sábado, 14 de maio de 2011

Capitulo 11 – Novos poderes

Mélody
Estávamos nos arrumando para partir quando me veio do nada na mente, uma coisa que não havia pensado até agora, quando estava com meus sentimentos descontrolados.
-Rose, quero que você me prometa, não vai usar seu poder de controle nessa batalha!
Ela me olhou confusa.
-Por que isso agora Mél?
Balancei a cabeça. Jeff e eu tínhamos mais experiência com lutas, ele sabia do que eu falava!
-Mél tem razão!
Eu podia sentir a relutância na voz dele em concordar comigo. Nós nos dávamos bem, melhor do que com Félix, concerteza, mas ainda havia algo que não deixávamos inteiramente próximos. E eu também sabia que Jeff tinha medo de mim, algo que nunca entendi muito bem!
-Mas porque eu não poderei usar?- insistiu Rose.
-Porque estará descontrolada em suas emoções, então pode acabar machucando nossos companheiros...
Parei abruptamente me virando para a janela. Eu apenas pulei e comecei a correr.
-Rose!-xinguei-a.
Mas eu sentia que não era ela. Era meu próprio corpo se movendo sozinho.
Era um novo poder, eu sentia. Mas como controlar um poder que me controlava?
A minha frente, em um penhasco, vi uma garota sendo agarrada por um homem. Eu ia ajudá-la, mas que motivo eu tinha para isso?
O broxe! Eu o reconhecia. Ela era uma das nossas. Umas das que estava no bar.
Lembro perfeitamente de seus olhos vermelhos assustados, de seus cabelos loiros em cachos, de quão pequena e frágil ela sempre me parecerá. Kirie! Era esse seu nome. O único nome de que ela se lembrava de sua vida mortal. 15 anos quando fora transformada.
Um homem grande e musculoso a segurava.
Gritei saltando, arrancando a cabeça dele com as garras. Grudei-me em seu corpo, sugando o pouco de sangue que nele havia.
Outro poder surgiu.
Eu pude ver a vida toda dele. Até mesmo a vida de humano que ele tivera. Uma vida normal, até mesmo trabalhando para Rodolfo em uma pequena fazenda. Um camponês com uma vida normal de idade média, com sua esposa e filhos – que ele assassinou nas primeiras semanas de transformado.
Mas o que realmente me prendeu foi o quão importante ele era na guarda de Rodolfo. Seu braço direito, eu até diria.
O poder que eu tinha agora, de ver a vida toda de quem eu tocasse, eu havia sugado dele. Claro que eu tinha o poder dentro de mim muito antes, mas o seu sangue havia o “despertado” dentro de mim.
Ok, mas agora voltando a ligação dele e de Rodolfo, ele sabia onde Rodolfo estava, e não era o castelo! Nem mesmo no país ele estava.
-Viajamos até aqui por nada?- disse a mim mesma.
Kirie olhou-me confusa, mas sorriu, agradecendo por ter a salvado.
-Não se preocupe!- eu disse afagando seus cabelos.
O que eu estava fazendo? Ela parece frágil, mas é mais velha do que eu!
-Mas por que você não se defendeu?
Ela se encolheu.
-Meu poder é de distância. Eu só consigo acertar pessoas a no mínimo 10 metros de mim!
-Hummmm....
Peguei-a pelo braço e puxei-a, fazendo-a correr junto comigo de volta a casa.
-Rose,- comecei pulando a janela- precisamos de um portal para todos ! AGORA! De volta para a nossa casa!
Rose me encarou irritada.

Clary
Eu havia vestido o que Rodolfo colocara em minha cama pela manhã.
Era um vestido bege, de decote u bem grande. Havia renda sobre a parte do busto e abaixo da cintura, onde também era de um tom de bege mais escuro.
Virei-me quando a porta s abriu. Rodolfo chutou um homem para dentro, que caiu de joelhos, implorando por piedade.
Eu na me alimentava direito há três dias. O pequeno rasgo no braço do homem me fazia estremecer. Atirei-me de joelhos ao seu lado, sugando-lhe, com minhas presas em seu pescoço, tão rápido que mal prestei atenção em Rodolfo se movendo pelo quarto.
Larguei o homem, flácido, para o lado.
-Querida Clarissa, conte-me sobre elas mais um pouco.
A voz de Rodolfo era suave, romântica. Mas ele já arrancará tudo o que eu sabia, o que mais ele podia querer?
-Vamos, ao menos os dons que eles tem!
-Eu não sei nada sobre os dons, passei pouco tempo com elas.
-Alguma coisa você deve saber.
-Está bem!- pausei – Rosemary pode falar com os mortos.
Ele batia as unhas sobre a cama, onde estava sentado, pensativo.

Rodolfo
Eu precisava de mais informações, por isso mandará Fernando, meu braço direito, para conseguir informações, mas...
Ele estava demorando mais que o normal para voltar.
-Você lembra-se de Fernando, Clarissa?
Ela me encarou.
-Claro que me lemb...
-Eu o mandei atrás delas!- interrompia.
Ela permaneceu boquiaberta por um tempo, enquanto eu sorria. Quando ela fechou a boca seus olhos estavam sem foco. Clarissa sabia exatamente o poder que cada um de meu exercito tinha.
Então ela sorriu e disse:
-Elas acabaram com ele!

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