se trata do Jake!


/by: Sara

Capitulo 6 – Destino

Rosemary


– Dá pra você se acalmar? – Jeff pediu, outra vez, passando a mão por meus cabelos. Ele estava ajoelhado à minha frente com as mãos em meus joelhos. Eu me sentara na cama da casa de fazenda em que estávamos.
– Desculpa, Jeff, mas não dá! – roí outra vez as unhas. Eu entrara na cabeça de Mel para checar tudo, mas de alguma forma, ela conseguira me bloquear – E se aconteceu algo? Eu nunca senti tanta adrenalina e desespero assim!
– Talvez... me desculpe, mas é possível... a ligação de vocês duas foi cortada quando Mel transformou Jake. O que você acha? – ele olhou para seus próprios pés.
– Não! Isso... Isso não pode acontecer! Se acontecer, eu... Nós fizemos contato depois disso ainda! Nos sonhos... E Mel sempre me sentia, mesmo quando estive no outro mundo! – solucei, trêmula.
– Ei, ei, calma, calma. Foi só um palpite.
– Jeff... – comecei, olhando para todos os lados do quarto – Eu sinto alguém aqui. Uma presença. Feche a janela. Por favor.
– Hã, tá bom. – ele não questionou nada. Apenas cumpriu tudo. – Mas tem que se acalmar.
– Não dá. Eu não posso.
– Por que não?
– Porque vi o que vai acontecer no fim da guerra.

Jeff


Vê-la desesperada era terrivelmente terrível. Mas o pior de tudo era saber que ela estava certa. Nosso destino foi selado ao nascer; nada muda, apenas as decisões e caminhos que escolhemos. Mas Rose pode impedir nossa morte e tornar nossa vitória certa e precisa.
– Conte-me o que viu. – pedi, me sentando ao seu lado – Por favor. – e afaguei seu rosto. Nossa forma de comunicação estava diferente com os poderes dela. Eu tinha que tocá-la para entrar em sua mente e ver tudo que ela vê.
Mas não pude ver nada porque naquele instante Mélody chegou.
Rose pareceu ser puxada a janela, e então abriu a porta, descendo as escadas correndo.
– Mél! Fiquei tão preocupada! Conte-me tudo!
Os olhos de Mélody estavam me dando medo, tive de admitir!
– E aí? – falei, me encostando na parede. Por dentro, eu praguejava.
– Jeff. – Jake sorriu, passando o braço pela cintura da noiva (é estranho pensar neles assim) – Temos uma boa notícia.
– O que foi? Conseguiram matar Rodolfo? – falei como se não estivesse nem aí.
– Não. Quase melhor. Entre, John.
Numa entrada meio que triunfal, entraram dezenas de vampiros de capa preta. Imaginei que Jake tivesse dado isso à eles. Olhei para a porta, atrás deles, e vi mais vampiros alinhados.
– Quem são? – perguntei, apertando os olhos. Rose sorria incontrolavelmente. Isso me assustou. Puxei-a para trás de mim, na defensiva, e rosnei.
– São nossos soldados. – Jake falou, todo orgulhoso.
– Os seus... O que? – dei um riso leve, mas ele ficou sério. – Ah, tá! É, hm, legal!
– Jake, Rose, – Mélody começou, sorrindo confiante – esses são John e os Hunter Blood. Eles nos ajudarão a vencer Rodolfo e sua... Gangue!
– Oh, muito prazer em conhecê-los! – falei, totalmente empolgado. Se há uma coisa que adoro é luta! E essa será uma das boas. – Não sabe o quanto somos gratos por...
– Vocês vão nos ajudar? – Rose cortou, pulando nos braços da irmã novamente – Obrigada, obrigada e muito obrigada, gêmea! Caramba, por isso que eu te amo!
– Eu sei, Rose, também tô mega feliz! – Mélody disse, olhando para Jake e jogando um sorriso entre eles – E, pessoal, nós todos estamos muito gratos por tudo isso. Por isso, deixaremos vocês descansarem e caçarem por essa redondeza enquanto esperamos pelo treinamento. O que acham?
– É uma boa, senhorita Mélody. – disse John, quem supus ser o líder de tudo – Vamos descansar e amanhã nos organizaremos para batalha.
– Antes disso – Jake subiu na cadeira e olhou para Mélody – quero anunciar que eu e minha amada Mélody estamos oficialmente noivos. – outro sorriso.
Rose, que ficara agarrada à Mélody por toda a reunião, a abraçou mais forte e murmurou:
– Isso eu vi. É destino! – ela sorriu – E nós vamos ganhar, tenho certeza! Apesar de...
– Apesar de?
– Nós enfrentarmos dificuldades! – ela engoliu em seco – Agora é hora de dormir. Boa noite, noivos! – ela abraçou Jake – Tchau, irmãozinho!
Rose pegou em minha mão e beijou-a, sorrindo. Sabendo que ela leria minha mente, pensei “Vai me contar o que viu?” e ela disse, sorrindo ainda:
– Nossa vitória! Teremos uma desvantagem que é a força dele, mas iremos ganhar. Eu sinto. Está no destino!
– E a sua preocupação?
– Sumiu. Agora vamos! Será um longo dia amanhã.
E quer saber? Ela tá certa...

Capitulo 5 – O começo de uma guerra

Mélody

Foi uma noite tranquila... Acho que aconchegante seria melhor! Afinal, nem pudemos dormir!
Mas logo pela manhã, uma atmosfera pesada nos envolveu. Rodolfo havia fechado as saídas da cidade e colocado seus exércitos para nos procurar.
Jeff e Jake foram procurar Clary. Felizmente logo a acharam. Ela estava por perto, tentando nos achar também.
-Sabe Rose – comecei – Acho que estava certa em duas coisas que nos mandou fazer!
-O que? – perguntou ela meio atordoada.
-Caçar humanos, e procurar ajuda!

Jake


A capa a minha frente se movia rápida e formosa, em movimentos precisos, nem mesmo a chuva grossa a atrapalhava.
Ela esbarrou em um homem, que vinha na direção contrária da ruela, com óculos e jaqueta escuros. Mas não pediu desculpas, como uma pessoa normalmente faria. Sua mão saiu debaixo da capa, agarrando-o pelo braço e o colocando contra a parede da ruela.
Aproximei-me calmamente, conseguindo ver melhor o rosto assustado do homem, com seus óculos escuros quase caindo.
-Onde estão os outros?– disse ela.
Os olhos âmbar do homem foram mudando de sentimentos, até chegarem a pura devoção.
-Uma Blood Sister!- exclamou ele.
Mélody continuou fitando-o com a capa sobre o rosto, com seus olhos brilhando em um vermelho que parecia sangue puro. Aqueles olhos transpareciam puro ódio.
-Estamos escondidos de Rodolfo. Ele está formando um exercito!- disse ele atordoado.
Mél respirou fundo.
-Qual o seu nome?
-Sou Jonh!- respondeu ele fazendo reverencia – Poderia saber o seu?
-Sou Mélody e este – ela me indicou – é Jake, meu noivo!
Sorri e então Jonh começou a nos guiar pelas ruas da velha Verona. A mesma Verona de Romeu e Julieta! Mas que agora não teria mais um fim trágico para casais apaixonados. Era apenas um lugar onde as pessoas que amavam, gostavam de ir porque era aconchegante, mesmo na chuva!
Chegamos a um porão, muito sujo, e ainda aconchegante.
-Essa cidade é magnífica!- exclamei.
Mas logo me calei, olhando ao redor.
Haviam milhares de vampiros ali, de milhares de décadas diferentes. Mas todos tinham uma coisa em comum, além de serem vampiros. Nenhum deles queria se juntar a Rodolfo!
Mélody tirou o capuz, deixando seus cachos chocolate caírem em cachos sobre suas costas e busto. Ela parecia frágil, se não fossem aqueles olhos. O olhar em seu rosto ainda era o de mais cedo. Um olhar que transparecia o mais puro ódio, em sua forma mais perigosa.
-Vim aqui para que lutem comigo!– disse ela – Por bem, ou por mal!
Ela não estava blefando. Aquelas palavras eram uma ameaça direta, sem chance de ser contestada. Não haviam saídas. Rose não gostava da ideia, mas se fosse preciso, transformaria a todos em zumbis a nosso serviço!
Eu podia sentir a tensão em cada músculo deles, cada poder sendo sugado para Mél, como se ela fosse um grande aspirador!
Todos baixaram a cabeça, um após o outro, rendendo-se a ela.
-Ótimo!- foi só o que ela disse, antes de começar a formar grupos, dando instruções.
Estávamos todos indo para o mesmo lugar: A grade fazenda que havíamos comprado, no interior. Era o lugar perfeito para um exercito de vampiros!
Faltava pouco para a guerra começar, e menos ainda para terminar!

Capítulo 4 - É perigoso sonhar

Rosemary

Tentei achar Mel, mas não pude.
Eu fui sugada para meu corpo. Era como acordar de um pesadelo. Senti que eu tinha poder sobre tudo de novo. Abri os olhos, mexi os braços e pernas e tudo.
- Rose! Você acordou!
Abracei-a com força, morta de saudades. Eu amo minha irmã loucamente!
- Vamos pra casa?
- Espere! - olhei em seus olhos e falei - Mel, voe!
Quando ela obedeceu, quase pulei de alegria.
- Agora vamos.

- Quero que prestem atenção. - comecei, olhando nos olhos de Jeff - Vocês, principalmente você, Jake, que é novo nisso, têm que caçar urgentemente. Pessoas, não animais. - sorri para Mel. Ela estava feliz que eu aceitara nossa natureza - Porque com sangue humano, ficamos sem dormir por um bom tempo. E, no momento, não podemos dormir.
- Por que não?
- Porque, Jake, dormindo, você sonha. E agora é perigoso sonhar. Sonhos não querem dizer só besteiras. Para vampiros, principalmente os paranormais como eu, sonhos querem dizer sinais.
- E isso é perigoso. - continuou Mel - Rodolfo pode ler nossas mentes e controlar nossos sonhos. Tomem cuidado.

- Belo discurso. - disse Jeff, se aproximando de mim na cama de meu quarto na cabana - Bem convincente.
- Valeu. Senti sua falta.
- Eu também. Agora eu farei o discurso se como te levar para cama! - ele riu, me abraçando.
- Pervertido.
- Não sabe como foi difícil sem você! Eu quis morrer!
- Shh... Eu sei, eu sei.
O beijei como nunca fizera antes. Naquele momento, eu soube que ele foi destinado à mim. Embora tenha amado Felix, o amor da minha vida era Jeff!
- Isso é um sim?
- Sim, Jeff.
Ele me ajudou a despir-me e depois jogou suas roupas no chão. Sua pele na minha ardia de desejo, que nos consumia.
Lá fora, Rodolfo enlouquecia.


ps: Gêmea,obg por votar em A) q /só pra qem sabe
♥


/by: Mayla Ap. Marques (May da Gêmea <3

Capítulo 3 – Ameaças

Mélody
Jeff nos contou sobre seu quase suicídio e a aparição de Rose.
-... E ela disse que seu corpo está com Rodolfo!
Pensei um momento. “Talvez Rose tenha achado uma maneira de voltar! Precisamos recuperar o corpo, mas como?”
Jake e Jeff pareciam pensar o mesmo que eu. Mas a minha cabeça não parava de bolar planos, planos cada vez mais malucos e até mesmo impossíveis!
-Preciso falar com Clary!
Sai do quarto e então da casa. A rua era muito bonita, mas eu não estava interessada. Corri até o bosque, me espreitando nas árvores.
-Clary, preciso da Clary!
Entrei na imagem do quarto de Clary mais rápido que de costume. Ela estava abraçando os próprios joelhos, como uma criança assustada. A porta se abriu. Rodolfo entrou cheio de si. Carregava algo, ou alguém nos ombros. Ele jogou o corpo no chão.
O corpo de Rose rolou alguns metros, parando perto da cama.
-Não a machuque!- gritou Clary.
-Ela está morta sua idiota!- disse ele friamente.
Senti meu próprio espírito tremer. Ele era repugnante. Não respeitava nem os mortos.
Clary correu até o corpo no chão e abraçou Rose. Ela tremia. Era medo e angustia, e repugnância, tudo misturado dentro dela.
-Vai me dizer o que elas estavam fazendo tão próximas? Sua idiota! Tive de matar essa Blood Sister por sua incompetência! Devia me avisar, para que isso não acontecesse mais!- disse Rodolfo.
Clary continuou tremendo, agarrando-se a Rose cada vez mais.
-Onde está a outra? Preciso da outra pra ressuscitar essa e conquistar o mundo! Diga!
Rodolfo acertou o rosto de Clary. Clary apenas baixou a cabeça, chorando baixinho agarrada ao corpo de Rose. Ela parecia querer se fundir a Rose, trocar de lugar com ela. Não! Clary não colocaria Rose numa situação assim.
- Solte esse corpo agora, Clarissa! Eu estou ordenando!
- Não toque nela. - disse uma voz totalmente familiar - Papai.
Drake? Drake estava vivo? Mas como? Eu mesma o matara!
- Drake, seu imprestável! O que faz aqui? - Rodolfo tentou bater nele, mas atravessou-o.
- Rá! Eu estou morto, querido pai!
- E é tudo sua culpa. - continuou Felix, surgindo do nada e abraçando o corpo de Rose para levá-lo consigo - Mas agora eu levarei Rose. - e sumiu
- O que me deixa com a tarefa de lhe dar umas surras, papai.
Drake pulou nele e tentou acertá-lo, mas Rodolfo era forte.
Clary, tremendo, correu para a janela.
- Drake, nunca ataque seu pai! - Rodolfo berrou, não percebendo Clary fora de casa.
Drake era bem forte - eu tinha até me esquecido. Acertou o rosto do pai num soco e sibilou:
- Isso é por me fazer apaixonado por uma vampira lendária que me odeia! E isso - outro soco - é por ter me mandado para uma missão impossível, seu velho!
Saí da mente de Clary e fui sugada para a realidade. Ouvi uma voz doce e suave.
- Mélody. Ajuda!
- Felix? - observei-o de longe. Ele brilhava cada vez menos.
- Pegue o corpo de Rose e chame por ela! Eu só tenho dois minutos! E sumirei para sempre.
- Como?
- Só posso ajudar se vocês invocarem. E não sou necessário agora.
- Tá. - gaguejei, pegando o corpo de minha irmã - Obrigada.
- Outra coisa. - ele falou, antes de sumir - Ache Clary! E rápido! Rodolfo não desistirá até matar todos vocês!
E sumiu





Ps: Gêmea obrigado por ter inspiração e fazer metade do cp >.<
Amo <3
~

/by: Sara Eunice Rubini (Connors da May <3

Capítulo 2 - Mais promessas?

Rosemary

Eu a observava, mesmo que ela nem me notasse.
Os olhos estavam repletos de olheiras e nunca mais ela se arrumou para algo. Eu sentia sua dor e queria que ela me visse, mas não podia fazer nada.
E Jeff - ai, Deus, Jeff! - estava totalmente horrível! Cicatrizes de morte em seu rosto e olhos vazios. Tipo eu, quando Felix morreu.
Mel largou o álbum de fotos e abraçou-se aos joelhos. Ela ia chorar, eu sabia.
Quis muito consolá-la, acima de tudo. Mas, bom, não podia.
Felix

Eu a amava acima de tudo. Tudo que eu desejava era tê-la. Mas Rose não me queria mais. Ela provou isso ao me pedir para ver Jeff. Eu não entendi no início, mas aí ela disse:
- Me ensine. Por favor. Eu o amo! Ele se matará se eu não falar com ele e não posso perdê-lo!
Aquilo teria me matado se o amor da vida dela já não tivesse feito-o.
Mas eu ensinei.
Jeff

Eu ia tentar pela nona vez me matar. Mel e Jake dormiam. Tudo era perfeito!
Desci para o banheiro da casa que alugamos e peguei um canivete. Antes de colocá-lo em frente ao peito, murmurei:
- Isso é por Rose. Eu a verei logo. Um. Dois. Três.
Ia empunhá-lo (como fiz com o ex dela, argh, o velho), mas uma mão suave tocou a minha.
- Querido. - pediu - Por favor. Não.
- Rose! - quase gritei; podia acordar Mélody - Rose! Você veio!
Tentei abraçá-la, mas hesitei. E se eu a atravessasse?
- Olha, eu não morri. Estou num limbo. Precisa achar meu corpo. Diga à Mélody! Está com Rodolfo.
- Ta. - falei, concordando. Eu comeria terra se ela pedisse.
- E, Jeff?
Ela me beijou antes de sumir. Aquilo era uma promessa: ela voltaria.