segunda-feira, 14 de março de 2011

Capítulo 19 - última descoberta

Rosemary



Mel ergueu o braço, exibindo um papel com os dizeres SHOPPING HOJE - JAKE + JEFF e, logo depois que eu li, o papel pegou fogo.
- Senhorita Livingstone! Não é hora para fazer magia; não na aula! - bronqueou a professora de ciências.
- Foi mau, desculpe. - ela disse, dando de ombros.
- É um aviso para mim? - Sabrina, a fã louca de Mel, perguntou - Mas... Quem é Jeff?
- Não. - cortei, séria - É para mim. Não é da sua conta, sua...
- Rosemary! - cortou a professora - Já que está com vontade de falar, me diga o que é o fenômeno da...
- Procriação é o fenômeno onde animais se reproduzem para gerar a continuação da espécie. - cortei, lendo as palavras na mente dela.
- O que disse?
- O que você pediu, sua velha? - bufei.
E a sala toda riu.
- Rosemary Livingstone! Terei que pedir que se retire! Agora!
- Que seja, dane-se.
Me levantei e saí da sala em três passos largos.
- Ser a pior aluna da sala não vai fazer a raiva passar. - Jeff disse, me abraçando por trás, os lábios em meu pescoço.
- Eu estou morrendo de sede! Minha garganta está ardendo! Já cacei dois ursos antes de vir para a aula, mas não passa.
- Venha comigo.

- Está vendo? Aquela ali. Ela está no hospital há meses. Ninguém se lembra dela. Deve ser órfã.
- Mas é uma garotinha! - quase choraminguei.
- E você é uma vampira sedenta! Vamos lá, Rose! Não pode salvar Clary se estiver fraca.
Saí de trás das árvores e andei sorrateiramente até a janela. Abri-a com cuidado e entrei. A pobre garotinha dormia profundamente. Meu coração se apertou. Eu não podia matá-la, mas estava morta de fome. (ou melhor, sede)
- Não seja a presa, Rose! Ataque! - ordenei a mim mesma.
Fechei os olhos e senti o cheiro do sangue no ar. Suspirei e pulei no pescoço da vítima, sugando todo o líquido para mim.
Caramba! Como era bom! Só consegui parar quando ouvi o barulho dos aparelhos, avisando a morte dela.
- Desculpe. - murmurei, passando o braço nos lábios para limpar o sangue.
Saí antes que as enfermeiras chegassem no quarto e vissem os buracos no pescoço da garota. E, quando ia voltar à escola, me deparei com a garota que eu matara vestindo uma camisola branca.
Ou melhor, o fantasma dela.
- Eu sou Lilith. - disse ela - E vim te agradecer. Agora posso ver meus pais. No Paraíso.
- Lilith não é nome de demônio?
- Não. E, como forma de agradecimento, lhe farei um favor. O que você quiser será seu.
Somente uma coisa me veio à mente.
- Diga ao Príncipe Felix que mandei um oi. E que eu o amo.
- Certo. Adeus, Rose.
Nem perguntei como ela sabia meu nome. Apenas voltei para Jeff.
- Como foi? - perguntei.
- Perfeito! Vamos para a aula.

- Onde esteve? - perguntou Mel.
- Me alimentando de uma garota.
- Wow! Mas esquece isso. Precisamos ir ao shopping. Soube que lá tem um portal que pode nos levar até Clary!
- Como? - questionei, confusa.
- Precisamos invadir o armário de limpeza, na área restrita onde os funcionários ficam, e um usuário de espírito... o que eu não sei o que é... fará o portal.
- Mélody. Eu sou esse usuário. Eu leio mentes, controlo pessoas, vejo o futuro e falo com os mortos! Sou um usuário de espírito. E você é... Um usuário de luz!

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