entao é isso galera, acabou BS!
depois de tipo 2 anos inteiros!
aaaaaaah vou sentir falta disso :(
mas aguardem noticias de novos livros u-u
sigam o blog da Sara (vulga Mel) para mais fics
http://connorsfics.blogspot.com.br/
beeeeeeeeijo <3
may (vulga rose
domingo, 10 de junho de 2012
Capítulo 20 – tudo acaba bem
Capítulo 20 – tudo acaba bem
Rosemary
- O que vocês estão fazendo aqui?
- Não é obvio? – Alice revirou os olhos. – Viemos acabar com sua guerra.
- Essa guerrinha inútil tem que acabar e agora. – completou Mel, me olhando com seu olhar “eu estava certa o tempo todo LALALA”.
Alice pareceu não gostar da atitude de Mel, mas o que me causava arrepios era o eterno sorriso no rosto de Samanta. Parecia que algo extremamente feliz a envolvia, e aquilo estava começando a me causar náuseas.
- Vocês não conseguem ver que isso não leva a nada? – continuou Alice, cada palavra era como um tapa.
- Mas conseguimos uma coisa. – disse Mel, sorrindo.
- E o que seria, hein mocinha?
- Fizemos Rodolfo recuperar sua humanidade e perceber que ainda é capaz de amar! – ela vibrou, dando pulinhos. Todos a encararam. – Ah, qual é, gente! Ele está neste exato instante arriscando tudo por Clarissa.
- Porque ele a deseja. – falou Samanta, odiando o comportamento de Mel.
- Não, porque ele a AMA. – Mel corrigiu, com um gesto de “por favor, vadia, calada.”
- E como é que você sabe? – perguntei, bufando.
- Simples! – ela parecia ter esperado o tempo todo pra dizer isso – Você não pensou que eu tinha mesmo traído todo mundo né?
Engoli em seco, porque eu realmente tinha considerado isso. Quero dizer, não me leve a mal, mas ela nos ABANDONOU. Era suspeito demais.
- Tudo bem, Rose, não me responda. Continuando...
Mel segurou minha mão e a de Alice e seus olhos ficaram totalmente brancos. Demorei a entender que esse era um dos novos poderes dela.
O campo de batalha apareceu a nossa frente. Rodolfo estava com sangue no rosto e nas mãos, mas algo me dizia que não era dele. Estava olhando furiosamente para um homem forte parado a sua frente. No inicio pensei que ele só queria matar mais um, mas então percebi o que acontecia:
Todos estavam parados, apenas observando.
Felix e Kirie estavam de mãos dadas, assistindo a cena, com hesitação. Drake e uma outra garota estavam atrás de Rodolfo, atentos a qualquer movimento. O resto dos soldados estavam em um circulo, com Rodolfo e o musculoso no centro. Pareciam aguardar o movimento final.
- Eu já concordei em parar a guerra, por que ainda está segurando ela? – ele rosnou. – Eu ordeno que a liberte!
- Ela não é propriedade sua, Rodolfo. Ela é livre pra escolher o que quiser.
Só então percebi Clary nos braços do musculoso. Ela estava chorando, desesperada por liberdade. Ela olhava para Rodolfo e em seus olhos vi que ainda o amava. Ela morreria por ele sem hesitar e tudo que queria era que ele a salvasse, a tirasse dali, mas sabia que era impossível. Rodolfo nunca admitira que sentia tais sentimentos por ela, não em público.
- Eu... Ela é minha. Eu a quero. E ela quer ficar comigo também, não quer? Diga a ele, Clarissa.
- Eu... Eu não posso. Eu não...
- Ela não quer você. – o musculoso acariciou levemente o rosto de Clary, beijando a bochecha dela. – E ela não tem nenhum valor sentimental pra você, não é mesmo? Então não se importa se eu fizer isso...
Ele colocou-a no chão rapidamente, suas mãos apertando o pescoço dela – não; ele estava fingindo que apertava. Não havia dor nos olhos de Clary, mas ela estava com medo. Suor escorria por seu rosto. Felix deu um passo a frente, mas Kirie o impediu de se aproximar mais.
- Não faça isso com ela! – gritou Rodolfo, avançando. – POR FAVOR. Eu imploro.
- E por que não? – o musculoso sorriu, me dando arrepios.
- Porque eu... – Rodolfo engoliu em seco, hesitante. Depois olhou mais uma vez para Clary e disse – Porque eu a amo.
Só essas palavras – “porque eu a amo” – fizeram o musculoso virar pó em questão de segundos e todos voltarem a ativa. Abraços e sorrisos foram trocados. Amizades foram refeitas. Tudo estava bem novamente.
E percebi que nunca tinha ficado ruim. Era tudo parte de um plano, um plano genial onde Melody era a líder e planejara tudo desde o inicio.
E eu fora uma idiota em contestar.
- Mel. – falei, quando a visão acabou. – Me desculpe por...
- Shh, calada, boba. – ela me abraçou, rindo. – Você não poderia saber, senão ia estragar tudo!
As antigas Blood Sisters se entreolharam e acenaram a cabeça.
- Acho que não precisam mais de nós.
Elas uniram as mãos e fecharam os olhos, emitindo muita luz. Um calor percorreu meu corpo quando a luz girou em torno de Mel e eu. Senti todas as coisas boas e ruins, misturadas, rodopiando dentro de mim. E de repente, as Blood Sisters sorriram e desapareceram, levando a luz com elas.
- E agora, o que faremos?
- Agora voltamos para casa.
- Agora voltamos para casa.
- E OLHA SÓ QUEM NÃO ESTÁ MAIS SOLTEIRA! – berrou Drake, abraçando Mel (sim, eu disse abraçando) com força, gargalhando. – Senhoras e senhores, eu apresento a senhora Jake Não-Tenho-A-Menor-Ideia-Do-Sobrenome!
- Ah, seu idiota! – Mel socou o ombro dele, separando-se do abraço para envolver a cintura de Jake. – Eu sou uma mulher casada, olha o respeito.
- Ou eu quebro sua cara, morto-vivo. – Jake sorriu, beijando o cabelo de Mel.
- Whoa, calma aí, amigão. Eu sou um rapaz comprometido e levo isso a sério. – ele apontou para Vanya (os dois realmente formam um belo casal) e piscou para Mel. – Mas estarei sempre disposto a me divertir com a madame, como bons amigos, é claro. – ele beijou gentilmente a mão dela.
- Não é engraçado? Há alguns meses vocês se odiavam mortalmente! – falei, envolvendo todos num abraço apertado.
- E eu estava morto. – riu Drake, como se contasse que a grama era cor-de-rosa. – E você, madame, não é mais aquela garotinha.
- Todos têm de crescer um dia. – falou Jeff, empurrando Drake para me puxar para si. – E aí, alteza?
- Sem brigas vocês. – Clary riu, encostando a cabeça no peito de Rodolfo. – Estamos todos bem felizes agora que somos uma família.
- Os apaixonados sempre têm essa cara de idiota? – riu Drake, dando uma cotovelada na barriga de Felix.
- Não sei, mas você faz essa cara quando Vanya está perto. – Kirie mostrou a língua para o cunhado, que rosnou em resposta.
- Calados vocês dois, ou mato você de novo, irmãozinho.
- Você sabe que não vive sem mim. – Felix piscou, fazendo Drake revirar os olhos.
- Vocês dois me lembram alguém. – Rodolfo bocejou, como se tudo estivesse dando-lhe vontade de dormir (coisa que ele não fazia há anos) – Será que podemos por favor ir para casa?
- Mas, querido. – Clary sorriu, olhando para ele. Depois apontou para o grande jardim do castelo, onde se realizara o casamento de Mel e Jake, junto com o meu e de Jeff, Felix e Kirie, Vanya e Drake e (Finalmente) Rodolfo e Clary. – Já estamos em casa.
FIM
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Capítulo 19 – A batalha está dentro de nós
Mélody
Rose havia enlouquecido. Começar a guerra? Que problema ela tinha? Não era necessário nada disso.
-Mas que idiota!- disse baixo.
-Acalme-se- Rafael me ordenou.
-Não há como! Ela esta pondo abaixo minha ideia!
Bati a cabeça na parede.
Ouvi os passos na escada e fiquei séria. Meio segundo depois Rodolfo explodiu a porta.
-Eu vou MATAR a sua irmã! Ela quer uma guerra e vai ter!- Gritou ele. A voz estava tremula e pensei que ele fosse chorar a qualquer momento, ou até mesmo se jogar no chão e espernear como uma criança – Ela mata minha esposa, ressuscita meus filhos... Que tipo de monstro ela é?
Eu sabia que quando chamou Rose de monstro falava sobre Drake e Felix. Era claro para mim que ele não se importava com Marilyn, e que amava somente Clary, sempre amará apenas ela. Mas não esperava que ele admiti-se isso tão fácil.
-E vai fazer o que?- eu disse fria enquanto cruzava os braços abaixo do busto.
-Vamos arrumar as tropas e atacar! Você fica ao meu lado e Rafael fica no castelo com Clarissa...
-Vai deixar a doce Clarissa sozinha comigo?- Disse Rafael em um tom misteriosamente sedutor.
Rodolfo rugiu, literalmente, agarrando Rafael pelo colarinho o tirando do chão. Girei, agarrando o corpo fraco de Rafael, impedindo-o de enforcar-se.
-Não ouse tocar nela! Eu lhe deixei vivo! Tinha imensa gratidão!
Senti Rafael tremer em meus braços, rindo.
-Eu nunca pedi para viver.
Soltei Rafael tão rápido quanto terminou de dizer aquilo. Ele engasgou.
-Me segure Mél!- gritou ele.
-Você não pediu para viver – eu disse fria e calmamente.
Caminhei até Rodolfo, olhando os olhos assustados de Rafael.
-E-eu estava brincando... Rofo, você... Você me conhece!
-Não mais.
Rodolfo agarrou o pescoço de Rafael, quebrando-o como se fosse um simples graveto. Não pude deixar de sentir pena de Rafael, mas não me faria falta no final. Acho que estava me tornando fria, mais do que o próprio Rodolfo fora.
Ele se virou para mim, fazendo uma reverencia com a cabeça.
-Precisa de alguém que fique de olho em Clarissa.
-Me sugere alguém?- disse ele levantando a sobrancelha.
-Vanya. Você confia nela, não é?
Sem dizer mais nada, indicou a porta e seguiu a direção, descendo as escadas. Sem fazer ruído, segui-o.
Drake
-Parece que estão começando a se mover.
Jake permanecia atento ao ponto enevoado onde o castelo estava. Lógico que esperava ver Mélody a qualquer momento, presa a correntes provavelmente. Mas quando ela apareceu ele ficou tão surpreso quanto todos nós, apesar de muitos já terem a idéia de ela nos ter traído.
O exercito de Rodolfo estava posicionado a nossa frente, perfeitamente alinhado, como se um fosse a sombra do outro, com movimentos copiados de um treinamento rigoroso. Enquanto isso, nós estávamos meio desalinhados, mal organizados em tamanho, mas combinando técnicas.
Mélody estava sentada em um trono, ao lado do de meu pai. Os dois vestiam roupas de batalha, mas enquanto papai usava algo mais dourado e que chama-se a atenção de todos, Mélody usava uma armadura negra, que lembrava, especialmente por seus olhos sangue, um dragão frio, forte e imponente.
-O que aquela VACA está fazendo?- Rose gritou.
Mélody não pareceu nem mesmo ouvir enquanto, alheio a tudo, papai sorria.
-Por que não dá o primeiro passo Rosemary?- brincou ele.
Rose sorriu furiosa e moveu o pé para frente. Em um milésimo de segundo o exercito a nossa frente explodiu.
Mal pude ver papai se movendo contrariamente a luta, voltando lenta e despreocupadamente ao castelo. Era a minha chance.
Em meio segundo me teletransportei, aparecendo a frente de Mélody.
-Onde?
-Torre – disse ela, enquanto me golpeava no peito – Rafael está morto – sussurrou me chutando para o chão.
Caindo de costas, demorei mais meio segundo para me teletransportar para a torre onde Mélody ficará presa enquanto viveu no castelo.
A primeira coisa que pude ver foi Clarissa, sentada em uma poltrona vermelha, descansando suavemente em um vestido esmeralda que lhe realçava a pele e os cabelos.
-Clar...
Um baque em minhas costas me jogou contra o chão.
-Então realmente estás vivo!
Virei, ainda de quatro, olhando-a.
-Só você para me deixar de quatro, Vanya!- eu disse sedutoramente.
Ela sorrio, chutando-me no queixo. Cai.
-Muito galante o senhor!
Segurei seu pé e puxei-a para o chão, escorregando para cima dela.
-Estamos perdendo tempo- sussurrei.
Com a respiração falhando, ela me chutou para cima, levantando-se suavemente simplesmente disse:
-Vamos.
Jake
-Olha, nada contra sua noiva, mas acho que ela realmente nos traiu!- Joe gritou.
-Não pode ser o que parece!- gritei de volta enquanto, com uma árvore com a copa em chamas, rasgava três inimigos de uma só vez.
-Ela atacou Drake!- Felix passou correndo por mim, acertando os pés no peito de um vampiro à frente, caindo sentado sobre ele, arrancando-lhe a cabeça, deixando que o sangue flui-se do pescoço rasgado.
Mélody não atacaria nenhum de nós. Não sem motivo pelo menos. Mas para todos que viram, parecia que ela havia trocado de lado. Eu tinha certeza que não, mas Rose e os outros pareciam duvidar.
Senti alguém me puxar e me vi voando, acertando com força as costas em uma árvore, que partiu ao meio. Abri meus olhos, com a visão meio turva. Dois homens de Rodolfo corriam para mim. Sem pensar direito, ainda com o rosto de Mél em mente, segurei-me no tronco quebrado da árvore, usando-o como apoio.
Quando eles estavam próximos o suficiente, esmaguei a parte do tronco que estava em minha mão, jogando as fagulhas neles.
Enquanto protegiam os olhos, cravei as mãos em garras em seus peitos. Suspendi meu corpo e me balancei, lançando-me para frente. Os dois caíram no chão enquanto seus corações ainda pulsavam em minhas mãos, os quais esmaguei enquanto corria de volta ao campo de batalha.
Eu consegui ver pelo canto do olho Jeff rasgando uma garota ao meio e jogando-a em cima de um garoto, que caiu para trás assustado, tendo o próprio pescoço arrancado um segundo depois.
Joe dava ordens aos nossos companheiros, guerreiros de primeira viajem.
Eu não sabia para que lado correr.
Felix me puxou pelo braço, abaixando-me. Uma bola de fogo raspou nossos braços que estavam protegendo nossas cabeças.
-Mas que PORRA é essa?
-Parece que um dos caras que está com eles lança bolas de fogo.
Consegui visualizar o rosto do homem, antes de mais bolas de fogo serem lançadas contra nosso exercito.
-Eu fico com ele!
Felix não teve tempo de me puxar novamente, eu corria em direção ao homem de capuz de fogo. Ele percebeu, rápido demais, minha movimentação. Eu claramente virei o novo alvo.
Usando um inimigo de apoio, me lancei no ar, girando meio segundo antes de ser atingido por uma das bolas. Comigo na mira, eu só pude ver o lampejo da bala indo para cima. Felix havia conseguido atravessar o campo de batalha a tempo, para arrancar a cabeça do homem e esmagar, com a sola da bota, seu coração.
Nós dois olhávamos um exercito imóvel agora. Nossos homens, e mulheres, atacavam a todos como se fossem bonecos de treino.
Ao mesmo tempo, Joe, Jeff, Felix e eu, olhamos na mesma direção.
Rose caminhava em direção a Mélody, e tudo, a não ser elas, parecia completamente morto.
Mélody
Eu sabia que se tenta-se Rodolfo não me deixaria sair de onde estava. Onde estava Rose?
Como se tive-se me ouvido, o que ela provavelmente fez, Rose apareceu poucas cabeças a frente, correndo para mim enquanto o exercito, obedientemente, separava-se para abrir-lhe caminho.
-Mélody!- ela gritou furiosa.
-Rosem...
Pulei nela, segurando seus braços longe de mim, dando-lhe uma cabeçada quando tentou morder-me.
“Leia a PORRA dos meus pensamentos Rose!” gritei dentro de minha própria mente enquanto mostrava-lhe os dentes. “Veja o que estive fazendo! Veja como essa guerra é ridícula!”
Ela rosnou e pude sentir, e pelo que pude perceber Rose também, algo nos puxando. Por um instante tudo ficou preto e pensei que havia desmaiado, mas quando abri meus olhos...
-Mas que DROGA!- Rose gritou.
O lugar parecia um velho pântano, lamacento, fedorento e enevoado.
-Onde es...
Rose pulou em mim, jogando-me no chão cheio de lama.
-O que pensa que está fazendo sua idiota?- gritou ela.
-Eu não fiz nada!
-Atacou Drake!
-Avisei onde Clary estava!
-E ficou sentada vendo gente morrer!
-Eu tive meus motivos.
-Pare de fingir!
-Não ven...
-Basta!- disse uma voz feminina e imponente.
Aproveitei a desatenção de Rose para joga-la para o lado com uma rajada de vento. Ficando em pé, limpei-me enquanto via de canto Rose tentar tirar, em vão, a lama das botas.
-O que deu em vocês?
Outra mulher apareceu. Na verdade, de principio parecia ser uma sombra da outra, mas ao contrario das roupas coladas e confortáveis, esta usava um vestido longo, de barra suja, até poderia dizer imunda, de lama.
-Estas são as Blood Sisters?- sussurrou em sua voz doce.
-Vergonhosamente, sim!
-E vocês são as originais que, obviamente, fingiram a própria morte- falei em tom frio.
-Exatamente- disse Samanta sorrindo enquanto olhava para a séria Alice.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Capitulo 18 - O início da guerra
Capitulo 18 - O Início da Guerra
Rose
Jeff e eu invadimos nossa festa de formatura – sinceramente, a escola não sabe mais como se proteger de qualquer ataque, pois foi muito fácil entrar lá. Preciso impedir que Rodolfo chegue até Ingrid, senão terei que transformá-la.
E isso me assusta demais.
- Lá está ela. – murmurou Jeff, se inclinando para mim. – Vamos dançar e podemos tira-la daqui facilmente.
Tudo parecia fácil demais. Tão difícil de acreditar que conseguiríamos...
- Não pense nisso. Vamos conseguir.
- Você precisa parar de ler minha mente, querido.
- Mélody estava na visão oficial. Agora não está mais. Então talvez não aconteça, certo?
Ele podia ter razão. Talvez ninguém morresse hoje a noite.
- Nenhum sinal de Ingrid. Ela não está na pista, talvez não tenha vindo.
- Ela não perderia sua formatura. – parei um garoto magricela quando ele passou por mim – Você viu a Ingrid?
- Quem?
- Ingrid! – falei mais alto, meu tom de voz mais alto que a música. – Você a conhece.
- Ah, sim! Eu ia dançar com ela, mas ela foi lá fora com outro cara. Um de preto.
Oh, droga.
- As garotas humanas são tão idiotas! – bufou Jeff, correndo para fora do ginásio. – INGRID! – chamou – CADÊ VOCÊ?
- Jeff, ela não vai responder você.
- Não custa tentar. Como as pessoas conseguem ir diretamente para a morte tão fácil?
- Clary está aqui. Posso sentir. – falei, procurando por ela. – E ela não está muito feliz. Talvez possa nos ajudar!
- Eu duvido. – ele olhava fixamente para o banheiro. – Ouço gemidos. Eca, que nojo! Vamos lá antes que eles façam coisa pior.
- Rodolfo me enoja. Seduzir a garota para transformá-la e adquirir mais um membro para o exército é sujo.
- O banheiro não é tão diferente deles. – ele franziu o nariz.
Ingrid estava derretida pelo charme de Rodolfo (eu já esperava isso, de certa forma. Quero dizer, o cara realmente é bonito!) e quando ele pediu para ela fechar os olhos (“vou lhe mostrar uma surpresa...”) ela nem questionou e se inclinou para trás...
- Parado aí, seu velho! – rosnei, jogando Ingrid para o lado. Jeff a pegou e correu para longe dali. Virei-me para Rodolfo e investi contra ele. Ele nem cambaleou. – Onde está minha irmã?
- Está bem acomodada, aliás. Nem sente sua falta. Porém eu sinto. Saudades de roubar seu corpo. – ele sorri, lembrando-me de quando ele fez meu corpo desaparecer e me impediu de reviver. – Como está, afinal? Parece bem sadia.
- Sem papo furado. Você perdeu. Não vai levar aquela garota humana.
- Humana? – ele gargalhou. – Acha mesmo que é humana?
- ROSE! – ouvi o grito de Jeff e me virei para procura-lo, o que deu a Rodolfo chance de escapar, mas eu o bloqueei. – ROSE, RÁPIDO!
- Acha mesmo que pode me deter, Blood Sister? Eu matei você e posso mata-la novamente, assim. – ele estala os dedos. – Tão fácil quanto quebrar palito de dente. Estou só brincando com você. Se eu quiser, posso escapar agora mesmo.
- Ah, não senhor!
Mentalmente, joguei-o para trás. Ele ficou tão surpreso com o golpe que perdeu alguns segundos questionando como foi parar lá. “Eu tenho minhas cartas na manga, velhote.” Deixei que ele lesse minha mente, mas não tudo. Ele não podia saber os dons que aprendi a controlar nos últimos dias. Ninguém poderia. “E isso é só uma amostra do que posso fazer.” Fiz ele flutuar e arremessei-o na parede, batendo sua cabeça com força, mas deixei-o consciente para que escapasse. “Vou deixá-lo ir dessa vez, mas da próxima eu vou matar você. Quero que dê um recado a Melody.”
- Que recado? – ele praguejou, passando a mão pela cabeça.
Minha resposta foi fazê-lo flutuar em direção a um portal que criei rapidamente, levando-o de volta para seu castelo.
E algo dentro de mim sabia que Clary também fora com ele. Eles estavam ligados.
Canalha desprezível.
- ROSE! – Jeff gritou novamente, me lembrando que precisava encontra-lo. – ROSE, ME AJUDE!
- O que aconteceu?
- Eu não sei! Eu simplesmente a coloquei dentro do carro e ela começou a vomitar. Era uma coisa negra, nojenta e fedida aí a tirei de lá para ver se estava tudo bem. Então ela invocou essa espada e...
- JEFF! – interrompi, ao ver Ingrid morta, a espada negra com dragões incrustados cravada em seu peito. – Como ela conseguiu---?
Mas a resposta veio tão rápida quanto a pergunta.
Ingrid era uma bruxa.
Por isso Rodolfo a queria.
Ele queria outra vampira bruxa para dar mais vantagem.
- Precisamos fazer algo. Precisamos impedir que Rodolfo a transforme, ou ela será totalmente fiel a ele. – com nojo, mordi o pescoço de Ingrid e suguei todo seu sangue, depois dei-lhe um pouco do meu e quebrei seu pescoço. Virei-me para o lado e vomitei tudo que sugara. A gosma evaporou, deixando apenas um fedor incomum.
Magia negra. Ingrid usava magia negra.
Enquanto Clary era magia pura.
Duas bruxas opostas... Isso certamente daria muito poder.
- Jeff, me escute. Quero que tire ela daqui o mais rápido possível. Leve-a para nosso esconderijo. Eu vou chegar em breve. Preciso checar uma coisa. Agora vá!
Ele obedeceu, sem questionar.
Rodolfo
- Aquela sua irmã idiota estragou tudo! – rosnei, fazendo Melody abaixar a cabeça. – E onde está Clarissa? Precisamos dela para localizar a outra bruxa!
- Ela... Ela já vai chegar! Está se arrumando! – Melody gaguejou, aparentemente assustada.
- Desculpe se a assustei. Eu só...
EU ACABARA DE PEDIR DESCULPAS ÀQUELA BLOOD SISTER IDIOTA!
O QUE ESTAVA HAVENDO COMIGO?
- Parece que está ficando mais humilde. – Marilyn disse, envolvendo-me com os braços. – Gosto de você assim.
- Eu matei você. Posso fazer isso novamente. – sibilei, segurando-a pelo pescoço. – Não se esqueça disso. O poder de Clarissa pode tê-la feito viver, mas eu posso matar você de uma vez por todas. Não me irrite, caso contrário eu--- AHHHHHHHH! – um barulho explodiu em minha mente, como se alguém estivesse segurando meu cérebro e sacudindo. Mas ninguém tem acesso a minha---
ROSEMARY.
Eu sabia que devia tê-la eliminado quando tivera chance.
- Sua irmã tem um recado pra você. Mas primeiro TIRE-A DE MINHA CABEÇA!
Quando falei as palavras tudo voltou a normal. Caí no chão, tamanho foi o impacto. Quase não ouvi o grito de Melody.
- Rodolfo! Ela está morta!
- Quem? Rose?
- Não! Marilyn!
- Mas como?
- E-eu não sei!
Rose
Quando saí da cabeça de Rodolfo, já tinha todas informações necessárias.
a.) Marilyn só estava viva porque Clary conseguira muito poder para revivê-la. Então se eu conseguisse a mesma dose de poder, mas com outro tipo de magia, poderia reverter isso.
b.) só bruxas podem ressuscitar vampiros.
c.) Ingrid não sabia o poder que tinha, então eu poderia controla-la facilmente.
E foi isso que fiz:
Logo após transformá-la, entrei na mente de Rodolfo e os localizei. Sei que Melody esconde algo de nós, mas também esconde algo dele. Mas peguei todo o resto de informações e deixei-lhe um recadinho antes de sair – que só Mel entenderia.
Eu podia invadir mentes a distância e controla-las.
Podia atingir o corpo através da mente.
Estávamos mais fortes.
Ganharíamos a guerra.
Melody entenderia isso e saberia que deveria fingir o contrário. Rodolfo queria nos derrotar e usar nossos poderes, mas se ele visse que não havia necessidade de guerra, que todos estávamos do mesmo lado e só queríamos viver em paz, talvez ele fosse útil e não precisasse morrer.
Então deixei-o vivo, para que Mel agisse. Ela precisava fazê-lo reviver seu passado, para que se arrependesse e se tornasse bom, humilde e gentil.
Após sair da mente dele, usei meu poder em Ingrid para fazê-la reverter o feitiço de Clary. Só tive que fazê-la visualizar Marilyn e ela conseguiu canalizar energia necessária para tirar-lhe a vida.
Magia negra desfaz a magia pura.
Marilyn era perversa e má, não merecia o esforço que Clary fizera por ela. E para recompensar eu traria de volta a vida duas almas boas, que não mereciam morrer.
Drake e Felix.
Embora não gostasse tanto dele, Drake tinha se comportado bem e merecia uma nova chance.
Invoquei-os com o resto de poder que me restava. Ficaram surpresos ao me ver, mas não disse nada ainda. Se eles soubessem enquanto ainda estavam mortos, haveria grandes chances de Rodolfo descobrir também.
Usei meu poder em Ingrid novamente. Ela canalizou mais energia e conseguiu encontrar os corpos de Felix e Drake. Depois transformou a ligação deles com o castelo de Rodolfo em algo mais substancial, permitindo que visitassem o lugar quando quisessem e enviassem mensagens telepáticas para Clary e Mel. Depois ela canalizou minha energia e parte de meu sangue para trazê-los de volta a vida.
Quando Drake finalmente percebeu o que acontecera ele gritou. Depois investiu contra a parede, gargalhando de alegria quando ela quebrou.
- ESTOU VIVO! EU ESTOU VIVO!
- Não fique tão animado. – interrompi. – Posso desfazer o feitiço se você não se comportar.
- Ei, eu sempre me comporto, tá legal? E agora meio que devo fidelidade a você, pois ligou seu sangue ao meu.
- Rose, tem ideia do que fez? – Felix finalmente falou, sua voz neutra. – Você está ligada à mais de uma pessoa agora, isso é perigoso. Te deixa vulnerável.
- Eu não sou mais uma garotinha indefesa, Felix. Sei o que estou fazendo.
- Ela tem razão. Devia ver ela na cama. – Jeff falou, aparecendo de repente. – Na verdade, não devia não. Muito bem, rapazes. Agora que estão vivos, precisamos planejar o ataque.
- Ataque? – murmurou John, aparecendo com o resto dos nossos soldados. – Que ataque?
- A guerra começou. – falei, sorrindo. – E agora, temos mais 3 vampiros para nos ajudar. E se tudo der certo, nosso exército aumentará até o fim da semana.
Porque se Rodolfo não concordar conosco serei obrigada a dar o primeiro passo e tomar os soldados dele.
Mas não posso correr o risco com Melody presa lá.
Só espero que ela tenha entendido o recado.
Kirie
Felix e Drake estavam parados a nossa frente, parecendo mais fortes do que nunca.
E o que é novidade: vivos.
Não eram mais brilhantes, não eram mais espíritos. Corpo e alma. Eles estavam MESMO VIVOS.
Quando me viu, Felix sorriu, vindo em minha direção graciosamente. Vivo ele tinha um andar elegante e calculado, como se medisse cada movimento. Ele se curvou educadamente para mim antes de segurar minha mão.
- Eu disse que nos veríamos novamente.
Mordi o lábio, sentindo que estava ficando vermelha (o que é impossível, já que estou morta). Felix era um perfeito cavalheiro.
- Eu... Eu não parei de pensar em nosso último encontro por um minuto sequer. Eu... precisava te ver novamente. – ele murmurou, como se temesse que alguém nos ouvisse. – E quero que me prometa uma coisa.
- Promessa? – confusa, perguntei-me se ele me pediria algo impossível. Afinal, o que diabos ele poderia querer comigo?
- Me prometa que se a coisa ficar muito feia você vai fugir.
- Isso nunca. Não posso abandonar Rose e os outros. Melody me salvou!
- Eu sei. E por isso quero que prometa isso. Melody não ia querer que morressem por ela. Nem Rose.
- Isso é loucura! Vamos lutar! Rodolfo não vai destruir mais ninguém!
- Vamos detê-lo, claro que vamos. Mas eu quero você segura. Olha, eu sei que parece loucura, mas desde que nos encontramos daquela vez, algo vem me atraído até você. E eu só sinto que preciso te proteger.
Um brilho no olhar dele me pareceu familiar. Como se eu já o conhecesse, como se reconhecesse a alma dele (tipo naqueles livros que você reconhece alguém de suas vidas passadas).
Mas era loucura. Afinal, éramos todos vampiros, não é? E eu nem me lembrava de minha vida antes da transformação, imagine de outras vidas...
Mas eu entendia o que ele dizia, porque, apesar de ser loucura, eu vinha sentido o mesmo. E foi por isso que me peguei dizendo:
- Eu prometo. Mas você virá comigo.
Só espero que não precisemos fugir. Só espero que consigamos vencer Rodolfo.
Só espero que Melody esteja bem...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Capitulo 17 – Seria um plano?
Drake
Mél estava sentada no chão da torre, ao lado de meu tio Rafael.
Eu ainda podia mexer, com menos intensidade e força, em magia negra. Havia deixado junto a meu tio uma pedra, presa a parede atrás da porta. Eu só precisava ativá-la e ele me veria e ouviria... Mélody também.
Ativei-a, tocando nela com meu medalhão.
-Rafael.
Ele se levantou sorrindo para mim.
-Como estão o pessoal do outro lado?
-Bem! Vovô lhe mandou um abraço.
Mél se levantou também e me encarou.
-Você esteve no acampamento com Felix. Não é?
Permaneci sério, frio.
-Sim, ele contou tudo a Jeff.
-Ótimo!
Ela respirou fundo.
-Mais alguma coisa, Madame?- disse desdenhoso.
-Não, obrigada, bruxinho!- respondeu sarcástica.
Então ela sorriu, abrindo uma janela na parede ao leste apenas com um aceno de cabeça. Mél se debruçou, olhando o sol nascer.
Virei-me para Rafael.
-Não contou sobre AQUILO, não é?
-Fique tranqüilo meu rapaz, não contarei!
Suspirei.
-Ok, melhor eu ir, não acha?
Nesse momento ouvi papai subindo as escadas. Desapareci e Mél fechou a janela.
A porta foi destrancada.
-Como estão os meus hóspedes?
O sorriso maligno no seu rosto lembrava minha infância. Suspirei. Ele não era mais o mesmo desde que Felix nasceu.
Havia sido poucos anos após ele conhecer Clarissa. Abandonou... Matou minha mãe por ela, e depois, sem motivo algum, ela foi embora! Então ele tomou a mãe de Felix como mulher.
Consegui ser feliz nas primeiras horas após o nascimento de meu irmão, mas logo depois... Eu só tinha 8 anos e ele me fez odiar meu irmão, me trancando no meu quarto constantemente. Foi então que comecei a me apaixonar pela arte da magia negra.
Mél suspirou onde eu estava.
“Vá” ela moveu os lábios me avisando.Meu pai já desconfiava que eu estava ali, mas era por culpa da garota loira no corredor.
A garota me lembrava Mél. O olhar era tão maligno e carregado de ódio quanto!
Mas ela não disse ao meu pai que eu estava ali... Por quê?
Ela encarou Mélody e lhe mostrou um sorriso afiado.
-Nada disso Vanya!- advertiu meu pai.
Vanya revirou os olhos e deu as costas para o quarto.
Clary
Mélody disse que voltaria, mas... Já haviam se passado dois dias. E se Rodolfo a tivesse... Não! Ela era preciosa demais.
Como se pude-se ouvir meus pensamentos - era obvio que não! Rose era quem podia fazer isso!-, ela entrou sorrateiramente em meu quarto.
-Mélody!- sussurrei enquanto me jogava sobre ela.
Ela me abraçou de volta e pude sentir seu sorriso.
-Não posso ficar muito tempo! Se ele perceber que sai da torre tudo estará perdido!
-O que você pensa que está fazendo?
-Rose não sabe o que estou fazendo, e, por favor acredite em mim, é preciso! Quero salvar a todos nós!
Encarrei-a. Estava agitada, do mesmo modo que costumava ficar quando era pequena e tinha algum plano para salvar algo que gostava.
-Eu confio em você!- Eu disse sorrindo.
Ela estendeu a mão. Só então percebi que ela carregava um envelope. Este estava lacrado com cera e havia sido escrito com pena e tinteiro - O que provavelmente ela deve ter conseguido em um dos quartos da casa, mais precisamente no quarto de Drake, pelo que o selo me indicou.
-Leia depois que eu sair! Queime a carta! Não deixe vestigios!
-Mas porq...
-Cerifique-se de que não sobre nada dela! Se precisar, rasgue-a antes de jogar no fogo! Drake e Felix vão vir falar com você! Não confie em ninguém além de nós três...
Ouviu-se um barrulho no corredor logo abaixo.
-Preciso ir!
Mélody abriu a porta e correu silemcionamente de volta a torre deixando-me, outra vez, sozinha em meu quarto.
-Mas que merda é essa?-disse a mim mesma.
Olhei a carta em minha mão. Se estivessem vindo ao meu quarto eu estaria ferrada.
Batidas em minha porta.
-O jantar!-gritou uma voz feminina.
-Já vai!
Escondendo a quarta em minha gaveta, sem barrulho, virei a chave destrancando a porta.
-Obrigada!
A garota me olhou com desgosto e colocou a bandeja sobre a mesinha.
-Por que demorou milady?
-Estava-me preparando para tomar um banho rápido- respondi sorrindo.
Me olhando de cima abaixo deu de ombros e saiu do quarto como se disse-se: Você precisa mesmo!
Tranquei a porta outra vez e esperei até que seus passos sumissem.
-Ok! Vamos resolver isso!
Mél estava sentada no chão da torre, ao lado de meu tio Rafael.
Eu ainda podia mexer, com menos intensidade e força, em magia negra. Havia deixado junto a meu tio uma pedra, presa a parede atrás da porta. Eu só precisava ativá-la e ele me veria e ouviria... Mélody também.
Ativei-a, tocando nela com meu medalhão.
-Rafael.
Ele se levantou sorrindo para mim.
-Como estão o pessoal do outro lado?
-Bem! Vovô lhe mandou um abraço.
Mél se levantou também e me encarou.
-Você esteve no acampamento com Felix. Não é?
Permaneci sério, frio.
-Sim, ele contou tudo a Jeff.
-Ótimo!
Ela respirou fundo.
-Mais alguma coisa, Madame?- disse desdenhoso.
-Não, obrigada, bruxinho!- respondeu sarcástica.
Então ela sorriu, abrindo uma janela na parede ao leste apenas com um aceno de cabeça. Mél se debruçou, olhando o sol nascer.
Virei-me para Rafael.
-Não contou sobre AQUILO, não é?
-Fique tranqüilo meu rapaz, não contarei!
Suspirei.
-Ok, melhor eu ir, não acha?
Nesse momento ouvi papai subindo as escadas. Desapareci e Mél fechou a janela.
A porta foi destrancada.
-Como estão os meus hóspedes?
O sorriso maligno no seu rosto lembrava minha infância. Suspirei. Ele não era mais o mesmo desde que Felix nasceu.
Havia sido poucos anos após ele conhecer Clarissa. Abandonou... Matou minha mãe por ela, e depois, sem motivo algum, ela foi embora! Então ele tomou a mãe de Felix como mulher.
Consegui ser feliz nas primeiras horas após o nascimento de meu irmão, mas logo depois... Eu só tinha 8 anos e ele me fez odiar meu irmão, me trancando no meu quarto constantemente. Foi então que comecei a me apaixonar pela arte da magia negra.
Mél suspirou onde eu estava.
“Vá” ela moveu os lábios me avisando.Meu pai já desconfiava que eu estava ali, mas era por culpa da garota loira no corredor.
A garota me lembrava Mél. O olhar era tão maligno e carregado de ódio quanto!
Mas ela não disse ao meu pai que eu estava ali... Por quê?
Ela encarou Mélody e lhe mostrou um sorriso afiado.
-Nada disso Vanya!- advertiu meu pai.
Vanya revirou os olhos e deu as costas para o quarto.
Clary
Mélody disse que voltaria, mas... Já haviam se passado dois dias. E se Rodolfo a tivesse... Não! Ela era preciosa demais.
Como se pude-se ouvir meus pensamentos - era obvio que não! Rose era quem podia fazer isso!-, ela entrou sorrateiramente em meu quarto.
-Mélody!- sussurrei enquanto me jogava sobre ela.
Ela me abraçou de volta e pude sentir seu sorriso.
-Não posso ficar muito tempo! Se ele perceber que sai da torre tudo estará perdido!
-O que você pensa que está fazendo?
-Rose não sabe o que estou fazendo, e, por favor acredite em mim, é preciso! Quero salvar a todos nós!
Encarrei-a. Estava agitada, do mesmo modo que costumava ficar quando era pequena e tinha algum plano para salvar algo que gostava.
-Eu confio em você!- Eu disse sorrindo.
Ela estendeu a mão. Só então percebi que ela carregava um envelope. Este estava lacrado com cera e havia sido escrito com pena e tinteiro - O que provavelmente ela deve ter conseguido em um dos quartos da casa, mais precisamente no quarto de Drake, pelo que o selo me indicou.
-Leia depois que eu sair! Queime a carta! Não deixe vestigios!
-Mas porq...
-Cerifique-se de que não sobre nada dela! Se precisar, rasgue-a antes de jogar no fogo! Drake e Felix vão vir falar com você! Não confie em ninguém além de nós três...
Ouviu-se um barrulho no corredor logo abaixo.
-Preciso ir!
Mélody abriu a porta e correu silemcionamente de volta a torre deixando-me, outra vez, sozinha em meu quarto.
-Mas que merda é essa?-disse a mim mesma.
Olhei a carta em minha mão. Se estivessem vindo ao meu quarto eu estaria ferrada.
Batidas em minha porta.
-O jantar!-gritou uma voz feminina.
-Já vai!
Escondendo a quarta em minha gaveta, sem barrulho, virei a chave destrancando a porta.
-Obrigada!
A garota me olhou com desgosto e colocou a bandeja sobre a mesinha.
-Por que demorou milady?
-Estava-me preparando para tomar um banho rápido- respondi sorrindo.
Me olhando de cima abaixo deu de ombros e saiu do quarto como se disse-se: Você precisa mesmo!
Tranquei a porta outra vez e esperei até que seus passos sumissem.
-Ok! Vamos resolver isso!
Assinar:
Postagens (Atom)