segunda-feira, 14 de março de 2011

Capítulo 2 - Mais promessas?

Rosemary

Eu a observava, mesmo que ela nem me notasse.
Os olhos estavam repletos de olheiras e nunca mais ela se arrumou para algo. Eu sentia sua dor e queria que ela me visse, mas não podia fazer nada.
E Jeff - ai, Deus, Jeff! - estava totalmente horrível! Cicatrizes de morte em seu rosto e olhos vazios. Tipo eu, quando Felix morreu.
Mel largou o álbum de fotos e abraçou-se aos joelhos. Ela ia chorar, eu sabia.
Quis muito consolá-la, acima de tudo. Mas, bom, não podia.
Felix

Eu a amava acima de tudo. Tudo que eu desejava era tê-la. Mas Rose não me queria mais. Ela provou isso ao me pedir para ver Jeff. Eu não entendi no início, mas aí ela disse:
- Me ensine. Por favor. Eu o amo! Ele se matará se eu não falar com ele e não posso perdê-lo!
Aquilo teria me matado se o amor da vida dela já não tivesse feito-o.
Mas eu ensinei.
Jeff

Eu ia tentar pela nona vez me matar. Mel e Jake dormiam. Tudo era perfeito!
Desci para o banheiro da casa que alugamos e peguei um canivete. Antes de colocá-lo em frente ao peito, murmurei:
- Isso é por Rose. Eu a verei logo. Um. Dois. Três.
Ia empunhá-lo (como fiz com o ex dela, argh, o velho), mas uma mão suave tocou a minha.
- Querido. - pediu - Por favor. Não.
- Rose! - quase gritei; podia acordar Mélody - Rose! Você veio!
Tentei abraçá-la, mas hesitei. E se eu a atravessasse?
- Olha, eu não morri. Estou num limbo. Precisa achar meu corpo. Diga à Mélody! Está com Rodolfo.
- Ta. - falei, concordando. Eu comeria terra se ela pedisse.
- E, Jeff?
Ela me beijou antes de sumir. Aquilo era uma promessa: ela voltaria.

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