segunda-feira, 14 de março de 2011

Capitulo 6 – Destino

Rosemary


– Dá pra você se acalmar? – Jeff pediu, outra vez, passando a mão por meus cabelos. Ele estava ajoelhado à minha frente com as mãos em meus joelhos. Eu me sentara na cama da casa de fazenda em que estávamos.
– Desculpa, Jeff, mas não dá! – roí outra vez as unhas. Eu entrara na cabeça de Mel para checar tudo, mas de alguma forma, ela conseguira me bloquear – E se aconteceu algo? Eu nunca senti tanta adrenalina e desespero assim!
– Talvez... me desculpe, mas é possível... a ligação de vocês duas foi cortada quando Mel transformou Jake. O que você acha? – ele olhou para seus próprios pés.
– Não! Isso... Isso não pode acontecer! Se acontecer, eu... Nós fizemos contato depois disso ainda! Nos sonhos... E Mel sempre me sentia, mesmo quando estive no outro mundo! – solucei, trêmula.
– Ei, ei, calma, calma. Foi só um palpite.
– Jeff... – comecei, olhando para todos os lados do quarto – Eu sinto alguém aqui. Uma presença. Feche a janela. Por favor.
– Hã, tá bom. – ele não questionou nada. Apenas cumpriu tudo. – Mas tem que se acalmar.
– Não dá. Eu não posso.
– Por que não?
– Porque vi o que vai acontecer no fim da guerra.

Jeff


Vê-la desesperada era terrivelmente terrível. Mas o pior de tudo era saber que ela estava certa. Nosso destino foi selado ao nascer; nada muda, apenas as decisões e caminhos que escolhemos. Mas Rose pode impedir nossa morte e tornar nossa vitória certa e precisa.
– Conte-me o que viu. – pedi, me sentando ao seu lado – Por favor. – e afaguei seu rosto. Nossa forma de comunicação estava diferente com os poderes dela. Eu tinha que tocá-la para entrar em sua mente e ver tudo que ela vê.
Mas não pude ver nada porque naquele instante Mélody chegou.
Rose pareceu ser puxada a janela, e então abriu a porta, descendo as escadas correndo.
– Mél! Fiquei tão preocupada! Conte-me tudo!
Os olhos de Mélody estavam me dando medo, tive de admitir!
– E aí? – falei, me encostando na parede. Por dentro, eu praguejava.
– Jeff. – Jake sorriu, passando o braço pela cintura da noiva (é estranho pensar neles assim) – Temos uma boa notícia.
– O que foi? Conseguiram matar Rodolfo? – falei como se não estivesse nem aí.
– Não. Quase melhor. Entre, John.
Numa entrada meio que triunfal, entraram dezenas de vampiros de capa preta. Imaginei que Jake tivesse dado isso à eles. Olhei para a porta, atrás deles, e vi mais vampiros alinhados.
– Quem são? – perguntei, apertando os olhos. Rose sorria incontrolavelmente. Isso me assustou. Puxei-a para trás de mim, na defensiva, e rosnei.
– São nossos soldados. – Jake falou, todo orgulhoso.
– Os seus... O que? – dei um riso leve, mas ele ficou sério. – Ah, tá! É, hm, legal!
– Jake, Rose, – Mélody começou, sorrindo confiante – esses são John e os Hunter Blood. Eles nos ajudarão a vencer Rodolfo e sua... Gangue!
– Oh, muito prazer em conhecê-los! – falei, totalmente empolgado. Se há uma coisa que adoro é luta! E essa será uma das boas. – Não sabe o quanto somos gratos por...
– Vocês vão nos ajudar? – Rose cortou, pulando nos braços da irmã novamente – Obrigada, obrigada e muito obrigada, gêmea! Caramba, por isso que eu te amo!
– Eu sei, Rose, também tô mega feliz! – Mélody disse, olhando para Jake e jogando um sorriso entre eles – E, pessoal, nós todos estamos muito gratos por tudo isso. Por isso, deixaremos vocês descansarem e caçarem por essa redondeza enquanto esperamos pelo treinamento. O que acham?
– É uma boa, senhorita Mélody. – disse John, quem supus ser o líder de tudo – Vamos descansar e amanhã nos organizaremos para batalha.
– Antes disso – Jake subiu na cadeira e olhou para Mélody – quero anunciar que eu e minha amada Mélody estamos oficialmente noivos. – outro sorriso.
Rose, que ficara agarrada à Mélody por toda a reunião, a abraçou mais forte e murmurou:
– Isso eu vi. É destino! – ela sorriu – E nós vamos ganhar, tenho certeza! Apesar de...
– Apesar de?
– Nós enfrentarmos dificuldades! – ela engoliu em seco – Agora é hora de dormir. Boa noite, noivos! – ela abraçou Jake – Tchau, irmãozinho!
Rose pegou em minha mão e beijou-a, sorrindo. Sabendo que ela leria minha mente, pensei “Vai me contar o que viu?” e ela disse, sorrindo ainda:
– Nossa vitória! Teremos uma desvantagem que é a força dele, mas iremos ganhar. Eu sinto. Está no destino!
– E a sua preocupação?
– Sumiu. Agora vamos! Será um longo dia amanhã.
E quer saber? Ela tá certa...

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