segunda-feira, 14 de março de 2011

Capítulo 8 - Estamos sozinhos?

Rose

Mel correu para ficar sozinha com Jake e não precisei entrar em sua mente para saber que eles iriam para a cama. Minha mente e meu coração estavam atordoados. Eu não poderia perder Jeff, não depois de tudo que passamos – de tudo que passei por Felix e por ele – e não queria virar uma arma por meus poderes. Se fosse possível, eu desistiria de ver o futuro e ler mentes e até controlar pessoas para ser... normal. Eu não queria perder o que me era mais precioso: Mel, Jeff, Clary e Jake (ele é meu cunhado e atual vampiro recém-formado. É divertido ver as ações dele e meio que me acostumei à tê-lo na família). Eu já perdera meus pais biológicos, os que me criaram e Felix. Não queria perder mais ninguém.
- Rose... – Jeff murmurou, me puxando para seu peito. – Eu senti você; senti suas emoções. Vamos para o quarto?
Assenti, me sentindo um zumbi enquanto ele me guiava para o quarto. Houve uma época que dormir com Jeff me era estranho e impossível, mas eu admitira estar apaixonada por ele há tempos. Mel sempre teve razão: Felix era predestinado à mim, mas teve que morrer para meu verdadeiro amor aparecer. E esse era Jeff.
Só percebi onde estávamos quando suas mãos desceram por minha barriga, parando nos quadris, e seus lábios se uniram aos meus, pressionando seu corpo no meu. Eu estava seminua e Jeff usava apenas um short. Enterrei minhas mãos em seu cabelo, puxando-o para mais perto. Eu estava de costas na cama, seu corpo estava em cima do meu. Seus lábios desceram por meu pescoço, demoraram-se no ombro direito, percorreram meu braço e depois todo meu corpo. Cravei minhas unhas em suas costas, beijando seu pescoço e roçando as presas ali. Senti uma linha fina de sangue escorrer para minha boca. Aquilo era tão delicioso!
- Eu amo você. – murmurei, sentindo fogo se alastrando em minha pele. – Se eu perder você, não sei o que será de mim.
- Eu ouvi tudo. – ele respondeu, voltando os lábios para meu rosto. – Nunca nos separaremos. – e colou sua boca na minha.


Jeff

Depois que Rose conseguiu se entregar à mim novamente, fiquei observando-a dormir. Seu peito subia e descia sob os lençóis. Ela estava terrivelmente linda daquele jeito. Sem deixar de sorrir, vesti meu short e procurei uma camisola de algodão no guarda-roupa de minha namorada. Quando a encontrei, ergui Rose com um braço e vesti a camisola nela com o outro. Sua pele macia e pálida contrastou com a camisola preta. Era tanta perfeição que eu não achava palavras para expressar o que sentia.
Enquanto ela dormia, peguei-a nos braços e beijei seus cabelos cor de chocolate. Ela soltou um suspiro e enterrou o rosto em meu peito.
Mas depois ela abriu os olhos, assustada, e pulou da cama.
- O que foi?
- Mélody! Eu preciso ajudá-la!
Corremos para o quarto onde Mel (não acredito que estou chamando ela desse jeito) e Jake dormiam (isso foi tão... argh! Não quero saber a vida amorosa de meu primo), mas eu tive que parar na porta. Eles estavam completamente nus! Rose jamais me deixaria ver isso – e eu jamais gostaria, é claro! (apesar das semelhanças entre Rose e Mel, eu sabia muito bem que eram diferentes. Eu me apaixonara por Rose, não por Mel – ela me dava calafrios!) Rose sacudiu os ombros da irmã gêmea, enquanto Jake pulou da cama e se vestiu rapidamente.
- O que aconteceu? – perguntei, sussurrando.
- Eu não sei. Estávamos... Naquele momento íntimo e então ela começou a gritar e se contorcer. Não ouviu?
- Não. Acho que você esteve na mente dela. Rose também ouviu.
Mélody acordara e estava chorando, soluçando, escondendo o rosto nas mãos. Não podia acreditar que Rose me deixara para isso, mas entendia sua preocupação com a irmã. Se Jake e eu tivéssemos tal ligação, provavelmente eu faria a mesma coisa.
- Foi só um sonho. Está tudo bem. Eu estou com você nessa.


Rosemary

Tudo começou depois do prazer e a sensação de bem-estar.
Eu estava me sentindo uma intrusa em tal cena. Eu estava sentindo as mãos dele por meu corpo e seu corpo quente no meu. Mas ele não era Jeff. Era Jake. Eu não estava na minha mente. Tentei sair de lá o mais rápido possível, mas não consegui. Depois que Mel e Jake fizeram... ARGH! Sexo. Depois que fizeram sexo, ela entrou em uma espécie de sonho causado por outro vampiro. Mas, depois que examinei bem seu sonho, vi que era um sonho normal.
Não era a primeira vez que eu estava na cabeça de minha irmã vendo seus sonhos. Mas esse era bem diferente.
- Eu amo você, Mélody. – Jake sorriu, passando a mão pelo rosto dela.
Mel abriu a boca, mas não emitiu som algum. Ela pareceu chocada e tentou falar de novo, mas não saía som de seus lábios. Jake repetiu sua declaração e esperou pela resposta, mas Mel não conseguia dizer nada.
Era mais do que isso: ela não sentia nada.
Exatamente como Clary dissera que aconteceria.
- Mel, você tem que acordar! – berrei, correndo até ela no sonho. – É só um sonho!
- Eu não quero perder a capacidade de amar, Rose! – ela soluçou, agarrando-me pelos ombros. – Eu não quero!
Abri meus olhos e pulei para fora da cama. Corri para o quarto de Mel e Jake para acordá-la. Jeff não sabia o que eu tinha, mas entendeu que se tratava de Mel, então me acompanhou. Parou assim que viu Mélody nua. Evitei olhar para seu corpo e fixei meu olhar em seu rosto. Ela estava ardendo e corando. Jake saiu do quarto, dando-nos privacidade, e eu sacudi os ombros de minha gêmea. Ela acordou e enterrou o rosto nas mãos, soluçando freneticamente. Disse à ela que era só um sonho, mas fora real demais. Mel conseguiu vestir seu jeans e camiseta e desabar na cama de novo.
- Vamos para a cozinha. Beba alguma coisa. Tem sacos de sangue reserva na geladeira. – Jake falou, se aproximando dela e tomando-a nos braços. – Vamos lá, eu te ajudo.
Jake a levou para a cozinha enquanto Jeff e eu trocamos olhares. Abracei-o, preocupada com meu destino, e segui minha gêmea e seu noivo. Em cima da mesa, encontrei um envelope branco com letras estampadas – R & M + J & J. Peguei o envelope nas mãos e tirei um papel de dentro. Era uma carta. Reconheci a caligrafia de Clary. Mel se uniu à mim para ler tudo, sem largar seu saco de sangue.


Queridas Rose e Mélody,
Se estiverem lendo isso agora, de alguma forma algo terrível aconteceu. Odeio deixá-las assustadas, mas tudo o que fiz foi para protegê-las. Se Rodolfo me pegou, vocês quatro correm perigo. Fujam, não venham atrás de mim!
Rose, eu confio em seu instinto do que é certo ou não e em seus poderes para salvar a todos. Jeff pode fazer vocês desaparecerem para Rodolfo; se misturem aos humanos.
Mel, confio em sua inteligência e em seu poder incrível para derrotar Rodolfo. Juntas, você e Rose serão invencíveis.
(Jake e Jeff, se estiverem lendo isso, saibam que também considero vocês!)
Com amor, Clary.


- Isso não faz sentido! Por que é que ela nos escreveria uma carta e não entraria em contato? – Mel estava aflita. Roera todas as suas unhas.
- Eu não sei! Quem tem um laço com ela é você! Faça contato!
- Mas só você pode descobrir onde ela está, Rose! Você pode ver o que vai acontecer!
- Entre na minha mente! – exclamei – Vamos, faça isso! Se eu me concentrar, posso ver o que Rodolfo fará e impediremos.
- Só funciona quando suas emoções estão muito fortes...
- Vamos, Mélody, faça isso agora!
Não sei como descrever o que aconteceu depois, mas um clarão me fez apagar e de repente Mel e eu estávamos na mente de Clary. Ela estava com dor, muita dor. Rodolfo puxava seus cabelos – aqueles sedosos e lindos cabelos cor de sangue que eu brincava quando era mais nova. Ele segurava uma faca em seu pescoço, apertando-a contra a parede.
- Pela última vez, onde estão elas?
- Baile da escola! É a formatura delas! – Clary chorava, não acreditando no que tinha dito.
“Espere! Não estamos na escola! Ela está mentindo!” Mel gritou, respirando com dificuldade “Ela quer nos proteger. Ah, Clary!”
“Vamos até ela!” respondi, saindo da cabeça de Clary e voltando à realidade.
Um estrondoso NÃO ecoou em nossas mentes, nos derrubando. Clary, de algum modo, conseguira se comunicar conosco ao sentir nossa presença.
- Como ela não pode querer ajuda? – exclamou Mel, roendo unhas. – Eu não posso deixá-la sozinha com aquele vigarista!
- Mel, se ela não quer nossa ajuda, deve ter algum motivo.
- Desde quando você desiste sem lutar?
- Desde que eu morri! – berrei, sentindo um aperto no coração ao gritar com ela. Mélody se culpava por me deixar morrer nas mãos de Rodolfo e jogar isso na cara dela não era bom, mas foi mais forte que eu. – Morrer não é legal e eu não quero morrer de novo!
Ela concordou com a cabeça, sem dizer uma palavra, virando o rosto para Jake. Beijou-o rapidamente e apaixonadamente. Senti meu estômago se contorcer. Não queria que nossa união acabasse.
- Mélody, deixe-me tocar em você. – pediu Jeff, estendendo a mão.
- VOCÊ ENLOUQUECEU? – gritou Jake, superprotetor. – Como se atreve a...?
- Jake. – ele pediu, calmo demais para o Jeff que eu conhecia. Cogitei usar meu dom para convencer Jake a ceder, mas também não entendia o que Jeff queria. Seus pensamentos eram um mistério para mim; ele conseguia bloquear facilmente. – Eu quero ver o futuro de vocês. Posso fazer isso da maneira fácil, que é um aperto de mão, ou da difícil, beijando ela a força. Qual você prefere? A segunda é mais precisa.
- Se você encostar nela de uma maneira que não seja casual, eu juro que...
- Ei, foi brincadeira. – ele sorriu, segurando a mão de Mélody. Seus olhos se fecharam automaticamente. Sua expressão se tornou séria e concentrada. O aperto durou apenas dois segundos. – Mélody, vocês duas vão matar Rodolfo. O que vem depois disso é meio confuso, mas eu vejo amor, felicidade e casamentos. E uma família. Mas o caminho para a vitória será doloroso. Quando você achar que é o fim, vai conseguir a vitória. Rose, isso também depende de você.
- De mim? – perguntei, confusa. – O que eu tenho que fazer?
- Vocês duas são lendárias. Se unirem seus poderes, podem derrotar Rodolfo.
- Isso já sabemos. – retrucou Mel, pegando sua mão de volta, como se sentisse nojo ou medo. – Seja específico.
- Ok, vou especificar. Mélody, você pode voar. Rose, você tem telepatia, vidência, controla as pessoas e fala com mortos. Mas não tem poderes físicos. Tem apenas meios de saber o que o oponente fará e agir antes dele. Mesmo assim, se beber sangue humano diariamente, terá capacidade na luta corporal muito maior. Jake, você tem poderes com a mente. Como Clary disse, ela confia em nós. Se Mel e Jake criarem uma espécie de laço espiritual, além de estarem unidos com a mente etc., vocês terão mais chance de vencerem, pois os dois unirão poderes. Porém, se alguém atingir Jake, Mel vai ser atingida também. Com Rose, você não corre esse risco, pois vocês duas são irmãs. Mas, como precisamos de todo poder possível no momento, vamos arriscar.
- Você falou demais para resumir nisso? – Mel parecia nervosa. – E como nos unimos espiritualmente?
- Fácil. – Jeff não parava de sorrir. – Trocando sangue. Como acha que Felix se uniu à Rose? – ele fez uma careta. – BLOOD SISTERS nada mais são do que bebês gêmeos vampiros unidos por sangue de vampiros reais. Seus pais eram da realeza, por isso vocês são poderosas. Além de nascerem gêmeas, o que já dá muita dose de poder, vocês são reais, então são classificadas como lendárias. O mundo inteiro teme às BLOOD SISTERS, pois são letais.
- Ignorando o conhecimento vampírico, tudo que tenho que fazer é beber o sangue de Jake e deixá-lo beber o meu? Depois você e Rose farão o mesmo?
- Isso. E eu e você também teremos que trocar sangue.
- Jeffrey, você está querendo morrer? – Jake rosnou, exibindo as presas para mim.
- Ok, eu não troco nada com Mélody. – ele ergueu as mãos, fingindo medo. – Então, quando querem fazer a troca?
- Que tal agora? Assim, quando encontrarmos Clary e Rodolfo, estaremos mais poderosos que nunca!
- Boa ideia. – Jeff piscou para mim.
Por um momento, pensei que tudo realmente poderia dar certo.

Capitulo 7 – As primeiras Blood Sisters!

Clary

 
Juntei Mélody e Rosemary na manhã seguinte.
-Acho que está na hora de contar a vocês uma história, que pode dar muito sentido a vida de vocês!
Pensei cuidadosamente nas palavras a noite toda, e mesmo assim, agora fico imaginando qual será a reação delas!
-Alguém já deve ter comentado com vocês sobre as primeiras Blood Sisters!
As duas se encararam!
-Não!- respondeu Mélody meio confusa.
Suspirei pesado.
-Bom, há muito tempo...
Deixei as imagens tomarem conta do quarto. Seria melhor mostrar a elas, do que falar!
Duas mulheres, formadas já, aparentemente iguais, olhavam em torno de si a montanha de humanos sem vida.
-Me sinto culpada por isso às vezes!- disse Samanta.
-Não se culpe, é nossa natureza!- replicou Alice.
Samanta tinha olhos tristes e cabelos negros cacheados. Enquanto Alice tinha eles lisos e presos. Vestiam-se de modo diferente também.
Samanta usava um lindo vestido marfim, enquanto Alice usava calças de couro preto, uma camiseta que lhe destacava o busto e um corpete lhe afinando a cintura.
-As Blood Sisters sempre foram vistas como armas, tanto para a sociedade humana quanto para os próprios vampiros – comecei a narrar – Quem as tivesse, ganhava a guerra, já que com todos os poderes controlados elas podiam fazer o que quisessem.
Deixei as duas olhando a cena. Agora Alice e Samanta estavam em um lago, olhando os humanos na outra margem. Homens muito atraentes. Logo depois elas haviam matado todos.
-Elas não podiam amar. Seus parceiros, predestinados ao nascerem, tinham de morrer! Era uma maldição! Elas não conseguiram amar mais ninguém.
Deixei a cena das duas mortas pairando enquanto repensava as palavras.
-Por fim, elas se suicidaram, por não conseguir se tornarem felizes, e por estarem cansadas de serem vistas como arma!
Tirei as imagens.
-Vocês conseguiram driblar a falta de amor e nem são vistas como arma ainda. Mas quero que saibam que um dia serão vistas como elas, e temidas como elas foram.

Mélody

 
Eu não sabia o que estava passando na cabeça de Rose, não queria saber! Mas na minha mente eu vi tudo aquilo acontecendo com nós duas, de uma maneira diferente, mas tudo ocorreu.
Diferente das originais, nós temos controle sobre nossa sede, e conseguimos amar. Mas será que isso poderá durar pra sempre?
Saí do quarto e puxei Jake escada a cima, para o NOSSO quarto.
Eu o amava e precisa ter certeza de que duraria para sempre. Meu corpo ardeu ao simples toque de sua boca eu meu ombro.
Eu podia sentir meu corpo se fundindo ao dele. Cada vez que nos tocávamos dessa maneira sentia que nada iria nos separar.
-Eu te amo Mélody!- ele sussurrou em meu ouvido.
Beijei-o ardentemente, fundindo meu corpo ao dele por completo. A cama era nosso refúgio, o lugar onde nós podíamos ser quem nós realmente éramos: o complemento um do outro.




Ps: *--* Mél muito fofa quando se trata do Jake!


/by: Sara

Capitulo 6 – Destino

Rosemary


– Dá pra você se acalmar? – Jeff pediu, outra vez, passando a mão por meus cabelos. Ele estava ajoelhado à minha frente com as mãos em meus joelhos. Eu me sentara na cama da casa de fazenda em que estávamos.
– Desculpa, Jeff, mas não dá! – roí outra vez as unhas. Eu entrara na cabeça de Mel para checar tudo, mas de alguma forma, ela conseguira me bloquear – E se aconteceu algo? Eu nunca senti tanta adrenalina e desespero assim!
– Talvez... me desculpe, mas é possível... a ligação de vocês duas foi cortada quando Mel transformou Jake. O que você acha? – ele olhou para seus próprios pés.
– Não! Isso... Isso não pode acontecer! Se acontecer, eu... Nós fizemos contato depois disso ainda! Nos sonhos... E Mel sempre me sentia, mesmo quando estive no outro mundo! – solucei, trêmula.
– Ei, ei, calma, calma. Foi só um palpite.
– Jeff... – comecei, olhando para todos os lados do quarto – Eu sinto alguém aqui. Uma presença. Feche a janela. Por favor.
– Hã, tá bom. – ele não questionou nada. Apenas cumpriu tudo. – Mas tem que se acalmar.
– Não dá. Eu não posso.
– Por que não?
– Porque vi o que vai acontecer no fim da guerra.

Jeff


Vê-la desesperada era terrivelmente terrível. Mas o pior de tudo era saber que ela estava certa. Nosso destino foi selado ao nascer; nada muda, apenas as decisões e caminhos que escolhemos. Mas Rose pode impedir nossa morte e tornar nossa vitória certa e precisa.
– Conte-me o que viu. – pedi, me sentando ao seu lado – Por favor. – e afaguei seu rosto. Nossa forma de comunicação estava diferente com os poderes dela. Eu tinha que tocá-la para entrar em sua mente e ver tudo que ela vê.
Mas não pude ver nada porque naquele instante Mélody chegou.
Rose pareceu ser puxada a janela, e então abriu a porta, descendo as escadas correndo.
– Mél! Fiquei tão preocupada! Conte-me tudo!
Os olhos de Mélody estavam me dando medo, tive de admitir!
– E aí? – falei, me encostando na parede. Por dentro, eu praguejava.
– Jeff. – Jake sorriu, passando o braço pela cintura da noiva (é estranho pensar neles assim) – Temos uma boa notícia.
– O que foi? Conseguiram matar Rodolfo? – falei como se não estivesse nem aí.
– Não. Quase melhor. Entre, John.
Numa entrada meio que triunfal, entraram dezenas de vampiros de capa preta. Imaginei que Jake tivesse dado isso à eles. Olhei para a porta, atrás deles, e vi mais vampiros alinhados.
– Quem são? – perguntei, apertando os olhos. Rose sorria incontrolavelmente. Isso me assustou. Puxei-a para trás de mim, na defensiva, e rosnei.
– São nossos soldados. – Jake falou, todo orgulhoso.
– Os seus... O que? – dei um riso leve, mas ele ficou sério. – Ah, tá! É, hm, legal!
– Jake, Rose, – Mélody começou, sorrindo confiante – esses são John e os Hunter Blood. Eles nos ajudarão a vencer Rodolfo e sua... Gangue!
– Oh, muito prazer em conhecê-los! – falei, totalmente empolgado. Se há uma coisa que adoro é luta! E essa será uma das boas. – Não sabe o quanto somos gratos por...
– Vocês vão nos ajudar? – Rose cortou, pulando nos braços da irmã novamente – Obrigada, obrigada e muito obrigada, gêmea! Caramba, por isso que eu te amo!
– Eu sei, Rose, também tô mega feliz! – Mélody disse, olhando para Jake e jogando um sorriso entre eles – E, pessoal, nós todos estamos muito gratos por tudo isso. Por isso, deixaremos vocês descansarem e caçarem por essa redondeza enquanto esperamos pelo treinamento. O que acham?
– É uma boa, senhorita Mélody. – disse John, quem supus ser o líder de tudo – Vamos descansar e amanhã nos organizaremos para batalha.
– Antes disso – Jake subiu na cadeira e olhou para Mélody – quero anunciar que eu e minha amada Mélody estamos oficialmente noivos. – outro sorriso.
Rose, que ficara agarrada à Mélody por toda a reunião, a abraçou mais forte e murmurou:
– Isso eu vi. É destino! – ela sorriu – E nós vamos ganhar, tenho certeza! Apesar de...
– Apesar de?
– Nós enfrentarmos dificuldades! – ela engoliu em seco – Agora é hora de dormir. Boa noite, noivos! – ela abraçou Jake – Tchau, irmãozinho!
Rose pegou em minha mão e beijou-a, sorrindo. Sabendo que ela leria minha mente, pensei “Vai me contar o que viu?” e ela disse, sorrindo ainda:
– Nossa vitória! Teremos uma desvantagem que é a força dele, mas iremos ganhar. Eu sinto. Está no destino!
– E a sua preocupação?
– Sumiu. Agora vamos! Será um longo dia amanhã.
E quer saber? Ela tá certa...

Capitulo 5 – O começo de uma guerra

Mélody

Foi uma noite tranquila... Acho que aconchegante seria melhor! Afinal, nem pudemos dormir!
Mas logo pela manhã, uma atmosfera pesada nos envolveu. Rodolfo havia fechado as saídas da cidade e colocado seus exércitos para nos procurar.
Jeff e Jake foram procurar Clary. Felizmente logo a acharam. Ela estava por perto, tentando nos achar também.
-Sabe Rose – comecei – Acho que estava certa em duas coisas que nos mandou fazer!
-O que? – perguntou ela meio atordoada.
-Caçar humanos, e procurar ajuda!

Jake


A capa a minha frente se movia rápida e formosa, em movimentos precisos, nem mesmo a chuva grossa a atrapalhava.
Ela esbarrou em um homem, que vinha na direção contrária da ruela, com óculos e jaqueta escuros. Mas não pediu desculpas, como uma pessoa normalmente faria. Sua mão saiu debaixo da capa, agarrando-o pelo braço e o colocando contra a parede da ruela.
Aproximei-me calmamente, conseguindo ver melhor o rosto assustado do homem, com seus óculos escuros quase caindo.
-Onde estão os outros?– disse ela.
Os olhos âmbar do homem foram mudando de sentimentos, até chegarem a pura devoção.
-Uma Blood Sister!- exclamou ele.
Mélody continuou fitando-o com a capa sobre o rosto, com seus olhos brilhando em um vermelho que parecia sangue puro. Aqueles olhos transpareciam puro ódio.
-Estamos escondidos de Rodolfo. Ele está formando um exercito!- disse ele atordoado.
Mél respirou fundo.
-Qual o seu nome?
-Sou Jonh!- respondeu ele fazendo reverencia – Poderia saber o seu?
-Sou Mélody e este – ela me indicou – é Jake, meu noivo!
Sorri e então Jonh começou a nos guiar pelas ruas da velha Verona. A mesma Verona de Romeu e Julieta! Mas que agora não teria mais um fim trágico para casais apaixonados. Era apenas um lugar onde as pessoas que amavam, gostavam de ir porque era aconchegante, mesmo na chuva!
Chegamos a um porão, muito sujo, e ainda aconchegante.
-Essa cidade é magnífica!- exclamei.
Mas logo me calei, olhando ao redor.
Haviam milhares de vampiros ali, de milhares de décadas diferentes. Mas todos tinham uma coisa em comum, além de serem vampiros. Nenhum deles queria se juntar a Rodolfo!
Mélody tirou o capuz, deixando seus cachos chocolate caírem em cachos sobre suas costas e busto. Ela parecia frágil, se não fossem aqueles olhos. O olhar em seu rosto ainda era o de mais cedo. Um olhar que transparecia o mais puro ódio, em sua forma mais perigosa.
-Vim aqui para que lutem comigo!– disse ela – Por bem, ou por mal!
Ela não estava blefando. Aquelas palavras eram uma ameaça direta, sem chance de ser contestada. Não haviam saídas. Rose não gostava da ideia, mas se fosse preciso, transformaria a todos em zumbis a nosso serviço!
Eu podia sentir a tensão em cada músculo deles, cada poder sendo sugado para Mél, como se ela fosse um grande aspirador!
Todos baixaram a cabeça, um após o outro, rendendo-se a ela.
-Ótimo!- foi só o que ela disse, antes de começar a formar grupos, dando instruções.
Estávamos todos indo para o mesmo lugar: A grade fazenda que havíamos comprado, no interior. Era o lugar perfeito para um exercito de vampiros!
Faltava pouco para a guerra começar, e menos ainda para terminar!

Capítulo 4 - É perigoso sonhar

Rosemary

Tentei achar Mel, mas não pude.
Eu fui sugada para meu corpo. Era como acordar de um pesadelo. Senti que eu tinha poder sobre tudo de novo. Abri os olhos, mexi os braços e pernas e tudo.
- Rose! Você acordou!
Abracei-a com força, morta de saudades. Eu amo minha irmã loucamente!
- Vamos pra casa?
- Espere! - olhei em seus olhos e falei - Mel, voe!
Quando ela obedeceu, quase pulei de alegria.
- Agora vamos.

- Quero que prestem atenção. - comecei, olhando nos olhos de Jeff - Vocês, principalmente você, Jake, que é novo nisso, têm que caçar urgentemente. Pessoas, não animais. - sorri para Mel. Ela estava feliz que eu aceitara nossa natureza - Porque com sangue humano, ficamos sem dormir por um bom tempo. E, no momento, não podemos dormir.
- Por que não?
- Porque, Jake, dormindo, você sonha. E agora é perigoso sonhar. Sonhos não querem dizer só besteiras. Para vampiros, principalmente os paranormais como eu, sonhos querem dizer sinais.
- E isso é perigoso. - continuou Mel - Rodolfo pode ler nossas mentes e controlar nossos sonhos. Tomem cuidado.

- Belo discurso. - disse Jeff, se aproximando de mim na cama de meu quarto na cabana - Bem convincente.
- Valeu. Senti sua falta.
- Eu também. Agora eu farei o discurso se como te levar para cama! - ele riu, me abraçando.
- Pervertido.
- Não sabe como foi difícil sem você! Eu quis morrer!
- Shh... Eu sei, eu sei.
O beijei como nunca fizera antes. Naquele momento, eu soube que ele foi destinado à mim. Embora tenha amado Felix, o amor da minha vida era Jeff!
- Isso é um sim?
- Sim, Jeff.
Ele me ajudou a despir-me e depois jogou suas roupas no chão. Sua pele na minha ardia de desejo, que nos consumia.
Lá fora, Rodolfo enlouquecia.


ps: Gêmea,obg por votar em A) q /só pra qem sabe
♥


/by: Mayla Ap. Marques (May da Gêmea <3

Capítulo 3 – Ameaças

Mélody
Jeff nos contou sobre seu quase suicídio e a aparição de Rose.
-... E ela disse que seu corpo está com Rodolfo!
Pensei um momento. “Talvez Rose tenha achado uma maneira de voltar! Precisamos recuperar o corpo, mas como?”
Jake e Jeff pareciam pensar o mesmo que eu. Mas a minha cabeça não parava de bolar planos, planos cada vez mais malucos e até mesmo impossíveis!
-Preciso falar com Clary!
Sai do quarto e então da casa. A rua era muito bonita, mas eu não estava interessada. Corri até o bosque, me espreitando nas árvores.
-Clary, preciso da Clary!
Entrei na imagem do quarto de Clary mais rápido que de costume. Ela estava abraçando os próprios joelhos, como uma criança assustada. A porta se abriu. Rodolfo entrou cheio de si. Carregava algo, ou alguém nos ombros. Ele jogou o corpo no chão.
O corpo de Rose rolou alguns metros, parando perto da cama.
-Não a machuque!- gritou Clary.
-Ela está morta sua idiota!- disse ele friamente.
Senti meu próprio espírito tremer. Ele era repugnante. Não respeitava nem os mortos.
Clary correu até o corpo no chão e abraçou Rose. Ela tremia. Era medo e angustia, e repugnância, tudo misturado dentro dela.
-Vai me dizer o que elas estavam fazendo tão próximas? Sua idiota! Tive de matar essa Blood Sister por sua incompetência! Devia me avisar, para que isso não acontecesse mais!- disse Rodolfo.
Clary continuou tremendo, agarrando-se a Rose cada vez mais.
-Onde está a outra? Preciso da outra pra ressuscitar essa e conquistar o mundo! Diga!
Rodolfo acertou o rosto de Clary. Clary apenas baixou a cabeça, chorando baixinho agarrada ao corpo de Rose. Ela parecia querer se fundir a Rose, trocar de lugar com ela. Não! Clary não colocaria Rose numa situação assim.
- Solte esse corpo agora, Clarissa! Eu estou ordenando!
- Não toque nela. - disse uma voz totalmente familiar - Papai.
Drake? Drake estava vivo? Mas como? Eu mesma o matara!
- Drake, seu imprestável! O que faz aqui? - Rodolfo tentou bater nele, mas atravessou-o.
- Rá! Eu estou morto, querido pai!
- E é tudo sua culpa. - continuou Felix, surgindo do nada e abraçando o corpo de Rose para levá-lo consigo - Mas agora eu levarei Rose. - e sumiu
- O que me deixa com a tarefa de lhe dar umas surras, papai.
Drake pulou nele e tentou acertá-lo, mas Rodolfo era forte.
Clary, tremendo, correu para a janela.
- Drake, nunca ataque seu pai! - Rodolfo berrou, não percebendo Clary fora de casa.
Drake era bem forte - eu tinha até me esquecido. Acertou o rosto do pai num soco e sibilou:
- Isso é por me fazer apaixonado por uma vampira lendária que me odeia! E isso - outro soco - é por ter me mandado para uma missão impossível, seu velho!
Saí da mente de Clary e fui sugada para a realidade. Ouvi uma voz doce e suave.
- Mélody. Ajuda!
- Felix? - observei-o de longe. Ele brilhava cada vez menos.
- Pegue o corpo de Rose e chame por ela! Eu só tenho dois minutos! E sumirei para sempre.
- Como?
- Só posso ajudar se vocês invocarem. E não sou necessário agora.
- Tá. - gaguejei, pegando o corpo de minha irmã - Obrigada.
- Outra coisa. - ele falou, antes de sumir - Ache Clary! E rápido! Rodolfo não desistirá até matar todos vocês!
E sumiu





Ps: Gêmea obrigado por ter inspiração e fazer metade do cp >.<
Amo <3
~

/by: Sara Eunice Rubini (Connors da May <3

Capítulo 2 - Mais promessas?

Rosemary

Eu a observava, mesmo que ela nem me notasse.
Os olhos estavam repletos de olheiras e nunca mais ela se arrumou para algo. Eu sentia sua dor e queria que ela me visse, mas não podia fazer nada.
E Jeff - ai, Deus, Jeff! - estava totalmente horrível! Cicatrizes de morte em seu rosto e olhos vazios. Tipo eu, quando Felix morreu.
Mel largou o álbum de fotos e abraçou-se aos joelhos. Ela ia chorar, eu sabia.
Quis muito consolá-la, acima de tudo. Mas, bom, não podia.
Felix

Eu a amava acima de tudo. Tudo que eu desejava era tê-la. Mas Rose não me queria mais. Ela provou isso ao me pedir para ver Jeff. Eu não entendi no início, mas aí ela disse:
- Me ensine. Por favor. Eu o amo! Ele se matará se eu não falar com ele e não posso perdê-lo!
Aquilo teria me matado se o amor da vida dela já não tivesse feito-o.
Mas eu ensinei.
Jeff

Eu ia tentar pela nona vez me matar. Mel e Jake dormiam. Tudo era perfeito!
Desci para o banheiro da casa que alugamos e peguei um canivete. Antes de colocá-lo em frente ao peito, murmurei:
- Isso é por Rose. Eu a verei logo. Um. Dois. Três.
Ia empunhá-lo (como fiz com o ex dela, argh, o velho), mas uma mão suave tocou a minha.
- Querido. - pediu - Por favor. Não.
- Rose! - quase gritei; podia acordar Mélody - Rose! Você veio!
Tentei abraçá-la, mas hesitei. E se eu a atravessasse?
- Olha, eu não morri. Estou num limbo. Precisa achar meu corpo. Diga à Mélody! Está com Rodolfo.
- Ta. - falei, concordando. Eu comeria terra se ela pedisse.
- E, Jeff?
Ela me beijou antes de sumir. Aquilo era uma promessa: ela voltaria.

Capítulo 1 – Eu acredito no que sinto!

Mélody
Um mês depois...
-Mél, esquece isso, Rose está morta!
Olhei Jake o fuzilando.
-Enquanto eu não achar o corpo dela isso não é verdade, e...
Meus olhos voltaram a minhas mãos que seguravam uma foto de mim e Rose, discutindo por algo que não conseguia me lembrar.
-Eu ainda a sinto Jake! – Suspirei dizendo aquilo que parecia improvável para todos – Eu sinto Rose! Longe de nós, mas ainda viva! Acreditem, ela não está morta!
Jeff continuava a fitar os próprios pés. Depois que Rose se fora, ele tinha tentado se matar oito vezes! Jake e eu impedimos, mas eu sei exatamente o que ele sente! Se não fosse por esse sentimento, minha promessa de salvar Clary, e por Jake, eu já teria me matado há muito tempo!
Muitas coisas me seguram aqui ainda, principalmente o fato de que Rose está viva realmente! Mesmo que todos me critiquem, achem que estou louca... Rose está viva, e eu vou provar isso a eles uma hora ou outra.
Agora é hora de continuarmos, tentarmos salvar Clary e fazer tudo o que passamos valer a pena!

Clary
Há uma semana Mélody entrou em contato comigo me contando o que ouve com Rosemary. Como tenho poder de falar com os mortos, decidi procurá-la. Concentrei-me no mundo dos mortos.
-Rosemary, Rose!- gritei mentalmente.
Uma silueta apareceu em meio à neblina, correndo. Rose correu em minha direção e abraçou meu espírito.
-Clary! Você está viva não está?
Assenti quase rindo.
-Mélody está quase louca, Rose!
Rose fitou o chão tristemente.
-Eu sei! Eu os tenho observado.
Sorri para ela.
-É tão bom sentir você assim Rose!
Seus olhos se encheram de lágrimas.
-Nem sei como lhe agradecer por tudo Clary!
Ficamos abraçadas um momento e então Felix apareceu.
-Olá Clary!
-Felix!
Corri e abracei-o fortemente.
-Tem ideia de tudo que passei depois que você foi embora daquele castelo?
Rose nos olhou confusa.
-Nunca lhe contei Rose – começou Felix – Eu sempre te amei, é verdade, mas eu também sempre amei, e fui casado às escondidas, com Clary.
Sorri meio sem jeito.
-Eu ajudei Clary a fugir com vocês, as esconder!- acrescentou.
Rose sorriu.
-Tudo bem.
-Rose.
Os dois olharam para mim.
-Quero ser a intermediaria entre você e Mélody!
Rose mostrou os dentes em um lindo sorriso.
-Obrigada, muito obrigada mesmo Clary!

BLOOD SISTERS 3








estamos trabalhando no provável último livro da série! Connors (Sara) e eu estamos fazendo o possível para postar tudo logo u-u
/se alguém ler, comente ! por favor

a Sara vai escrever mais como Clary, Jake e Mélody .
eu serei a Rose e o Jeff, claro. adeus, Felix provavelmente para sempre -qq


beijos,

/Mayla Marques

Capítulo 25 - Enigma

Rosemary

PS: O último

Chegamos em uma praia. Mélody parou assim que viu o mar. Era ali que ela morreria.
- Calma, amor. - Jake murmurou, abraçando-a - Não vai acontecer.
- Mel, eu vou nadar. - eu disse, tirando a mochila das costas - Me chame quando os soldados chegarem.
- E eu ficarei longe da água.
Jeff assoviou ao me ver de biquíni e eu pulei na água.
Ela estava sombria e muito gelada. Senti algo atrás de mim e me virei para olhar. Era uma outra dimensão. Sei disso porque vi a mim mesma pulando na água.
Quarta dimensão - o tempo.
Onde eu já vi isso?
A Rose da outra dimensão me lançou um olhar furioso e veio me sufocar.
- Você deu um jeito de voltar no tempo! - gritei, com as mãos dela em meu pescoço.
- Sim! Nunca foi Mélody a morrer. Era você! Te enganei, né?
Então a outra Rose se transformou em um homem. Rodolfo. Ele controlou minha visão!
Alguém pulou na água e ele sumiu. Era Mélody. Ela puxou meu corpo para fora da água.
- Acorda, Rose! Vamos! Acorde! Não me deixe! Vamos, Rose! Por quê? Nunca era eu, né? Você que morreria?
Fui tomada pela escuridão.

Tudo estava cheio de névoa. Uma fonte com água bem azul estava no meio da escuridão. E um homem estava sentado perto dela.
- Rose! - gritou ele.
- Felix? - abracei-o, fechando os olhos - O que faz aqui? Pensei que tivesse morrido.
- Ai, amor, não! Você quem não deveria estar aqui! Esse é o mundo do além.





FIM ...

continua...

Capítulo 24 – Queria o poder de voltar no tempo

Melody

-Sabe – comecei – Eu estava pensando, nossos dois padrinhos humanos e noivos vampiros então mortos! O meu eu matei, e o seu, o seu amor verdadeiro matou! Irônico não termos dado certo com quem nos foi predestinado!
Rose sorriu e concordou.
-Só agora vejo que realmente Felix não era para mim! – disse ela olhando para os próprios pés – Mas ainda sinto falta dele!
Voltamos ao lugar onde os meninos estavam. Começamos a correr pela floresta, país adentro. Meu faro nos guiando.

Clary

Eu queria elas o mais longe possível de Rodolfo, mas eu as sentia chegando.
O sono chegou e dormi pensando nas meninas.
Sonhei com a lembrança dos momentos com elas. Primeiro as vi chegando a minha casa em um lindo cesto.
-Clary – disse Trish – Só você pode cuidar delas! Você dará a elas amor, e eu sei que nunca as entregará a Rodolfo!
-Mas eu pensei que vocês estavam do lado dele! - eu disse assustada.
-Estávamos, mas mudamos de ideia!
-Já fizemos muita coisa ruim, mas queremo-las a salvo! Sei que no futuro elas vão nos entender mal, mas só queremos o bem delas! E o fim de Rodolfo! – disse Harry.
Peguei as garotinhas e olhei-as. Tinham os rostos mais lindos que eu já havia visto!
-Quais são os nomes delas? – perguntei as embalando em meu colo.
-Não escolhemos! – disse Harry – Fique a vontade para decidir!
Os dois sumiram na noite escura, sem lua. Entrei trancando a grande porta de titânio.
As duas se espreguiçaram e abriram os braços. Crianças vampiras evoluem muito mais rápido.
-Olá! – disse sorrindo para elas.
A garotinha de roupa preta começou a cantarolar e a outra de roupa rosa começou a sorrir para mim.
Foi assim que escolhi Mélody, porque ela cantava muito bem desde criança, aquela voz de anjo. 
A outra garotinha era muito doce e amava flores, principalmente rosas. Acabei escolhendo Rosemary então. Rosemary nunca gostou de sangue humano, tinha pena das pessoas, então acabava caçando veados a semana toda. Mélody não tinha esse problema. As duas se tornaram minha razão de vida desde então.
Um dia Rodolfo me chamou em seu castelo, me mandando em uma missão quase suicida nos EUA. Como tinha medo de que ele descobriu-se das meninas, levei-as junto comigo. Elas tinham quatro anos e eram muito espertas.
Como na volta da missão Rodolfo mandou Felix e Drake, tive de esconder as meninas. Coloquei os colares enfeitiçados de seus pais e as coloquei no quintal da casa de um casal doce e sem filhos, que daria a elas carinho e amor!
E agora elas sabiam de tudo e haviam matado seus verdadeiros pais, e queriam me resgatar. Mas eu não ia deixar! Elas precisavam ficar longe de Rodolfo, precisava pensar em algo, mas em que? Já havia avisado Mélody, mas as coisas só pareceram piorar! E Rodolfo estava me espionando constantemente! O que eu podia fazer por elas? Nada além de esperar que elas fossem embora, para bem longe!
Mas ai eu ficava dividida. Meu corpo queria sentir elas novamente! Eu queria as embalar e cantar aquela cantiga que cantava antigamente, eu queria ver seus lindos sorrisos de perto, seus olhos brilhando com as coisas novas aprendidas... Eu as queria de volta, como se elas fossem minha de novo!


/nota da autora (Sara) : gente, eu amei escrever como Clary !

Capítulo 23 - Sacrifícios

Rosemary

Peguei na mão de Jeff e olhei-o nos olhos. Respirando fundo, eu disse:
- Você sabe que eu preciso vê-lo, não é? Ele era o pai dele.
- Rose, não. - ele passou a mão por meu rosto, aflito - Ouviu o que Mélody disse? Ele não gosta de você.
- Felix se sacrificou por nós! Quero saber o que aconteceu de tão grave. E só há um jeito.
- Você não vai lá, Rosemary! - ele segurou-me pelo rosto - Eu não vou te perder para ele outra vez!
E me beijou.
Sempre que ele me beija, acontece isso. Eu acabo cedendo à ele.
Mas não dessa vez.
- Eu vou dar uma volta. - menti.
- Volte logo.
Sorri e desapareci dali em segundos. Procurei por Mélody - que fazia sei lá o que com Jake - e disse que era importante. Nós fomos para o lago.
- Por que esse lugar?
- Eu o vi nas fotos de Felix. Era aqui que ele aprendia a lutar com seu pai. E é aqui que vamos saber sobre o tal Rodolfo.
- Como?
- Entre na minha mente e observe.
Fechei os olhos e me sentei de pernas cruzadas. Chamei por Felix. Vi-o brilhando, sorrindo e estendi a mão.
- Rose... - ele a pegou e beijou cada um de meus dedos - Senti saudades.
- Eu também. Mas preciso que me mostre uma coisa. - pedi.
- Já sei. Não há segredos no mundo do além.
Ele me beijou e pude ver Rodolfo vestindo roupas reais (até de manto vermelho, nossa) e Felix, com dezenove anos, eu acho, ajoelhado à ele.
- Felix, você e Drake irão descobrir os segredos das gêmeas vampiras. As que são conhecidas como BLOOD SISTERS. Volte em dez anos ou irei te buscar.
A visão acabou quando ele parou de me beijar.
- Por isso você nunca quis que eu os conhecesse. - eu disse, assustada - Mas você não contou à ele.
- Não. Fiz um sacrifício ao trair meu pai, mas fui recompensado.
- Por que não contou?
Ele sorriu e, antes de desaparecer, se inclinou para me beijar.
- Eu me apaixonei. Por minha afilhada humana e noiva vampira.
Quando voltei ao mundo real, Mel me sacudia. Ela vira tudo.
- Mel! Precisamos de ajuda! Chame ajuda para lutarmos com Rodolfo.
- Ele é poderoso, Rose! É inútil!
- Você viu a conversa?
- Sim, mas...
- Então vamos pedir ajuda. Ninguém negará nada às lendárias Blood Sisters.


May aqui: amor, só pra você saber, EM HOMENAGEM À MELHOR GÊMEA !

Capítulo 22 - O passado retorna!

Melody

Fizemos uma votação, e adivinhe? Perdi!
Acabamos acampando no campo, foi uma noite agradável no fim das contas.
Logo que amanheceu, caímos na estrada. Estávamos no mesmo país que Clary, mas estávamos longe dela ainda.
-Mél, tem certeza de pra onde está nos levando? – perguntou Rose.
-Não muita, eu posso sentir o poder da Clary!
-Ela tem que dons afinal? – perguntou Jeff mudando de assunto.
-Ela pode se comunicar como eu, e o outro não faço ideia! – respondi encolhendo os ombros.
Caminhamos a manhã toda. Decidimos parar para caçar e tentar fazer contato com Clary.
-Eu e Jeff vamos caçar primeiro! – disse Rose puxando Jeff por uma trilha.
Quando os dois já estavam a uma boa distancia, Jake sentou-se no chão, junto a mim.
Fechei meus olhos, estava mais fácil ver ao redor de Clary, mas ela parecia não poder responder, havia um homem ao seu lado.
-Clary, colabore comigo!
-Não direi nada Rodolfo! – gritou Clary para ele.
Rodolfo era um homem que aparentava ter trinta anos. Seus cabelos levemente grisalhos lambidos para trás, seu nariz curvo, seus olhos marfim... Não sabia o que dizer, mas algo nele me era familiar.
-Clary, meu filho me traiu, só resta você! Conte-me tudo!
-Já disse que não vou contar!
Rodolfo se levantou e deu-lhe um tapa no rosto, fazendo-a voar ao outro lado da sala.
-Eu vou ter de descobrir pela força?
Clary encarou-o firme, estava determinada! Seus olhos marfim claro pareciam ter uma chama de esperança, seu cabelo estava vermelho como fogo também, mas sua boca estava curvada em ódio, os dentes a mostra.
Rodolfo golpeou-a com algo invisível e então saiu da sala.
-Mélody, não posso falar muito. Sei que está me ouvindo. Preciso esclarecer uma coisa, faça contato o mais rápido que puder!
-Clary! – eu disse e ela sorriu.
-Preciso te esclarecer quem é este homem.
-Pode dizer!
Ela hesitou um momento e então disse com um suspiro:
-Este Rodolfo, é o pai de Felix!
O espanto passou por meu corpo, me consumindo. Fiquei rígida, esperando ela falar outra coisa.
-Ele está atrás de você e Rose, não pode deixar ele chegar perto de vocês, ele quer seus poderes!
-Pra que?
-Vocês são as vampiras mais poderosas, podem fazer qualquer coisa, ele quer dominar o mundo, e pra isso precisa de vocês!
-Ele disse que Felix o traiu, foi por que ele amava Rose, não é?
-Porque ele não voltou com informações!
-Se isso for verdade, Felix era o padrinho de Rose, então nossa família era próxima a Rodolfo?
Clary suspirou.
-Sim – ela pausou um momento – Seus pais trabalhavam para Rodolfo!
Mais uma vez o espanto me consumindo.
-Porque eles queriam estar ao lado dele quando ele dominasse o mundo – continuou ela – Eles iam traí-lo e então dominar eles mesmos o mundo!
-Mas como eles pretendiam derrubar Rodolfo?
-Eles eram os mais fortes do exercito aquela época!
-Hoje tem mais fortes que eles não é?
-Muito mais fortes! Eles fugiram quando você e Rose nasceram! Rodolfo queria vocês, mas eles forjaram a própria morte e me entregar vocês!
-Mas ai vocês precisava nos proteger e teve que nos dar!
-Foi a única coisa que pensei no momento! Preciso ir! Tchau Mélody, se cuide!
Voltei ao campo. Rose e Jeff estavam junto a Jake agora. Sai sem explicar, corri para longe, caçar.
“Mél! Me conte tudo!”- disse Rose por pensamentos.
Mostrei a ela tudo e então voltei calmamente. O tempo estava acabando para Clary. Nós tínhamos duas opções:
1-Salvar Clary e correr risco de sermos pegar por Rodolfo.
2-Fugir para onde Rodolfo não nos acharia e deixar Clary morrer.
Ou então, 3-Salvar Clary e fugir para longe de Rodolfo.

Capítulo 21 - A promessa

/Rosemary


- Que lugar lindo! - exclamei, deslumbrada ao chegar no campo.
- É mais que isso. - murmurou Jeff - É o paraíso!
- Vamos logo. Precisamos salvar Clary! - disse Mel, impaciente.
"Mélody poderia nos deixar em um momento caloroso e confortável antes!"
Jeff bufou, em pensamentos.
Comecei a rir histericamente e Mélody me encarou. Peguei na mão de Jeff e disse para minha irmã:
- Gêmea, vamos dar uma volta antes, tá? Está quase anoitecendo. Nós salvamos Clary pela manhã.
- Mas...
- Tchau, Mélody! - cortou Jeff, correndo comigo no colo - Vejo você depois.
Jeff me carregou até um belo vale montanhoso. Me jogou no chão e começou a me beijar. Ri alto, abraçando-me a seu corpo.
- E pensar que você já me odiou.
- Não te odiei. Tá, eu odiei. E você matou meu noivo.
- Ele tentou nos separar. E nós estaremos sempre juntos. Mas chega de brigas. Quero que me prometa uma coisa.
- O que?
- Felix tirou sua virgindade quando EU DEVERIA FAZER ISSO. Então, não te pressionarei por enquanto. Mas, prometa-me que quando tudo isso acabar, você e eu... Bem, teremos uma noite perfeita.
Sorri, ainda deitada no vale à seu lado.
- Prometo.
Ele me envolveu com os braços e me puxou para seu peito. Beijou meus cabelos e depois os lábios.
- Eu te amo. - ele disse - Para sempre.

Capítulo 20 - Viajem

Melody

Passamos em casa para pegar algumas coisas. Roupas!
Deixamos o carro em casa, não poderíamos levar ele junto.
-Pai! Mãe! Desçam aqui, por favor!
Eles desceram e nos fitaram por um momento.
-O que foi filha? – papai perguntou pra mim.
-Estamos indo embora! – disse olhando nos olhos deles.
Não queria mentir para eles, nós poderíamos não voltar mais, ou demorar tanto que eles já haviam morrido! Era difícil contar a eles a dura realidade que nos envolvia. Era nosso destino!
-Não me diga que não vão voltar.
Olhei para mamãe. Seus olhos cheios de lágrimas já, se formando para escorrer por seu rosto. A dor era grande. Sentia Rose do meu lado quase desistindo de tudo.
- Mas, mãe, não precisa se preocupar - cortou Rose, antes que mamãe dissesse algo para nos impedir. Claro, Rose leu a mente dela - Voltamos em... Breve! Não vamos embora. - ela revirou os olhos - É...
- Viajem de escola. - completou Jeff, sorrindo para ela e murmurando algo em seu ouvido. Argh!
- Bem, se é assim... Então tá! - mamãe fungou e nos abraçou - Divirtam-se.
Rose devia ter usado seu poder para controlá-la. Ou não. Talvez mamãe acreditara mesmo.
- Te vejo no ônibus, boneca. - Jeff disse e saiu piscando para ela. Revirei os olhos e puxei Rose do lado.
- Nós NÃO vamos voltar logo, Rose! - bronqueei. - Como pode dizer isso se nem sabe se vamos voltar?
- Relaxa, Mel!
-Relaxar? Eles precisam da verdade Rose!
Nossos pais me encaram e eu me virei pra eles e continuei a falar:
-Talvez nós não voltemos mais! A gente vive num mundo diferente do de vocês! Nós vamos sempre amar vocês, e tudo o que estamos prestes a largar, mas precisamos realmente fazer isso, precisamos salvar Clary!
Meus olhos embaçaram. Eu não queria deixá-los, mas queria salvar Clary, por tudo que ela havia feito por mim e Rose! Ela merecia liberdade como todos!
- O que a Mel quer dizer - Rose cortou de novo, tampando minha boca - é que a viajem é longa.
E então aconteceu: seus olhos ficaram vermelhos-carmim e ela fez nossos pais entenderem. Mais que isso, ela ordenou:
- Vocês vão esquecer que um dia tiveram duas filhas. Quando passarmos por essa porta, vocês nos esquecerão.
As lágrimas correram meu rosto e eu saí pela porta. Rose veio logo atrás chorando silenciosamente. Minha boca se abriu e um grito de dor rasgou minha garganta. Eu tinha certeza, nós não voltaríamos a vê-los nunca mais!
Meus pensamentos giraram por um momento e uma ideia me ocorreu a cabeça. Deixaria a ele uma pequena lembrança.
Tirei minha pulseira de ouro que eles haviam me dado um ano antes. Coloquei-a em meu antigo quarto, junto a um bilhete: “Existem pessoas lá fora, que sempre vão amar vocês!”.
Encontrei Rose, Jeff e Jake me esperando na esquina. Foram os dois minutos mais dolorosos.
Quando chegamos ao Shopping porém, meus pensamentos se ajeitaram. Estávamos fazendo aquilo por um bem maior: Clary!
O portal se encontrava em uma loja de joias europeias. Passamos pelas pessoas sem problemas. A loja estava cheia. Quando passamos do balcão começamos a procurar o portal.
De repente senti alguém me cutucar. Olhei para trás e vi uma mulher bem vestida, de cabelo preso em coque e um lindo vestido verde acima dos joelhos.
-Moça, gostaria de ver a nova coleção! Vou me casar em breve!
Ela sorriu gentilmente para mim. Fiquei pensando no que dizer e então soltei:
-Sou nova aqui, vou chamar alguém pra te ajudar!
Saindo pedi a outra funcionaria que estava sentada atrás do balcão. Ela se levantou bufando e foi ajudar a mulher.
Rose me chamou. O portal estava atrás de uma estante de joias.
Passamos por ele todos os quatro juntos.
Nossos olhos não acreditavam no que viam. Era um campo de flores, ao sul da Itália. Eram flores de diferentes tipos e cores, se fundindo a uma floresta de cores vivas. Jeff tirou a mochila e se jogou no chão puxando Rose. Jake apenas me puxou em seus braços e me beijou ardentemente.

Obs: Obrigado por me inspirar e ajudar Gêmea *---*


/by Sara Rubini

Capítulo 19 - última descoberta

Rosemary



Mel ergueu o braço, exibindo um papel com os dizeres SHOPPING HOJE - JAKE + JEFF e, logo depois que eu li, o papel pegou fogo.
- Senhorita Livingstone! Não é hora para fazer magia; não na aula! - bronqueou a professora de ciências.
- Foi mau, desculpe. - ela disse, dando de ombros.
- É um aviso para mim? - Sabrina, a fã louca de Mel, perguntou - Mas... Quem é Jeff?
- Não. - cortei, séria - É para mim. Não é da sua conta, sua...
- Rosemary! - cortou a professora - Já que está com vontade de falar, me diga o que é o fenômeno da...
- Procriação é o fenômeno onde animais se reproduzem para gerar a continuação da espécie. - cortei, lendo as palavras na mente dela.
- O que disse?
- O que você pediu, sua velha? - bufei.
E a sala toda riu.
- Rosemary Livingstone! Terei que pedir que se retire! Agora!
- Que seja, dane-se.
Me levantei e saí da sala em três passos largos.
- Ser a pior aluna da sala não vai fazer a raiva passar. - Jeff disse, me abraçando por trás, os lábios em meu pescoço.
- Eu estou morrendo de sede! Minha garganta está ardendo! Já cacei dois ursos antes de vir para a aula, mas não passa.
- Venha comigo.

- Está vendo? Aquela ali. Ela está no hospital há meses. Ninguém se lembra dela. Deve ser órfã.
- Mas é uma garotinha! - quase choraminguei.
- E você é uma vampira sedenta! Vamos lá, Rose! Não pode salvar Clary se estiver fraca.
Saí de trás das árvores e andei sorrateiramente até a janela. Abri-a com cuidado e entrei. A pobre garotinha dormia profundamente. Meu coração se apertou. Eu não podia matá-la, mas estava morta de fome. (ou melhor, sede)
- Não seja a presa, Rose! Ataque! - ordenei a mim mesma.
Fechei os olhos e senti o cheiro do sangue no ar. Suspirei e pulei no pescoço da vítima, sugando todo o líquido para mim.
Caramba! Como era bom! Só consegui parar quando ouvi o barulho dos aparelhos, avisando a morte dela.
- Desculpe. - murmurei, passando o braço nos lábios para limpar o sangue.
Saí antes que as enfermeiras chegassem no quarto e vissem os buracos no pescoço da garota. E, quando ia voltar à escola, me deparei com a garota que eu matara vestindo uma camisola branca.
Ou melhor, o fantasma dela.
- Eu sou Lilith. - disse ela - E vim te agradecer. Agora posso ver meus pais. No Paraíso.
- Lilith não é nome de demônio?
- Não. E, como forma de agradecimento, lhe farei um favor. O que você quiser será seu.
Somente uma coisa me veio à mente.
- Diga ao Príncipe Felix que mandei um oi. E que eu o amo.
- Certo. Adeus, Rose.
Nem perguntei como ela sabia meu nome. Apenas voltei para Jeff.
- Como foi? - perguntei.
- Perfeito! Vamos para a aula.

- Onde esteve? - perguntou Mel.
- Me alimentando de uma garota.
- Wow! Mas esquece isso. Precisamos ir ao shopping. Soube que lá tem um portal que pode nos levar até Clary!
- Como? - questionei, confusa.
- Precisamos invadir o armário de limpeza, na área restrita onde os funcionários ficam, e um usuário de espírito... o que eu não sei o que é... fará o portal.
- Mélody. Eu sou esse usuário. Eu leio mentes, controlo pessoas, vejo o futuro e falo com os mortos! Sou um usuário de espírito. E você é... Um usuário de luz!

Capítulo 18 – Vamos Treinar?

Melody

Depois de conseguirmos retornar para casa, Rose se acalmou se conformou com a partida definitiva de Felix. Estava mesmo na hora de se conformar!
-Precisamos treinar gente! - eu disse quebrando o silencio.
Todos olharam para mim e eu sorri.
-Temos de ficar fortes pra poder salvar a Clary!
-Você tem razão mana, vamos ter de treinar. Clary é experiente e mesmo assim ainda está presa lá. Temos de ficar fortes pra derrotarmos aquele cara feioso!
Todos riram descontraindo o ambiente. Eu me levantei e me inclinei para a porta.
-Conheço um lugar ótimo para treinarmos!
Algumas horas depois estávamos em uma floresta ao sul do estado. Era um lugar calmo, bonito em seu silencio.
Há um tempo atrás eu havia começado a usar um poder novo. Achei que estava diretamente relacionado com o ar, mas agora eu sabia que podíamos ter mais que dois dons, na verdade, muito mais que dois dons!
-Quero mostrar a vocês uma coisa! – eu disse parando bruscamente.
Os três pararam e se afastaram alguns passos. Caminhei um pouco a frente e flexionei os joelhos me impulsionado em um salto. Grandes asas abriram-se atrás de mim. Nunca havia visto algo assim antes. As asas tinham uma mistura de águia com morcego.
Rose cobriu a boca. Ninguém jamais virá algo como aquilo.
Voei um pouco acima das árvores e parei olhando para eles. Ao contrario do que aconteceria a um humano, ou até mesmo para os vampiros, eu via cada linha de seus rostos com perfeição.
Girei meu corpo e fiz quase um furacão. O vento de misturou com fogo e meu me lancei veloz nas árvores. Ao chegar perto de um alvo eu lançava parte do “furacão de fogo” e saia veloz para outro alvo.
Em cinco segundos havia queimado e destruído 20% das árvores do local.
Pousei em frente a Jake e o beijei delicadamente.
-Mél, você juntou seus poderes! – ele disse entusiasmado.
-Faço o possível para ser mais forte!
Todos comentaram o estilo de luta que eu tinha. Eu podia atacar corpo a corpo ou a distancia, dependia apenas de minha decisão, eu era boa nos dois estilos. Rose só tinha poderes que a podiam ajudar em luta corporal.
Jeff realmente era bom em luta corporal. Força era seu maior dom.
-Mas quais são os poderes do Jake? – perguntei.
Jeff se aproximou e o analisou um momento.
-Ele deve ter ligação com seus poderes Mél. Ele deve controlar elementos, ou voar.
-Acho que não.
Jake se afastou um pouco e lançou Jeff longe, com a mente.
-Ele tem algum tipo de defesa, algo que ele pode expelir o inimigo, evitando o combate corporal.
-Mesmo assim, acho que devemos treinar combate.
Olhei para Rose. Ela estava certa, precisávamos do combate corporal. A distancia nem sempre realmente ajuda.
-Acho com um mês de treinamento podemos partir.
Todos me olharam, mas apenas Rose falou.
-Vai ser nossa chefa!
Todos rimos e então ela me olhou séria.
-Você é a mais experiente Mélody!
-Não me importa. Se eu estou no comando, você também está!
Sorrimos e começamos a treinar. Eu com Jeff e Rose com Jake. Sabíamos que diferente, haveria pena e precisávamos de algo realmente sério.

Capítulo 17 - Adeus, Felix!

Rose

- Eu não vou morrer! Calma, Rose! - ela dizia para me acalmar, mas também estava apavorada - Talvez Felix ajude em alguma coisa! Chame-o!
- O que ele sabe do futuro?
- Tente! Não custa nada tentar!
Chamei por ele. Mas nada aconteceu. Era como se ele tivesse sumido. Mel tentou também, mas ela não tinha o dom. Então ela disse que eu precisava estar sozinha e saiu com Jeff e Jake para a fazenda dos pais dele. Tentei outra vez e ouvi sua voz antes de vê-lo.
- Rose...
Como eu senti saudade daquela voz! E eu ainda amava o dono dela. Tanto que chegou a doer no peito.
- Felix!
- Rose, eu sinto muito. Mas não posso ajudar. Só o que posso dizer é... Cuide daqueles que ama.
Notei que havia um brilho dourado a seu redor e ele estava quase transparente.
- Você está me deixando.
- Eu preciso ir. Meu tempo aqui acabou. Eu sempre te amarei.
- Mas eu preciso de você! Eu...
- Você tem Jeff! Adeus, Rose!
- Espere!
- Leve Mélody à outra dimensão!
- O que é isso?
- O mundo vampírico!
E ele se foi.
E uma dor enorme me atingiu.
- Rose? O que houve? - Mel chegou, com os outros, e me abraçou.
- Ele se foi.

Capítulo 16 – Despertar de um novo começo

Melody

O pavor subiu por meu corpo. Como assim eu ia morrer? Eu sou uma vampira!
-O que você está dizendo Rose!
-Você vai morrer eu vi!
-Rose, você sabe, nem sempre as visões acontecem!
-Mél, é sério, vai acontecer.
Senti Jake estremecer atrás de mim. Eu tinha uma ligação com ele, ele queria sangue, muito sangue. A sede estava tomando seu corpo. Num movimento rápido peguei-o pelo braço e o conduzi pela floresta, para longe, na outra cidade, para caçar.
Procurei uma vitima com cuidado, não gostava de matar pessoas que tinham uma chance de vida ainda. Uma mulher muito gorda reclamava da vida no final da rua. Puxei, ou melhor, arrastei Jake até ela e deixei que ele fosse tomado pelo instinto.
-Devagar, cuidado! – advertia a ele.
Mesmo com a sede ardendo em sua garganta ele parecia me ouvir. Nem mesmo por um momento ali ele pareceu com o que fora pouco antes, o Meu Jake.
Ele levantou os olhos quando terminou.
-Lamba.
Ele obedeceu e lambeu o pescoço estourado da mulher. A carne se curou e ele me tomou em seus braços.
-Desculpa Mél, eu sei como está se sentindo, eu sinto.
Meus braços enrolaram seu corpo macio e quente – menos que antes, mas ainda de um jeito bom – seu cheiro também estava mudado, mais doce, delicioso. Sua pele era tão perfeita quanto a minha, até mais bonita, e seus olhos estavam em um vermelho vivo, mais luminoso que o meu.
Ele me beijou ferozmente e logo depois me soltou.
-Rose nos espera!
Corremos muito rápido até a campina. Rose havia nos esperado lá, ainda meio em choque pela visão.
-Rose, esquece isso!
-Mél na visão eu te arrastei pra uma praia, você pulou de um penhasco e morreu!
-Rose, eu odeio praia!
-Mas eu te convenci!
Ela fitou o chão algum tempo e depois suspirou antes de continuar a falar.
-E eu não consegui fazer nada pra te salvar. Eu vi você morrendo, sofrendo e eu sofria junto.
Ela transferiu as imagens para minha cabeça. Senti dor só em ver. Jake estremeceu ao meu lado. Ele parecia ter uma ligação realmente muito forte comigo.

Capitulo 15 - Não-Natural

ROSEMARY

Eu estava ocupada demais para ver o namorado de minha irmã morrer. Eu tinha que matar meus pais, já que Mel não faria isso.
- Olha aqui, seus velhos! - rosnei, faminta - Vocês vão morrer!
Eu estava fraca para matá-los, mas não tinha jeito. Pulei no pescoço de Trish e suguei todo seu sangue. Quando ela caiu morta no chão, percebi Harry sem cabeça.
- Mel! - gritei - Conseguimos!
- Rose... - Jeff disse, paralisado.
E aí percebi Jake se contorcendo no chão e Mélody chorando. Caí do joelhos no chão.
- Não! Isso... Eu não vi isso! Está errado! Não podia acontecer, não! É errado! Não é natural!
Eu estava com tanta raiva de mim mesma que cravei as unhas em meu rosto e gritei. Como eu não previ isso? Não era para acontecer, não agora!
Entrei na cabeça de Mel instantaneamente, sugada por sua dor e desespero. Ela estava se culpando por tudo. Se ela ficasse com Jake, ele estaria a salvo. Se ela me deixasse lutar com Jeff e fosse para a casa de Jake, ele não estaria com dor.
Saí de sua mente e fui para a de Jake. Ele estava morrendo de dor, mas gostava de finalmente ser parte do universo de Mélody.
- Dois minutos. - eu disse, sem voltar a minha mente - E estará acabado.
Me virei e fui embora. Eu sabia o que aconteceria depois.
No caminho, fui tomada por outra visão.
Estava tudo escuro e gelado. Mélody estava com os olhos fechados e totalmente pálida. E muito, muito gelada. Alguém pulou no mar. Era eu. Retirei minha irmã da água e subi para a praia.
- Reage! Você não pode me deixar, Mel!
Mas era inútil. Ela estava morta. E eu era a culpada. Nunca deveria ter insistido para irmos à praia.
- Rose? - Mel disse, me trazendo a realidade - Tudo bem?
- Não. - gaguejei, trêmula - Mel, eu tive uma visão e...
- O que foi? - ela estava preocupada. Vi Jake atrás dela, mudado, vampiresco.
- Você... Você vai...
- Eu vou...?
- Você vai morrer.

Capítulo 14 – Confronto

Melody

Eu não sabia como nem quando, mas havia um plano em minha mente. Contei a Rose e ela gostou.
-Certo, acho que devemos ir.
-Como assim “ir”?
-Rose na sua visão, nós não estávamos aqui.
Ela fitou-me pensativa por um instante e então disse – É mesmo Mél, nós estávamos perto da casa dos avós de vocês.
Jeff e Jake se olharam. Subi correndo as escadas até o quarto de nossos pais. Os dois se encontravam deitados na cama, de olhos abertos, fitando o teto.
-Mãe, pai.
Eles se viraram e sorriram.
-O que foi querida?
-Preciso que vocês entrem no carro e viajem até a vovó.
-Por que isso?
-Porque não quero que vocês corram quaisquer perigos. Quanto mais longes estiverem da cidade, melhor.
-Tem certeza Mélody?
-Tenho pai.
Corri para baixo novamente. Jeff abraçava Rose, que parecia meio assustada, e Jake estava sentado com o rosto pensativo.

Jake
Lá estava eu outra vez, impossibilitado de ajudar a mulher que amo. Mélody, Rose e Jeff iam para uma batalha de vampiros e eu, como sempre, iria assistir de fora, tomando conta da minha miserável vida.
-Jake.
Virei-me e vi Mélody preocupada. Levantei-me e a abracei fortemente.
-Mélody, eu te amo!
-Eu também te amo Jake!
Ela não precisa ter um dom especial pra saber no que eu estava pensando, ela sentia nos meus olhos essa dor todas as vezes que ela iria fazer algo perigoso.
-Jake, eu sei o que você pensa, mas vai ficar tudo bem!
-Você pode saber o que eu penso, mas não sabe o que eu sinto Mélody.
Ela choramingou algumas palavras, mas eu estava afundado demais em minha agonia para entender.
-Mélody, acho que temos algumas horas, precisamos estar fortes.
-Rose, eu vou caçar, e você?
Mélody fitou Rose cautelosa, sabia dos sentimentos que a irmã tinha contra o tipo de caça dela.
-Eu vou caçar alguns cervos.
-Tudo bem, então vamos.
Mélody me beijou calorosamente e saiu pela porta.
-Jake, você vai ir de carro?
-Sim, eu já vou indo. Até mais.

Mélody
Corri o mais rápido que pude até a cidade vizinha. Havia um homem de cabelos grisalhos, forte e cheio de sangue. Não parecia estar em boa saúde. Pulei em cima dele e cravei meus dentes em seu pescoço. Com uma mão agarrava o homem e com outra tapava lhe a boca. Quando suguei a ultima gota olhei-o morto em meus braços.
-Desculpe-me. Acredite, estará melhor lá do que aqui.
Lambi o pescoço e a marca de dentes sumiu. Corri para a fazenda dos avós de Jake. Agora eu estava cheia de força, uma força que brotava em mim como se fosse uma fonte de água no centro da cidade. Rose e Jeff estavam ali, mas Jake não havia chegado.
-Onde está ele? Já não devia estar aqui?
-Calma Mél, ele logo vai chegar.
Tudo que um dia havia sentido de dor pareceu brincadeira naquele instante. Jake estava pendurado no ar por Harry. Meus olhos se fecharam nele. Eu tinha de achar um jeito de salvá-lo. Quando respirei senti o cheiro do sangue dele. Olhei para Jeff que já estava tapando o nariz.
-O que vocês fizeram com ele?
-Nada de mais querida. Apenas um lanche! – disse Trish sorrindo maliciosa.
-É agora Rose.
Rose correu em direção da Trish, pulando e a levando ao chão. Jeff foi para Harry, fazendo-o mover-se para longe de Trish. Era a minha chance. Corri entre Jeff e Harry e peguei Jake, que lutava para viver.
-Mél, você precisa!
Relutante, mordi o pescoço de Jake e injetei meu sangue com veneno. Soltei logo. A visão era horrível. Jake se debatia em dor, uivando tristemente.
-Mélody!

Capítulo 13 – Merda de amor com os pais errados!

Rosemary

Eu precisava de tempo para pensar.
Mélody queria matar nossos pais! Mas que droga! Eu acredito que ela viu alguém no colar, sei lá, mas DESTRUIR NOSSOS PAIS? Que merda!
- Mel, eu juro que preferia você mais calma. Quando eu batia e você pensava.
- Rose, é sério! Nós TEMOS que matar a droga de nossos pais biológicos! Caramba, eles são...
- Cale a boca, me deixe pensar! – ordenei.
Corri para longe de nossa casa, chorando. Pude ler na mente de Mélody que ela estava certa, mas eu amava nossos pais – uma merda de amor com pais errados!
Procurei por Jeff em minha mente. Eu precisava dele e muito. Chamei-o, em pensamentos, e logo o vi na minha frente.
- Oi Rose.
Me joguei em seus braços, chorando. Ele pareceu preocupado e me olhou nos olhos.
- O que houve?
Contei tudo à ele, e não sei se ele entendeu. Sentia uma dor enorme por amar aqueles que eu precisava matar. Jeff me beijou de um jeito estranho e disse:
- Olha, você é boa demais, Rose. No seu lugar, eu arrebentaria aqueles velhos!
- Mas, Jeff, eles são meus pais!
- Que merda! Mas eles são perigosos! E, hã, seus olhos estão meio... Não estão como antes, mas o vermelho carmim sumiu.
- Jeff, eu preciso saber a verdade sobre eles antes. Porque...
Fui interrompida por uma visão. Há tempos não via coisas. Vi Mel e eu em um campo aberto. E Trish e Harry também. Eles usavam roupas medievais e Mel e eu usávamos jeans velhos e camisetas – típico da gente. Meus olhos estavam dourados – graças à Deus! Trish estendeu a mão para Mel e só então percebi que ela tinha bolas de água nas mãos. Seu poder é com os elementos, hello!
- Venha conosco, Mélody!
Rosnei. Eles não tinham o direito de fazer isso com ela. Ela ia obedecer, mas meus olhos ficaram vermelhos e eu rosnei alto.
- Não toque nela!
Eles se afastaram, em transe por meu poder. Olharam para mim com adoração nos olhos.
- Morram. Agora! – ordenei.
Eles pegaram espadas de prata e, obedientemente à mim, cortaram suas cabeças fora. Jorrou sangue por seus corpos e Mélody saiu do transe. Ela exibiu um sorriso de alegria e a visão acabou.
- Rose? Rose? Rose? – Jeff me sacudia, desesperado.
- Jeff, vamos!
Puxei-o pelo braço e corri até Mélody. Ela sangrava nos braços de Jake e me abraçou ao me ver.
- Graças à Deus, Rosemary! Que merda! Esqueceu-se do pacto? Eu sangro se você foge.
- Tá, tá! Me escuta. Eu tive uma visão. Eu matei Trish e Harry.
- Obrigada, Senhor! – ela riu – Mas... Por que merda VOCÊ faria ISSO?
- Eles estavam controlando você. Não sei quando, mas teremos que matá-los e... Ai, meu Deus! Mélody!
- O que foi? – ela olhou ao seu redor, sem entender.
- Será hoje! A visão. Estávamos com essas roupas! Droga!
- Então... Deixe-me entrar em sua cabeça e ver tudo.
Mostrei à ela e ela ficou feliz/surpresa, sei lá. Ela sorriu e me disse:
- Olha só, como a estratégia de antes já era, mudamos para...
- Qual estratégia? – interrompi, curiosa.
- Você bate, eu penso. Mas já era. Essas eram as velhas Mélody e Rosemary. Agora eu bato e você ajuda.
Jeff gargalhou alto e Jake olhou no fundo dos olhos de Mel.
- Amor, você... Me assusta.
- Calma, amor. – ela o beijou, sorrindo – Rose, você vai matá-los? Certeza?
- Absoluta. E eu sei como voltar a ter olhos dourados.
- Como?
- Não usando o novo dom!
- Mas precisamos dele para...
- Calma, Mel. Só quando necessário, eu uso. Mas não toda hora. Ou ficarei com essa droga de olhos vermelhos!
Ela revirou os olhos e Jeff me agarrou, beijando-me calorosamente. Jake e Mel arregalaram os olhos e ela disse:
- Ah, vão para um quarto! Vou vomitar! Chega disso!
- Jeff, vocês dois...
- Jake, ele sabe que Felix vai matá-lo?
- Tecnicamente, - Jeff disse, se afastando de mim – ele disse para eu cuidar de Rose. Estou fazendo isso. E ele é trapaceiro! Eu que devia tirar a preciosa virgindade dela!
Nós rimos e eu corei. Mel me olhou e suspirou.
- Vamos para casa?
- Por quê?
- Se a visão acontecer, temos que estar preparadas. Eles podem machucar nossos pais.
Olhamos para os colares destruídos no chão e corremos para casa.

Capítulo 12 – Barreiras quebradas

melody


Rose devia ter razão!
-Vou buscar o meu!
-Vou pegar o meu também!
Corri até meu quarto e o peguei. Quando cheguei ao corredor Rose já me esperava com seu colar em mãos.
-Desculpa
, não lembrava onde havia colocado.
-Tudo bem! Pronta?
-Claro!
Coloquei o colar no chão e quando ia dar um soco lembrei.
-Mana acho melhor fazermos isso lá fora.
-É entendi.
Descemos as escadas e fomos para o quintal atrás de casa.
-Agora sim, prontas!
Coloquei o colar no chão e dei um soco nele. É difícil explicar, foi como se uma barreira que me rodeava tive-se saído, e agora eu podia ver muito mais do que antes, eu podia sentir-me mais forte do que antes, eu podia lembrar de uma mulher de cabelos negros e olhos vermelhos beijando a testa de mim e minha irmã e nos deixando na porta dos Livingstone.
Olhei para o lado e vi o visinho vestido de Batman, então olhei para Rose e rimos.
Quando fechei meus olhos a mulher de cabelos negros apareceu em minha mente.
-Eu não sou mãe de sangue de vocês, mas eu as criei.
-Como assim? – perguntei.
-Seus pais não queriam vocês. Eles nem ao menos sabiam da lenda dos bebês vampiros gêmeos.
-Lenda?
-É, todos os bebês vampiros gêmeos que nascem, possuem muitos dons, não apenas dois, ou três como sua irmã tem agora, vocês terão todos os dons.
-Eu vou ler mentes então?
-Não. Os poderes serão divididos ente vocês. Por exemplo: Você não pode falar com os mortos, como Rose, mas você pode manter contato com pessoas distantes, comigo.
-Quer dizer que teremos todos os poderes que os vampiros do mundo todo têm?
-Sim.
-Ei, qual seu nome?
-Clary! Mesmo que você não lembre muito de mim, saiba, eu sempre vou amar vocês.
-Mas se você criou a gente, por que nos deixou?
-Porque eu fui mandada a uma missão, em uma guerra. Não tinha como levar vocês, então, as deixei com os Livingstone, que são pessoas de coração puro, se é que você me entende!
-Ei, eu to escutando tudo – disse Rose – então você foi nossa verdadeira mãe, a mãe que eu achei ter morrido.
-Sim, eu cuidei de vocês desde que nasceram.
-Mas onde você esta agora?
-Eu estou na França, meu mestre não me deixa sair, estou presa, mas nada de grave, assim que sair vou diretamente procurar vocês – disse Clary em meio a tossidas.
-Você não me parece bem!
-Mas eu estou.
Uma porta rangeu e então eu vi um homem de cabelos brancos e olhos vermelhos surgir na porta.
-Com quem fala Clary? – sua voz era grave, grossa e maldosa.
-Ninguém senhor, apenas cantando.
Então Clary começou a cantarolar uma musica de ninar.
“A musica que ela cantava pra gente!” pensei.
-Meninas, vocês precisam derrotar Trish e Harry.
Abri meus olhos e vi Rose séria.
-O que foi?
-Ela precisa de nós, mas ela disse que precisamos derrotar Trish e Harry, nossos pais.
-E eu concordo com ela, não vejo nada de mal em arrancar a cabeça deles.
-Mas eles são nossos pais Mél!
-E eles nos abandonaram Rosemary.
Era difícil para entender o ódio que eu sentia em mim, eu sentia o mesmo ódio que Clary sentia por Trish e Harry. Ela sim eu podia considerar nossa mãe.